quinta-feira, junho 30, 2005

Portugal II


Passo a contar um breve episódio que vivi há uns dias! Um professor meu com o qual tenho alguma confiança e muito respeito, tinha na lapela do casaco o escudo de Portugal. Após vários meses de aulas com o mesmo era a primeira vez que reparava no pormenor e sendo eu antigo aluno do Colégio Militar, partilho o hábito de austentar um símbolo ao peito, no meu caso a barretina, senti curiosidade e questionei o professor sobre o significado do símbolo. O professor orgulhosamente partilhou que se tinha proposto a um novo objectivo, procurar elevar a auto-estima dos portugueses. Argumentou que os símbolos e o seu uso são algo associdado sempre ao orgulho de pertencer ou ser e que por isso decidiu seguir a cultura do símbolo relativamente a Portugal, procurando diariamente levantar a auto-estima dos portugueses. Disse-o como que anunciando que ele não desiste, que ele acredita! Falou-me inclusivé em procurar uma estrutura ou criar uma que tivesse esse espírito, mas para já limitava-se diariamente a levar consigo um dos valores em que acredita e vive! Fiquei sensibilizado com a ideia e à minha maneira procurarei levantar essa auto-estima, mesmo que apenas sirva para mudar a mentalidade de um português, para já e aqui no mundo da Blogosfera procurarei divulgar os Portugueses que brilham por esse Mundo fora com prémios, com obra feita, ou escreverei apenas sobre aqueles que anonimamente a meu ver são uma mais valia. Não quero com isto dizer que deixarei de fazer as minhas críticas, longe disso, apenas vou fazer aquilo que sempre defendi, valorizar também o positivo e sobretudo o positivo! Tiago e Gonçalo espero que alinhem!

Esperemos que a chama deste objectivo não se apague!

AS

Portugal I

Vivemos numa época de slogans resultado de quem tem a melhor equipa de marketing por trás, de falta de inicitiava própria, onde muitas vezes falamos não o que pensamos, mas o que a moda impõe. Portugal é claramente um país onde a imaginação, a pró-actividade, a coragem de ir à busca do desconhecido, ou simplesmente os princípios da competividade, de vencer pela qualidade são escassos e raros, o que não significa que não existam. Existem e devem ser anunciados, louvados, devemos segui-los.
Temos uma democracia recente comparativamente à restante Europa. O nível cultural não é elevado e os números anunciam igualmente que os parametros que reflectem o nível educacional do nosso país ficam longe dos da restante Europa da zona Euro (vamos compararmo-nos à zona Euro, pois é por cima que as comparações se fazem quando queremos ser ambiciosos). Estas diferenças talvez possam explicar muitas atitudes. Adquirimos vários direitos há não muito tempo e dessa forma sempre que se fala em mudanças, surge a sombra de os perder, ou surge a ilusão que os direitos são vitalícios e que nada, nem ninguém os pode retirar qualquer que seja a conjuntura. Por outro lado, como já referi, poucos são aqueles dispostos a colmatar a ausência desses "novos" direitos com a imposição de novos desafios, com a capacidade de encontrar soluções por inicitiva própria e em prol dos outros. Este receio resulta talvez do egoísmo pessoal de cada um de nós, do receio do fracasso, da ausência de espírito empreendedor, do sentimento de que os direitos não implicam deveres. Todas estas variáveis podem ser trabalhadas construíndo e promovendo uma mentalidade diferente que acabe de vez com aqueles que dizem e anunciam como se fossem os heróis do novo milénio que "lá fora é que é", que "este país não tem solução", que "Portugal só para férias". Quero com isto dizer que a solução passa por sabermos valorizar o que temos e acreditarmos em nós própios. A solução passa por dar o exemplo! Aprendi este valor no Colégio Militar e procuro segui-lo todos os dias, nem sempre se consegue. O exemplo naquilo que acreditamos no dia a dia.
Todos ambicionamos melhor qualidade de vida, sucesso pessoal e profissional, viver num país civilizado, que respeite o ambiente, que nos permita usufruir das invenções do último século e das inovações do actual. Se queremos um Portugal com os valores que defendemos, deixemos de nos martirizar, de vitimizar! Passemos a pertencer àqueles que reagem, que se mexem, que procurando o sucesso, dão espaço para conquistar o sucesso de Portugal! Nacionalista, conversa fácil e moralista! Se quiserem encarar assim, é uma opção que por certo vos levará a sentirem-se mais leves, aliás com toda a certeza menos problemas terão de resolver! Não disse que este objectivo é fácil, mas cabe a cada um de nós promovê-lo e ir atrás desse sonho!

terça-feira, junho 28, 2005

Porque não?...

Exmo Sr. Primeiro Ministro.


Venho por meio desta comunicação manifestar meu total apoio ao seu esforço de modernização do nosso país. Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.

Vou explicar:
Na actual legislação, pago na fonte 31% do meu salário (20 para o IRS e 11 para a Segurança Social). Como pode ver, sou um cidadão afortunado. Cada vez que eu, no supermercado, gasto o que o meu patrão me pagou, o Estado, e muito bem, fica com 19% para si (31+19P) Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral. Mas o meu patrão é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75% daquilo que me paga para a Segurança Social. E ainda 33% para o Estado (50+23.75+336.75).

Além disso quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.

Minha sugestão, é invertermos os percentuais. A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 100% do meu salário..

Funcionaria assim: Eu fico com 6.75% limpinhos, sem qualquer ónus mas o Governo fica com as contas de:

-Escola,
-Seguro de Saúde,
-Despesas com dentista,
-Remédios,
-Materiais escolares,
-Condomínio,
-Água,
-Luz,
-Telefone,
-Energia,
-Supermercado,
-Gasolina,
-Vestuário,
-Lazer,
-Portagens,
-Cultura,
-Contribuição Autárquica,
-IVA,
-IRS,
-IRC,
-IVVA
-Imposto de Circulação
-Segurança Social,
-Seguro do carro,
-Inspecção Periódica,
-Taxas do Lixo, reciclagem, esgotos e saneamento
-E todas as outras taxas que nos impinge todos os dias.
-Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo E Judiciário.

PS: Podemos até negociar o percentual !!!

segunda-feira, junho 27, 2005

Ridículo


Significado:
1. Cuidado que há aviões por aí!
2. Pare, oiça e olhe!
3. Não se esqueça que tem de procurar no ar!
PS - alusão a uma trágica colisão entre um avião e um carro este fim de semana no norte país!

quinta-feira, junho 23, 2005

listening...


Stina Nordenstam - The World Is Saved

Vamos fechar para obras...



Acho que qualquer Português já compreendeu o estado da (des) organização dos serviços e ministérios que existe actualmente... Não é segredo para ninguém. Qualquer partido que esteja na oposição o diz a alta voz. E culpam sempre os anteriores governos de terem feito um mau trabalho e não terem respondido as promessas eleitorais. De promessas ilusórias e utópicas anda o povo farto. É necessário reestruturar.

Hoje em dia, todos pensam que tudo se faz de um dia para o outro. Políticas novas, planos e estratégias muito elaborados, todos cheios de princípios e valores correctos (pelo menos alguns). A verdade é que estas medidas para terem algum efeito prático levam anos a entrar em vigor. A cultura da mediocridade existente, face à distinção da “qualidade” nos serviços públicos, o aumento dos impostos face à redução da despesa (pergunto-me como é possível continuarem a aumentar o IVA de 19%, que já era uma medida extraordinária, para os 21%... O Reino Unido têm a 17,5%, a Espanha nossa vizinha, a 16%). Será que ainda não compreenderam que esse não é o caminho.. Perguntem a qualquer gestor de uma empresa o que fazer quando a empresa começa a entrar no vermelho?..

Mas o que sofremos hoje, desta desorganização total dos serviços, das contas públicas, não é apenas culpa deste governo. Nem do anterior. É culpa da falta de medidas estruturantes ao longo destes últimos 10, 20 anos de governação (e não vou mais longe no tempo). Se olharmos para outros países que estão numa boa situação económica, financeira e organizacional, percebemos se olharmos um pouco para trás que é em grande parte "culpa" dos governantes que tiveram nestes últimos. O caso da Inglaterra com Margaret Thatcher, as medidas fulcrais tomadas à vinte anos como alavanca para o sucesso de hoje em dia em certos países nórdicos, ou a aposta forte dos países do leste na educação.. Exemplos, há muitos.

Eu defendo que é necessário uma mudança como todos os Portugueses defendem. E essa mudança não poderá ser apenas uma mudança cosmética ou demagógica. É preciso realmente mudar, e implementar essas medidas. Precisamos de alguém com pulso e garra para levar este País onde todos desejamos. Precisamos de um lider. Faz também a tua parte. Sê lider, acredita em ti e acredita num Portugal melhor...Apenas não sei se chegarei a ver essa mudança tão cedo e "a tempo" porque para o caminho para onde estamos a ir só existe uma solução, fechar para obras...


quarta-feira, junho 22, 2005

Clean hands save lives!

Não consegui resistir a este post! Vinha eu a ouvir a TSF a caminho de casa ao fim de mais um dia de estudo, quando oiço a seguinte afirmação do Ministro Correia de Campos: "há muitas mãos que não são lavadas, quando passam de um doente para o outro. Há luvas que protegem o profissional, mas que transferem a infecção de um paciente para o outro. É ou não é verdade?". A declaração do Ministro pretende justificar a elevada taxa de infecções existententes no Hospital de São João do Porto, um número que atinge o dobro da média nacional.

Em 1847, um médico do Hospital de Viena, obrigou todos os profissionais de saúde que trabalhavam no departamento por si chefiado a desinfectar as mãos, o resultado desta regra consistiu num decréscimo das infecções no ano seguinte, 1848, de 13,1% para 1,3%. Esta pequena viagem ao passado é um exemplo que ajuda a fortalacer uma velha afirmação em Saúde Pública: "os 10 principais tranportadores de microrganismos responsáveis por infecções nosocomiais são os seus 10 dedos". A limpeza e higiene das mãos é uma regra básica de qualquer espaço de saúde em pleno secúlo XXI que se queira moderno, seguro, eficaz e que preste um serviço de qualidade ao cidadão comum.
A acusação já é grave, o facto de ser feita publicamente pelo Ministro da Saúde intensifica a gravidade da mesma! A verificarem-se estes factos é urgente que a nova administração do Hospital São João actue, caso contrário os profissionais de saúde deste Hospital têm toda a razão para contestar as afirmações e o Ministro tem de passar a tomar atenção a afirmações como: «Quando nós damos prioridade a investimentos em estádios de futebol em vez de hospitais, quando temos estádios que estão entre os melhores da Europa e não temos nenhum hospital nessas condições, alguma coisa está mal. É uma doença, mas e do país»

terça-feira, junho 21, 2005

É urgente permanecer...

É com grande pesar que nos despedimos deste grande homem. Eugénio de Andrade. Um dos mais conhecidos poetas Portugueses, e com mais obras traduzidas do que outro qualquer poeta nacional, foi um ícone na maneira como descrevia o seu mundo. Se muitos poetas portugueses da nossa época são marcados pelo desencanto, "Eugénio de Andrade vai buscar ao paraíso da infância, à intimidade com a terra, à pura felicidade de se ter um corpo a fulgurante alegria de alguns momentos privilegiados".




Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

segunda-feira, junho 20, 2005

F1 - Portugal

Tiago Monteiro 3º lugar no Grande Prémio dos USA!

Podemos encarar este resultado como a consequência de 6 equipas terem desistido e afirmar facilmente: "questão de sorte".

Prefiro "acreditar e defender" tratar-se de um Português que trabalhou para conquistar essa sorte. Espero que o primeiro de muitos prémios!



"A sorte conquista-se!"

domingo, junho 19, 2005

Semana das Manifestações

1. Não deixa de ser bastante redutor a forma como muitos fixaram e fixam apenas a imagem de um Cunhal-democrático. Álvaro Cunhal chega à primavera de Abril já com 61 anos de idade, já na idade da teimosia não da coerência (se um adulto tiver comportamentos infantis não o chamamos de coerente). Com meio século de resistência, prisão, tortura, exílio, Cunhal temeu a democracia e nunca aprendeu a usá-la como instrumento para a sua utopia, que duvidosamente se pôde chamar democrática. A homenagem é em grande parte para o Cunhal-resistente, o Cunhal-mito, símbolo de esperança e luta contra a ditadura. Luta essa que a muitos pretensos democratas faltou a coragem de a encetar.

2. O Governo de Sócrates foi presenteado com a sua primeira grande manifestação de contestação, pondo-se um ponto final ao seu estado de graça. O problema de qualquer contestação da Função Pública é que lesa mais os utentes contribuintes que o próprio Estado. Sempre nos rimos de piadas e anedotas sobre a inércia do tipo de funcionário público, o Governo procede agora a um "ataque à função pública", em parte legitimado por esta descrença generalizada e noutra apertado pela necessidade de reduzir o sr. monstro-déficit. Maximizar a eficácia e eficiência da Administração Pública é essencial, exige-se é flexibilidade negocial dos dois lados, o que não está a acontecer: cada um é a favor que se reduza privilégios exagerados mas que se comece na casa do vizinho.

3. A semana acabou com a manifestação da estupidez nacional. Embora só tenham sido apenas umas centenas a não ter a vergonha de se manifestar, cada vez mais acredito que este tipo de sentimento sempre esteve generalizado pelo país, podendo aquelas centenas serem multiplicadas por muitas mais. Para "descolonizarem" Portugal como pretendem e como "fizeram com os mouros e com os espanhóis" só lhes basta arranjarem um líder carismático, ignorantes que votem neles temos que sobre.

sábado, junho 18, 2005

Donovan Frankenreiter



Um CD para ouvir ao fim do dia...

Obesidade Mental

O Prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito de "Obesidade Mental" para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.» O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.» Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.» O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.» Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto. As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental

sexta-feira, junho 17, 2005

Não, não e mais não...

in Diário Digital sobre manifestação dos funcionários públicos

"No documento, os manifestantes dizem «não à redução salarial, não ao aumento dos impostos, não ao congelamento de carreiras, não à implementação do novo sistema de avaliação de desempenho e não à redução das funções sociais do Estado»."

Ocorreu me uma pergunta, será que dizem sim a alguma coisa?

AS

Arrastão...

É evidente a preocupação que o "arrastão" que ocorrreu na praia de Carcavelos provoca na sociedade. O denominado "arrastão" levanta muitas questões e permitiu a criação de movimentos de carácter duvidoso.
  1. Antes de mais quais são as reais dimensões do "arrastão"? Sem qualquer tipo de análise cuidada já o acontecimento era apelidado de arrastão. Segundo a comunicação social registou-se uma única queixa por assalto, foram prestados cuidados de saúde a alguns banhistas e assistimos ás entrevistas de 3 a 4 pessoas, donos dos bares e mais um ou outro adolescente, sempre as mesmas pessoas a testemunhar nos 4 canais, num dia de calor, em que a praia estava repleta de gente. Não ponho em causa a relevância e veracidade do acontecimento, mas os factos levam-se a supor que 500 indíviduos numa praia a movimentarem-se em massa teriam provavelmente criado mais estragos, quer materiais, quer humanos. O acontecimento é preocupante mas deve ser analisado friamente e não lançar o pânico. É preciso reagir, mas saber reagir.
  2. Perante este cenário, a Assembleia da República, essa instituição de "prestígio", com discussões tão interessantes e sobretudo com tardes de "conversa da treta" decidiu lançar-se na discussão do tema. Pelo que entendi dessa acesa discussão, o alvo da crítica não foram os responsáveis pelo acontecimento. A causa/solução do problema não está na distribuição dos meios de segurança policial na região de Lisboa e muito menos na ausência de planeamento urbano e social das grandes cidades o que leva à criação de autênticos guetos. A discussão centrou-se numa troca de acusações mútuas tão típica dos deputados portugueses. Interessante e de registar!
  3. Por fim não podia deixar de referir uma notícia do Público: Governo Civil autoriza manifestação contra "arrastão" de Carcavelos. Passo a citar: A auto-intitulada Marcha contra a Criminalidade terá lugar na Praça Martim Moniz e, apesar de o pedido de autorização não referir a Frente Nacional, dois dos seus dirigentes disseram ao PÚBLICO que, para além de participarem na manifestação, querem igualmente desfilar entre o Martim Moniz e o Rossio. Mário Machado, um desses dirigentes, referiu que os cartazes e palavras de ordem andarão à volta de ideias como "Imigração igual a crime". Talvez fosse bom alguém informar o Sr. Mário Machado que a Cova da Moura, a Buraca entre outras zonas problemáticas da região de Lisboa, locais de origem dos responsáveis pelo "arrastão", são zonas localizadas no interior da Região Metropolitana de Lisboa, bem no interior de Portugal Continental e a não ser que a definição de imigrante tenha mudado, talvez um pouco de geografia lhe fizesse bem. Os criminosos são portugueses!

PS - soube bem voltar a escrever para o blog

AS

Frágil


quinta-feira, junho 16, 2005

Recuerdos...


Com isto dos anos do Cilha e das fotos deu-me para ir ao
baú das recordações relembrar este bons momentos...


quarta-feira, junho 15, 2005

reencontro

Decidi começar a escrever novamente... preciso de falar com voces, de ter aquelas conversas de canto que tanto sinto falta... E que melhor sítio que o nosso "canto"?!

Bem hoje vou dormir que já se faz tarde, mas amanha encontramo-nos no teu canto para conversarmos mais um pouco.

Até amanha..

Cabecilha

É apenas para desejar os parabéns ao grande Cilha e mandar-lhe aquele abraço




Barcelona


Os 3 grandes...

quinta-feira, junho 02, 2005

Certezas...

Apenas temos…
A certeza de que estamos sempre começando…
A certeza de que precisamos de continuar…
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…

Adaptado de Fernando Pessoa