sexta-feira, junho 30, 2006

quinta-feira, junho 22, 2006

Breves - Record de 8h!


Hoje foram nada menos, nada mais que 8h a trabalhar na câmara de fluxo laminar vertical! Começar ás 10h, sair ás 19h, com uma hora de almoço! A companhia, para além do pessoal do laboratório, foram estas amiguinhas que vêm aqui na imagem.Não se portaram bem, resultado tive de lhes espetar com mais droga em cima...

De qualquer forma as coisas tem corrido bem!Uma contaminação em perto de 100 frascos que já devo ter usado, ainda por cima na primeira semana, para mim está bom, afinal não punha as mãos num laboratório há 1 ano... de resto há o stress dos microlitros no que sobra, que aqui tem de estar certinhos, caso contrário não há reagente para a próxima!

Bem, quando puder dar mais dicas sobre o que faço no lab volto!

AS

terça-feira, junho 20, 2006

Breves - Cambridge



Breves - Domingo em Cambridge


Domingo fiz uma visita relâmpago a Cambridge para visitar o Ricardo! O facto de ele ser estudante e estar associado a um College permitiu-me entrar em vários Colégios sempre sem pagar, ou simplesmente passar à frente dos turistas para visitar capelas que são simplesmente fenomenais... Os estudantes de Cambridge são claramente bem tratados pela Universidade! Excelentes condições para que a exigência nos estudos leve também à excelência! Fiquei fascinado pela tradição, pelo ambiente, pela convivência, por conseguirem preservar a tradição quer arquitectónica, quer a magia do lugar, com estudantes, com espaços úteis, com um local de ensino! Desde um refeitório a fazer lembrar o do Harry Potter, que é usado diariamente como é o nosso da Cidade Universitária, a Residenciais em edifícios que tem tanto de antigo como de belo! Bem isto é um breve, porque há mais a fazer por isso vou acabar! Fica só um obrigado aos portugueses em Cambridge (amigos do Ricardo) que ofereceram me um belo arroz de pato português em plenas Terras Britânicas!

segunda-feira, junho 19, 2006

Breves - Noite de Londres

Para os FFULianos habituais frequentadores dos encontros internacionais, aqui fica uma fotografia com dois velhos conhecidos da Eslovenia, a Lea e o Sammo (á direita)! Estão em Erasmus na SOP e tem sido companhia habitual por Londres. Desta vez num Pub em Carnaby Street, mais um, em que à 1h da manha temos a infeliz noticia que a noite acabou! Em Londres, os Pubs fecham todos entre as 23h e a 01h, com alguma sorte existem Clubs abertos ate as 3h, mas e como disse com alguma sorte! De qualquer forma a noite deles comeca as 19h, o que faz com que a 1h da manha ja nao haja muitos ingleses capazes de aguentarem mais umas horas... diria mesmo que contam-se pelos dedos das maos!

PS - quando nao escrevo no meu portatil nao posso por acentos

sábado, junho 17, 2006

Stockwell e os jogos da seleção

Os Portugueses da School Of Pharmacy a invadirem Stockwell, onde existe uma grande comunidade portuguesa, para assistir ao Portugal-Irão. A festa repetiu-se no fim!

Já agora Stockwell é conhecida por ser uma zona perigosa, de assaltos, tráfico de droga e afins... De qualquer forma levamos os símbolos de Portugal bem à vista e queremos acreditar que isso nos evita problemas... Os cafés tem cerveja portuguesa, petiscos portugueses e sinceramente não me sinto inseguro lá! Encontra-se todo o tipo de portugueses, do mais castiço aos estudantes...

Breves - visita a Windsor

Eu, a MariAngela (Italiana), Inês e Ana (FFUL) em Windsor...
... a visitar um dos castelos preferidos da única Rainha Inglesa de Nacionalidade Portuguesa, a Duquesa de Bragança!

terça-feira, junho 13, 2006

Uma outra visão do post do Tiago

Gostei do pormenor que nos deste do "defeito profissional"!
Não haja dúvida que seria positivo fomentar em Portugal a discussão do que é "ser português", caracterizar esta maneira de ser e de uma vez por todas valorizá-la e promovê-la.
Numa das muitas reflexões que londres me tem suscitado, ocorreu-me pensar, pq vivem tanto os emigrantes a vitoria de um jogo de futebol (caso nao se lembrem da minha posição, trata-se de uma oportunidade de se afirmar publicamente que se é português)?
Aos emigrantes não é dada a possibilidade de ostentarem outros símbolos, temos bons vinhos é verdade, mas não os vemos nos supermercados (o Porto e o Madeira são portugueses mas talvez falte a associação ao país). Temos excelente comida, mas não existem restaurantes ao virar da esquina a ostentarem "comida portuguesa", mas já há a italiana, a indiana, a chinesa, a americana. Temos musica de qualidade, mas face à pergunta conhecem a nossa música, ouvimos "Fado", face à pergunta "querem ouvir", ouvimos um redondo "não", pq é lhe associada a imagem do "atraso português". Na língua, essa riqueza de enorme potencial, temos um Instituto Camões com que capacidade de intervenção? No Reino Unido todos sabem quem é o British Council, em Espanha todos conhecem o Instituto Cervantes, em Portugal quantos sabem quem promove a língua portuguesa no Mundo? Escritores portugueses conhecem? Face a esta pergunta vem um sorriso e a resposta de "Paulo Coelho grande escritor"! Na área da ciência, os portugueses estão espalhados pelos quatro cantos do Mundo ao serviço dos outros (na School of Pharmacy é provável que a língua mais falada entre alunos Phd seja o português, senão pelo menos é equiparada ao inglês), quem o sabe?
É necessário aplicar em Portugal uma das ciências do séc. XX, o Marketing, mas antes é preciso reflectir, agir. Sinceramente acredito que temos potencial para isso! Até lá, quando falarmos a um estrangeiro de Portugal, a resposta continuará a ser, Figo, Algarve e agora Mourinho! Que nos honrem estes então!

Ser-se português

A transferência de parturientes para Espanha, o ressurgimento em força da extrema-direita em Portugal, o Mundial de Futebol, a entrada em vigor da nova lei da emigração, o aniversário do pseudo-arrastão, brasileiros em Vila de Rei – os últimos tempos tem tido em vários aspectos a dominante comum de se discutir o ser-se português, nacionalista, patriota, migrante, ou qualquer coisa entre estes e coisa nenhuma.
Quanto ao arrastão nada de mal faz relembrar a reacção típica que a maioria de nós tivemos ao ver em cada “preto” naquela praia um potencial ladrão, manipulados por um excesso de fantasia na exposição mediática do acontecimento, bem desarmada pela tese de Diana Andringa: “Era uma vez um arrastão”.
É essa manipulação de sentimentos que faz crescer um movimento de ódio que se tem instalado por todo o país, em claques de clubes de futebol de pequena e média dimensão e grupos de jovens motares, aptos para desencobrir aquele sentimento que infelizmente se encontra escondido na mente de mais de metade dos portugueses. “Portugueses armados prontos para sair à rua quando tal for necessário”. Note-se o desleixo com que os vários poderes da nação atentam esta matéria, a suavidade que um centro-direita moderado se desliga destas movimentações, um sentimento de “não tenho nada a ver com este campeonato” que é partilhado pelos demais espectadores desta evolução.
Na desmistificação da realidade imigrante em Portugal não percam a exibição do brilhante “Lisboetas”, documentário do brasileiro Sérgio Tréfaut, cujo título nos faz relembrar que essa condição de lisboetas não é exclusiva de portugueses e que Lisboa sempre se compôs de personagens exteriores. Como vivem hoje? Quem são? Como se relacionam com os originários da terra? Não será hoje Lisboa de muito poucos que lá nasceram?
Nascer na nossa terra não será então um direito? Acho que sim, mas esse direito não me parece ser oprimido pelo fecho das maternidades desnecessárias ou inseguras. Porque é que eu não organizo agora uma manifestação em Odivelas pelo direito de nascer na minha terra? Porque é que me obrigam a ser mais um “lisboeta”? Não poderá uma mãe ter o seu filho em Odivelas se assim o quiser? Pagando do seu bolso é certo. O Estado deve responder à sua função maximizadora do bem-estar dos cidadãos trabalhando apenas com os recursos que por natureza são limitados. Os 35 minutos entre Loures e o centro de Lisboa são completamente esquecidos em relação aos 15 minutos entre Mirandela e Bragança. Não será a segurança do parto e a boa gestão dos nossos recursos bens superiores ao facto de nascer num determinado lugar.
Se é tão importante nascer num lugar para se ser português (ius soli), como defendem os Elvenses, porque é que continuamos a olhar com desconfiança a atribuição da qualidade de portugueses àqueles que nasceram cá e que não conhecem outra terra que não esta, apenas porque não lhes está no sangue a nacionalidade (ius sanguini)? Não estaremos numa sociedade marcada por inúmeras contrariedades.
O que é ser português? Quais as condições que nos fazem sentir isso? Ser filho de portugueses basta para tal. Mas porque não bastará o facto de nascer cá também?
Como estas divagações que já vão longas, concluo apenas com mais um pequeno apontamento de cariz jurídico por defeito profissional. Atentem a um recentíssimo acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, sobre a atribuição de nacionalidade portuguesa a uma cidadã indiana, que não bastando estar há nove anos casada com um cidadão nacional e já ter dois filhos também portugueses, dominando o português de forma perfeita, vê negada a atribuição da nacionalidade portuguesa, fundamentada pelo Tribunal com o desconhecimento que demonstrava em relação à história e cultura portuguesa, esse agravado ainda pela ignorância que demonstrou sobre a música e letra do hino nacional.
Não fosse o Mundial de Futebol e o hino nacional retransformado em cântico de guerra, quantos portugueses teriam de o deixar de ser?

Aconteceu!


Tenho de partilhar! Por muito estupido que pareça não me lembro de ter feito uma máquina de roupa nos meus 23 anos de vida!!! Pois bem esse pesadelo/milagre aconteceu hoje! Acho que sobrevivi!

AS

School of Pharmacy, University of London

O tão esperado ERASMUS chegou e nada melhor que o realizar onde queria, Londres.

Após alguns meses de complicações para arranjar a minha colocação, fiquei no Cancer Research UK, por sorte parece-me ser um dos Departamentos com melhores condições. Este grupo da SOP tem 3 grandes subgrupos, um de simples trabalho teórico em estruturas, desenvolvimento de possíveis agentes antineoplásicos (tudo feito em computador); depois entramos no departamento de síntese desses compostos (síntese química) e por fim na experimentação dos compostos em diferentes linhagens celulares consoante a droga. Esta ultima parte é onde trabalho. O meu papel é optimizar o sinergismo entre dois compostos em células cancerígenas do cancro da mama. Não vale a pena definir quais, porque são um conjunto de letras e números que no primeiro dia me fizeram ficar com os cabelos em pé... Já tenho alguns montes para estudar, mas de qualquer forma qualquer duvida a equipa do laboratório ajuda. Trabalho num laboratório, com duas espanholas, um italiano, um indiano e a minha chefe e Inglesa. São Phd, Masters, PosDocs, ou simples Research Assistants e depois eu, ERASMUS claro! Cada um tem objectivos independentes, trabalhamos com agentes e células comuns, cujos resultados depois serão avaliados pelos chefes do Departamento em conjunto, mas no laboratório cada um tem o seu papel e é responsável pelo que faz. É giro, sobretudo por nunca ter experimentado este tipo de funções na faculdade, Investigação, em que o que se faz não e para mandar fora, mas para funcionar como fonte de informação.

De resto as condições e o ambiente são excepcionais! Tenho um computador só para mim no Departamento, o laboratório é muito bem equipado... Ás vezes é um caos, pelo espaço, pelas línguas que se cruzam, ou simplesmente porque os Ingleses nunca pensaram no aquecimento global e tudo é feito para conservar o calor, resultado, numa onde de calor como nos últimos dias, o laboratório e um forno, em que se sai de lá encharcado em água (só para verem o metro não tem sistema de refrigeração e eles são obrigados a fechar estações, a alugar tubagens para refrigerar os carris etc)...

Outro pormenor importante, a SOP tem dezenas de portugueses, estão espalhados por todo o lado e é comum acontecer estar a falar inglês com alguém e a noite na festa descobrir, a afinal é português...

Bem chega por hoje!
AS

segunda-feira, junho 12, 2006

A loucura portuguesa em Londres



Depois de uma semana muito preenchida, que espero vir a ter tempo para vos contar, deixo a imagem da festa portuguesa por uma simples vitória frente a Angola...

Pelo que vi, se Portugal chegar longe no Mundial, Trafalgar será nossa.

Acredito que não era a euforia de uma vitória, simplesmente um argumento para afirmar publicamente a euforia por ser Português!

See you soon I hope!

AS

domingo, junho 04, 2006

ERASMUS - London


O ERASMUS começou! Uma cidade gigante, um caldeirão de culturas, preços exorbitantes, milhares de pessoas, milhares de estilos, a melhor palavra para descrever talvez seja mesmo "London".