sábado, julho 28, 2007

quarta-feira, julho 25, 2007

segunda-feira, julho 23, 2007

No, I'm not colorblind, I know the world is black and white



No, I'm not colorblind
I know the world is black and white
Try to keep an open mind
But I just can't sleep on this tonight

Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
But honestly, won't someone stop this train?

Don't know how else to say it
Don't want to see my parents go
One generation's length away
From fighting life out on my own

Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
But honestly, won't someone stop this train?

So scared of getting older
I'm only good at being young
So I play the numbers game
To find a way to say that life has just begun

Had a talk with my old man
Said "help me understand"
He said "turn sixty-eight
You renegotiate"

"Don't stop this train
Don't for a minute change the place you're in
And don't think I couldn't ever understand
I tried my hand
John, honestly we'll never stop this train"

Once in awhile, when it's good
It'll feel like it should
And they're all still around
And you're still safe and sound
And you don't miss a thing
Till you cry when you're driving away in the dark
Singing

Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
Cause now I see I will never stop this train

John Mayer

quarta-feira, julho 18, 2007

Duas perguntas...


O que é que te puxa para cima?

O que é que te puxa para baixo?

Às vezes pergunto-me
se as escadas
foram feitas para subir
ou para descer,
outras vezes não...

terça-feira, julho 17, 2007

Medo

Estou com medo de desistir.
Na verdade, estou com medo de seguir em frente,
já que desistir é bem mais fácil.
Não quero fazer sentido.
Mas quero sentidos no que faço.

Ando com medo de perder
o que ainda nem tenho.
E não entendo
Porque é tão simples ter.
É querer. E quero.
É poder. E posso.
Receio ser minha própria âncora.

Nem dá tempo de olhar para trás.
Se bem que lá trás, havia o nada.
E nada mais.

???

sábado, julho 14, 2007

O essencial é invísivel aos olhos


- O que quer dizer cativar? - É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exactamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um rapaz inteiramente igual a cem mil outros rapazes. E eu ainda não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- A minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas são parecidas e todos os homens também. E isso incomoda-me um pouco. Mas se tu me cativares, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. Os teus, chamarão-me para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me - disse ela.
- Eu até gostaria - disse o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu irás-te sentar primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu irei olhar-te com o canto do olho e não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, a cada dia, te sentarás um pouco mais perto...

No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu já começo a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? - perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquisita também - disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoptam um ritual. Dançam na Quinta-feira com as moças da aldeia. A Quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Então não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa.
- Por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo. E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. - Foi o tempo que perdi com minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho para não esquecer.

Antoine de Saint-Exupéry in "O Principezinho"

quinta-feira, julho 12, 2007

Ah, Quanta Vez, na Hora Suave



AH, quanta vez, na hora suave
Em que me esqueço,
Vejo passar um vôo de ave
E me entristeço!

Por que é ligeiro, leve, certo
No ar de amavio?
Por que vai sob o céu aberto
Sem um desvio?

Por que ter asas simboliza
A liberdade
Que a vida nega e a alma precisa?
Sei que me invade

Um horror de me ter que cobre
Como uma cheia
Meu coração, e entorna sobre
Minh'alma alheia
Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do vôo suave
Dentro em meu ser.


Fernando Pessoa

Acreditar é Poder!

Bom ou mau? Não sei! Emocionante? Sem dúvida!