sábado, novembro 14, 2009

Ex-alunos do Colégio Militar são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade

No Público de hoje:

O Colégio Militar

Por Luis Campos e Cunha
Ex-alunos do Colégio Militar são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade
A ideia de que a natureza tem horror ao vácuo fazia parte da física na Idade Média. Mas esta lei do horror tem corolários na vida actual: os políticos incompetentes têm horror a novas caras nos partidos; os escroques têm horror a uma justiça que funcione; e, do mesmo modo, os bons investidores têm horror a uma justiça que não funciona. E podíamos continuar, mas vem tudo isto a propósito das notícias recentes sobre Colégio Militar. Devo declarar que não frequentei o Colégio, embora com pena minha, porque o meu Pai entendeu que eu poderia ser seduzido pela vida militar e para tal bastava ele. O meu irmão esteve no Colégio, por circunstâncias familiares extremas, não se deu bem, e saiu ao fim de dois anos, se bem me lembro. Não tenho, portanto, especiais ligações ao Colégio Militar (CM) mas tenho muitos amigos (e dos bons) que por lá passaram.

As recentes notícias dão uma ideia do Colégio como uma escola de sevícias e de maus tratos. Problemas de maus tratos em escolas sempre existiram e devem ser combatidos com determinação pelas autoridades da escola em causa, mas não faz da escola uma instituição a fechar. Lembro-me bem de, há uns anos na minha Faculdade, terem ocorrido praxes indignas das nossas caloiras e imediatamente o Director de então tomou medidas para que tal não voltasse a acontecer. E não aconteceu. O CM não é excepção, mas o que está em causa é uma tentativa de fazer desaparecer uma das instituições mais antigas de ensino na Europa com uma longa tradição de serviço ao País.

Recordo, com alguma tristeza, que uma das "regalias" de um militar morto em combate em África era os filhos terem educação gratuita no CM. Por esse facto e por as pensões de sobrevivência serem, à época, absolutamente miseráveis (recordo-me de casos concretos), havia sempre vários órfãos no Colégio. Fazia parte das obrigações dos graduados (ou seja, alunos finalistas do CM) terem não só uns ratas (alunos caloiros) como seus protegidos mas também cuidarem dos dramas de algum aluno cujo pai tivesse morrido. Quem conhece ex-alunos do Colégio sabe que têm uma organização e uma coesão ímpar em qualquer outra escola. Falam do Colégio com saudade e têm um respeito pela instituição como ninguém tem da sua escola. Nela se fizeram amizades que perduram para toda a vida e alguns dos meus melhores amigos são ex-alunos do CM e devo confessar que são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade.

O Colégio Militar dá educação em sentido pleno do termo. Tem um ensino de excelente qualidade e dá quadros de valores que nenhuma outra escola garante.

Em 1975, numa acção de dinamização organizada para os alunos do Colégio por gente afecta ao PCP -Varela Gomes, Faria Paulino e outros- começaram a atacar a instituição e a apelidarem os alunos de príncipes privilegiados. Um aluno dos mais novos, ou seja com uns 11 anos, levanta-se e calmamente diz que é filho de um oficial que morreu em combate, que se não fosse o Colégio não poderia estudar e não percebia onde estava o príncipe. Os protesto generalizaram-se (teve lugar uma gigantesca boiada, usando a terminologia do CM) e a comissão de dinamização foi forçada a sair pela porta dos fâmulos -porta de serviço- e não pela porta principal. Foi o enxovalho total, apesar de os oficiais tentarem, em vão, acalmar os alunos. É gente de fibra.

Aliás sempre foi assim. Faz parte da sua história mais antiga que quando teve lugar o atentado a Sidónio Pais gerou-se, naturalmente, o pânico entre a população e as unidades militares ajudaram à turbamulta. A única unidade que manteve a calma, ajudou a população e evitou mais mortos foi exactamente uma unidade do Colégio. Portanto, a tradição vem de longe.

O ensino tem uma qualidade excepcional e que não é possível sem um internato, onde os laboratórios de línguas e as salas de estudo estão ao lado do picadeiro e da sala de esgrima. Qualquer pai, cá fora, que tente dar a mesma formação passaria o tempo a servir de motorista do filho. É, aliás, uma tradição muito antiga dos melhores colégios ingleses.

Como professor na universidade, sempre que tenho conhecimento de que um aluno meu veio do CM, posso testemunhar o aprumo, o à vontade, a auto-confiança e o profissionalismo com que está numa aula. Tudo isto, em flagrante contraste com os colegas, especialmente os mais betinhos.

Além disso, como os alunos são tratados por igual, têm um número (que vem antes do nome), andam vestidos com farda e os filhos de pais ricos não se distinguem dos filhos de pais pobres. Também por isso, o convívio democrático hierarquizado é a regra. Ainda bem.

O contraste é gritante com o que se passa nas nossas escolas. E a anarquia, quase geral em que vive o ensino secundário, tem horror ao Colégio Militar, obviamente. Aliás, a verdade é mais funda: a anarquia quase geral da nossa sociedade tem horror à instituição militar. Uma instituição organizada, como a militar, que cultiva os valores da honra, da camaradagem, da disciplina e do dever para com a pátria, não pode ser bem vista pela sociedade actual. A nossa vida colectiva -a civil- privilegia o oportunismo, habituou-se aos casos de corrupção (com ou sem fundamento), tem uma imprensa virada para o escândalo e uma televisão com novelas que são difusoras da falta valores e da ausência dos bons costumes.

O Colégio Militar poderá acabar mas as razões estão na nossa sociedade e não dentro dos muros do Colégio. O horror à decência é dos indecentes. Professor universitário

Público de 13-11-2009

quarta-feira, novembro 11, 2009

O FIM DOS COLÉGIOS MILITARES?


27/10/09
"O Colégio Militar (CM) é, entre as instituições existentes, uma das mais antigas da nação. Tem provas dadas, lastro, tradição e deu ao país e às Forças Armadas um conjunto alargado de cidadãos de qualidade, que se distinguiram nas mais diversas profissões.
Mas entre os portugueses existe uma especial apetência para deitar abaixo, num credo, aquilo que levou tantas gerações a edificar. O último caso que nos lembramos foi a extinção do Supremo Tribunal Militar fundado, em 1641 e que só perdia em antiguidade – creio – para as Misericórdias. Uma cretinice alvar!
É, pois, típico na sociedade portuguesa não se atalhar os problemas a tempo. Finge-se que não se vê e assobia-se para o lado, numa demonstração repetida de que o “rei não precisa de usar roupa”. Tal facto não acontece por acaso e encontra fundamento na desconfiança com que são olhados aqueles que levantam problemas ou põem dedos em feridas. São logo encarados como “portadores de más notícias” e como tal equiparados a “leprosos”. Deste ponto a tentar-se, objectivamente, prejudicá-los na sua vida profissional e até privada, vai apenas um passo.
Do mesmo modo a frontalidade e a lealdade são vistos como afrontamento e impertinência…
Estes comportamentos não são de agora, mas de sempre. A natureza humana é muito imperfeita.
Os problemas tendem assim a deslizar de uns para os outros, sucessivamente, até que rebentam.
Os problemas do CM começam dentro da própria Instituição Militar. A primeira grande questão tem a ver com o facto, de que há muito a esta parte, se dever ter encontrado uma fórmula equilibrada para os três estabelecimentos militares de ensino secundário dependerem do CEMGFA, com os custos repartidos pelos três Ramos, em vez do ónus recair exclusivamente no Exército.
Depois é necessário que exista um or
çamento adequado para gerir e manter três colégios de qualidade com ensino personalizado e um conjunto de actividades que mais nenhuma escola pública, ou privada, dispõe no país. Neste âmbito tem que se alterar também as restrições ao contratamento de civis, nomeadamente vigilantes – uma das causas, seguramente, dos problemas analisados pela PGR – restrições estas que já levam inclusive a que se tivesse que passar a contratar empresas em outsourcing para servir as refeições, limpeza, portaria e jardinagem. Noutro âmbito é fundamental que a lei seja modificada para permitir a mobilidade e reconversão de trabalhadores.
Os problemas sociais que a sociedade actual comporta e a destruturação acelerada das famílias, aumentou exponencialmente os problemas do foro psíquico e social o que exige determinados valências, que os meios ao dispôr dos colégios, dificilmente comportam. Não é a mesma coisa, por exemplo, ter alunos que são enquadrados fora do colégio em termos familiares e outros que pura e simplesmente são “despejados” nos internatos.
Arranjar instrutores e oficiais do Corpo de Alunos é outro problema. Além de nem todos terem perfil para prestar serviço num estabelecimento deste tipo, muitos não querem passar por lá, pois preferem outras opções profissionais. Além disso o Exército preparou oficiais para missões distintas – o seu “core bussiness” - que custou muito dinheiro e esforço, aptidões essas que não têm aplicação nos CM. Por outro lado hà questões do foro pedagógico de que é preciso dar a conhecer a oficiais que vão lidar com jovens dos 10 aos 17 anos.
Acresce a tudo isto que existe dificuldade de recrutamento de novos alunos e só uma muito pequena percentagem destes é que depois vão concorrer às Academias Militares.
As tradições académicas neste tipo de escolas têm vantagens evidentes – embora hoje em dia não seja politicamente correcto admiti-lo – mas que, para serem adequadas, necessitam de organização e supervisão. E estas não comportam qualquer tipo de agressão ou actividades indigna de um ser humano escorreito, que devem (e já são) ser excluídas e punidas.
Problemas existem e são mais que muitos, como decorre da natureza humana, por isso devem ser atalhados a tempo, antes de saírem fora de controlo ou causarem danos irreparáveis.
Com isto dito, necessário se torna ter a consciência que a situação dos colégios militares está a anos-luz para melhor do que a generalidade das escolas ou colégios secundários, de todo o país, cujas maleitas não caberiam descritos nas páginas de qualquer jornal ou revista.
Agora vamos à parte mais séria da questão. Com a Instituição Militar em diminuição constante e aperreada em constrangimentos humanos, materiais e financeiros, conjugam-se a nível do país, várias forças para atacarem os colégios militares e entre eles, especialmente o CM.
Em primeiro lugar o espectro partidário que vai do PS à extrema-esquerda odeia, em termos ideológicos, a ideia da existência de colégios militares. Causa-lhes até erupções de pele e outros fenómenos do foro psicossomático. Com uma nuance: o PCP não hostiliza (porque sabe o que anda a fazer) e não lhe desagradaria ter colégios militares, desde que, obviamente lá se ensinasse o materialismo dialéctico, o socialismo científico e o internacionalismo proletário.
Fazia parte do manifesto eleitoral do PS quando foi formado – é bom lembrar – a extinção dos colégios militares. O PS, aliás, dá-se mal com tudo o que cheire a fardas, autoridade e disciplina. Os “bloqueiros” estão muito activos, no momento. São uns infelizes desorientados, nunca construíram nem construirão coisa alguma, só sabem atear fogos. Ouve-se dizer que odeiam a sociedade, eu penso que se odeiam a si próprios.
Do PS para a direita, pura e simplesmente não existe ideologia: sente-se com a carteira e pensa-se com as tripas.
Estamos conversados, portanto.
A seguir temos a questão da especulação imobiliária. Os colégios ocupam terrenos privilegiados, novamente com destaque para o CM, cerca de 13 hectares em zona de grande valor. Ora isto representa milhões e milhões de euros; oportunidades de negócio para amigos, eventual atenuação de dívidas camarárias, chorudos financiamentos, etc., enfim o paraíso para os do costume.
Perante isto, que valem três colégios cuja mais valia é lançarem no mercado de trabalho ou nos cursos superiores, umas dezenas de cidadãos com formação de elite que tanta falta podem fazer ao nosso desfigurado país? Acertaram, são perfeitamente dispensáveis!
Finalmente, teremos que voltar à doutrina e à ideologia (o mais importante de tudo). Em alfurjas secretas e discretas, combinam-se estratégias, orientações e objectivos. Ora os valores ensinados e instilados nos colégios militares (até ver), são valores patrióticos, de carácter e honradez; valoriza-se a família, o trabalho, as instituições. A religião é respeitada, os heróis são venerados, a nação está acima dos partidos, o grupo prefere ao indivíduo sem estrangular a individualidade, etc.
A liberdade sendo um conceito absoluto tem uma aplicação relativa, a caridade prefere à fraternidade e a igualdade resume-se apenas às oportunidades, pois todos são diferentes.
Existe hierarquia, organização e autoridade. Tudo isto gera uma ordem. Esta ordem liberta mais do que oprime.
Ora tudo isto forma cidadãos considerados perigosos, para os tais das alfurjas.
Julgo ter sido suficientemente explícito.
Os colégios militares não devem acabar. Mas podem tentar fazê-lo.
Convém pôr as barbas de molho."


João José Brandão Ferreira
TCor/Pilav (Ref)

quinta-feira, novembro 05, 2009

Denúncia de mais um caso que se passou no Colégio Militar

Quero também denunciar mais um caso que ocorreu no Colégio Militar e que deve ser divulgado! Há uns anos atrás um aluno não podia continuar no colégio porque a família atravessava dificuldades financeiras grave e não conseguia pagar a mensalidade. Vá lá saber-se porquê, o rapaz até gostava do colégio e ficou triste, mas preparava-se para a inevitabilidade. Ora a restante malta do curso é que não esteve pelos ajustes e decidiram intervir sem lhe dizer nada. Pegaram no dinheiro, de todos, que estava destinado à viagem de finalistas e pagaram-lhe as mensalidades até ao final do ano. Lá se foi a viagem... E isto apenas com uma condição: que ele não soubesse nada acerca da proveniência dos fundos, pelo menos até terminar o ano. Mais uma vez se demonstra esta insólita regra de silêncio, de querer resolver as coisas dentro de muros...

sexta-feira, outubro 23, 2009

Carta escrita por uma mãe de um aluno do Colégio Militar a um deputado do Bloco de Esquerda

Exmo Senhor Deputado,

Sou mãe de um aluno que frequenta o Colégio Militar há 4 anos, para onde foi
depois de uma experiência de um ano numa escola pública em que era
maltratado fisica e psicologicamente por colegas e ignorado por professores,
tendo perdido o ano com cinco negativas e apoio psicológico. No ano
seguinte, já no Colégio Militar, ficou no quadro de honra com média de 14,5
e, decorridos 4 anos, adora o Colégio e está "de rastos" com o que tem sido
dito na comunicação social.

Assim, uma vez que ouvi as suas declarações na RTPN, não posso deixar de
manifestar a minha opinião sobre as mesmas.

Compreendo as motivações profissionais do Dr. Garcia Pereira no assunto, mas
confesso que tenho alguma dificuldade em perceber o empenho do BE em geral e
de V. Exa. em particular na condenação de um Colégio, que pode ter regras
que não são compatíveis com a V/ visão do ensino, pode ser criticado nalguns
aspectos, mas que não merece a campanha persecutória e sistemática que lhe
tem sido movida.

Não pretendo desculpabilizar actos que *só aos tribunais compete avaliar e,
se for o caso, condenar*.

Parece-me, porém, que não cabe a V. Exa., nem a qualquer partido
político, condenar uma instituição de ensino da forma exarcebada e
degradante como o têm feito e, com isso, rebaixar todos os alunos que a
frequentam e que ficam desestabilizados com todo o circo mediático que isso
gera. Especialmente quando V. Exas não têm conhecimento - nem procuram
conhecer - todos os lados da questão. Talvez devessem informar-se porque
razão os pais de 400 alunos defendem o Colégio e porque é que a mãe de dois
dos alunos queixosos, ao que soube, mantém os filhos no Colégio!

Como mãe e cidadâ não aceito uma tomada de posição desta força e dimensão
por parte de membros da Assembleia da República quando *não vi - nem vejo -
o mesmo empenho, igual indignação e o pedido de urgente condenação (como
hoje V. Exa tão veementemente manifestou) com os graves problemas com que o
Estado de Direito se debate e a vergonha que foi e continua ser o processo
de pedofilia da Casa Pia*. Talvez os meninos pobres e desprotegidos desta
instituição, cujo processo não mereceu da PGR a consideração de "violência
escolar" que justifica a celeridade do processo dos alunos do
CM, não constituam para V. Exas. uma causa com que se identifiquem por não
permitir o ataque a instituições da estrutura (militares ou outras).

Permita-me um conselho final: a próxima vez que V. Exa falar publicamente do
Colégio Militar será importante investigar antes sobre se não estarão em
causa eventuais interesses no fecho de um Colégio com 19 hectares no centro
da capital, que, a existirem, V/ Exa e o partido que
representa estarão inadvertimente a ajudar.

Com os melhores cumprimentos,

quinta-feira, outubro 22, 2009

Frase do dia!

Cabrão! - Que expressão brutal da raça humana no seu mais requintado movimento de força e sensibilidade da ingenuidade de quem espeta uma faca e pergunta se é para levar inteiro.

terça-feira, outubro 20, 2009

A Honra Vale Mais que a Vida

"Não há maior injúria, que o desprezo; e é porque o desprezo todo se dirige, e ofende à vaidade; por isso a perda da honra aflige mais que a da fortuna; não porque esta deixe de ter um objecto mais certo, e mais visível, mas porque aquela toda se compõe de vaidade, que é em nós a parte mais sensível. Poucas vezes se expõe a honra por amor da vida, e quási sempre se sacrifica a vida por amor da honra. Com a honra, que adquire, se consola o que perde a vida; porém o que perde a honra, não lhe serve de alívio a vida, que conserva: como se os homens mais nascessem para terem honra, que para terem vida, ou fossem formados menos para existirem no ser, que para durarem na vaidade. Justo fora, que amassem com excesso a honra, se esta não fosse quási sempre um desvario, que se sustenta da estimação dos homens, e só vive da opinião deles."

Matias Aires, Filósofo, 1705-1764, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'

quarta-feira, setembro 09, 2009

À terceira é de vez! - Queres Conhecer-Me-Te

Uma proposta para um regresso de férias no lado ousado da vida:

A Oficina “Queres conhecer-me-te” é uma experiência profunda e inesquecível sobre o nosso eu, sobre a nossa consciência.
A Marar está empenhada em levar-te a percorrer um caminho de autoconhecimento que irá mudar a tua percepção da vida e o teu poder de agir sobre ela.

A Oficina tem alguns requisitos e é importante sabermos se nenhum deles é um impedimento para ti.
  • É obrigatória a presença em todas as sessões da Oficina. As sessões são as seguintes:
    • 25/09 (sexta-feira) das 20h30 às 23h00
    • 26/09 (sábado) das 10h30 às 18h00
    • 27/09 (domingo) das 10h30 às 18h00
  • Em vários momentos da Oficina iremos estar sentados no chão.
  • É importante trazer roupa confortável.
Horário: 3 sessões, no último fim-de-semana de Setembro.Local: Bairro Alto, Rua do TeixeiraPreço: 90€ / pessoa (IVA incluído)Inscrições: O curso é limitado a 12 participantes.

segunda-feira, julho 20, 2009

Amar,

tem alguma coisa a ver com Amor?

Dado que anda tanta gente por aí a casar-se devem ter ideias sobre a temática ;-)

segunda-feira, julho 13, 2009

É tão fácil argumentar...

...que o que não compreendemos está errado, e tão difícil o exercício de compreender.

No entanto, através desse exercício vemos tantas coisas novas.

sexta-feira, junho 12, 2009

3ª Edição do Queres Conhecer-Me-Te já em -------- Setembro

"Queres conhecer-me-te" é uma experiência profunda e inesquecível sobre o nosso eu, sobre a nossa consciência.

Através de uma dinâmica simples, divertida mas muito consistente e ousada, o participante percorre um caminho de auto-conhecimento que irá mudar a sua vida e o seu poder de agir sobre ela.

Horário: 3/7 (sexta-feira) das 20h30 às 23h00, 4/7 (sábado) e 5/7 (domingo) das 10h30 às 18h00

Local: Bairro Alto, Rua do Teixeira

Preço: 90€ / pessoa (IVA incluído)

Inscrições: O curso é limitado a 12 participantes. Envia-nos um email para workshops@marar.eu com o teu nome e nós entraremos em contacto contigo.

domingo, maio 03, 2009

LISBOA

Depois de quase dois meses fechado em casa ontem fui ao Chiado pela manhã testar se a "máquina" já está a 100%.

Esqueci-me do teste e recordei... como adoro Lisboa...

Já agora espreitem o artigo da TIMES.

domingo, abril 26, 2009

Shaheen Jafargholi - Britains Got Talent 2009 Ep 2 - 12 Year Old Singer

Este programa exemplos de vida e para a vida brutais.
A capacidade deste miúdo de 12 anos de lidar com um fracasso e construir sucesso é invejável!

segunda-feira, abril 20, 2009

Prédios que falam!


"Prédios que Falam é um projecto comunitário e sem fins lucrativos. Criámos este projecto pois temos saudades dos ambientes que se viviam nos prédios dos nossos pais e que deixámos de encontrar nos prédios para onde fomos viver."

Esta iniciativa tem como objectivo envolver 100 prédios num conjunto de desafios na semana que antecede o Dia Europeu dos Vizinhos - 26 de Maio de 2009. A dinâmica em cada prédio será orientada por um catalisador de amor e suporte no seu prédio.
Se queres ser um catalisador no teu prédio apenas tens que te inscrever no site da iniciativa em: http://prediosquefalam.marar.eu/inscricoes

Comam Rostos :)

sexta-feira, abril 17, 2009

Patch Adams - Obrigatório

Esta entrevista é sem dúvida a mais inspiradora que eu já vi até hoje.

Filmes do Tejo exibe filmes no IndieLisboa'09 - Águas Mil


“ÁGUAS MIL” (LONGA-METRAGEM)


1. Sinopse

Pedro (interpretado por Gonçalo Waddington) é um jovem encenador cheio de dúvidas sobre a peça de teatro político que tem nas mãos e a atravessar uma crise pessoal. Para além do questionamento do radicalismo revolucionário que essa peça coloca e que interpela directamente o seu próprio passado familiar, Pedro mostra-se também confuso com as novas responsabilidades e expectativas decorrentes da gravidez da namorada (Joana Seixas). A encenação parece indefinidamente bloqueada até que Pedro faz uma descoberta em casa da avó, que poderá explicar o desaparecimento do seu pai logo após a Revolução dos Cravos. Na caravana em que a família o costumava levar para férias em miúdo, Pedro encontra dois revólveres e vários documentos que lançam uma nova luz sobre tudo o que lhe tinham dito sobre a misteriosa figura do pai. Parte à procura de respostas, deixando todas as responsabilidades imediatas para trás. O filme de Ivo M. Ferreira, que assina aqui a sua segunda longa-metragem, é uma interpelante e rara revisitação ficcional de algumas memórias pós-revolucionárias portuguesas.


2. Datas de Exibição no IndieLisboa’09 e Ficha Técnica do filme

25 Abril, 21:45, Cinema São Jorge, Sala 1

29 Abril, 21:45, Cinema City Classic Alvalade, Sala 3

 

Ficção, Portugal, 2009, 85', 35mm
Argumento: Ivo M. Ferreira
Fotografia: Pedro Cardeira, Susana Gomes
Música: António Pedro
Som: Vasco Pimentel
Montagem: Rodolfo Wedelles, Sandro Aguilar
Com: Adelaide João, Cândido Ferreira, Gonçalo Waddington, Hugo Tourita, Joana Seixas, Juan Jesus Valverde, Lídia Franco
Produtor: Maria João Mayer
Produção: Filmes do Tejo II


3. Nota do Realizador

Houve, em todas as épocas, homens e mulheres que abdicaram das suas vidas pessoais para se dedicarem à política, para construírem um mundo melhor e mais justo. Tive o privilégio de me cruzar com um ou dois destes seres especiais, por quem sinto um imenso respeito e um grande fascínio.

Sinto, por vezes, boa inveja dos revolucionários da época do fascismo porque eles tinham um inimigo bem claro para combater.

No marasmo em que vivemos, o inimigo é ténue. O maior de todos parece residir dentro de nós. Da minha parte, tento sempre encontrar a melhor forma de o combater.

Durante dezenas de anos, para combater o fascismo, foram necessárias diversas formas de luta e, também, a luta armada. Após o 25 de Abril, quando se procuravam novos caminhos, vários grupos armados foram constituídos com vista a preservar o que alguns militantes de esquerda acreditavam ser o espírito original da revolução. Hoje,

parece-me absurdo, a mim que detesto violência, mas não condeno de modo algum estes processos em absoluto e, por isso, trato-os com respeito. Foram actos de coragem. Talvez até um dia, voltem a fazer sentido.

 

ÁGUAS MIL é a voz dos “filhos da revolução” exigindo à geração dos pais que contem o que se passou na História recente de Portugal, quando o País e o Mundo

transbordavam de ideias que caíram antes de se erguerem.


4. Biografia do Realizador

Nascido em Portugal em pleno rescaldo da revolução de 1974 e no seio de uma família de artistas politicamente activa, Ivo Marques Ferreira esteve desde sempre em contacto com o teatro e o cinema.

Iniciando a sua formação técnica e artística em Lisboa, trabalhando como fotógrafo, actor, produtor, encenador e “light designer”, Ivo segue para uma breve passagem na London International Film School, e na Universidade de Budapeste e chega finalmente à China, destino que marcará para sempre a sua vida pessoal e profissional: monta uma pequena produtora em Macau e realiza o seu primeiro filme (e recebe os primeiros prémios). De volta a Portugal, a convite da Exposição Universal de 1998, realiza uma também premiada curta-metragem e pouco tempo depois, dirige a sua primeira longa-metragem. Em 2006 recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para um curso de Escrita de Argumento leccionado pela L.I.F.S., o que o levou a lançar-se na escrita, e realização, daquele que é até agora o seu projecto mais pessoal: “Águas Mil”.

Recentemente, acabou de ser pai e concluiu o documentário “Go with the Wind”, que o levou novamente à China, desta vez para abordar o tema da emigração.

Filmes do Tejo exibe filmes no IndieLisboa'09 - Arena

“ARENA” (CURTA-METRAGEM)

1. Sinopse

Mauro vive em prisão domiciliária.

As tatuagens ajudam-no a queimar o tempo.

Três putos do bairro aproximam-se da sua janela.

Lá fora, o sol bate com a força do meio-dia.


2. Datas de Exibição no IndieLisboa’09 e Ficha Técnica do filme

26 de Abril | 19:00 | Sala 1 - Cinema S. Jorge

27 de Abril | 21:30 | Sala 3 - Cinema S. Jorge

1 de Maio | 16:15 | Sala 3 - Cinema S. Jorge

Ficção, Portugal, 2009, 15', 35mm
Argumento: João Salaviza
Fotografia: Vasco Viana
Som: Inês Clemente
Montagem: João Salaviza
Com: Carloto Cotta, Rodrigo Madeira
Produtor: François d’Artemare, Maria João Mayer
Produção: Filmes do Tejo


3. Nota do Realizador

Mais do que captar as transformações de um lugar, interessa-me a tensão dos momentos em que nada se altera. O protagonista de “Arena” está confinado a um espaço e a um tempo limitados. Ao filmar o Mauro em prisão domiciliária confrontei-me com a condição de um homem que não tem para onde ir. Segui esta ideia, desde o guião até à montagem. O princípio de que os planos não se antecipam às deambulações do protagonista, nem lhe sugere caminhos que ele, simplesmente, não pode ver.

É justo para alguém que vive com grades nas janelas de casa, e que está secretamente à espera que as coisas mudem por si.

Lisboa, 27 de Março de 2009

João Salaviza


4. Biografia do Realizador

João Salaviza nasce em Lisboa em 1984. Forma-se em Cinema, área  de montagem, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, concluindo os estudos na Universidad del Cine, em Buenos Aires.

A sua primeira curta-metragem, "Duas Pessoas", participa em vários festivais internacionais, vencendo o Grande Prémio Take One em Vila do Conde.

Trabalha essencialmente em montagem para cinema e televisão.

"Arena", apoiada pelo ICA e RTP,   é a sua segunda curta-metragem.

terça-feira, abril 14, 2009

domingo, março 08, 2009

Queres Conhecer-Me-Te - 2ª Edição

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do workshop "Queres Conhecer-Me-Te" da Marar depois do sucesso da 1ª edição.

"Queres conhecer-me-te" é uma experiência profunda e inesquecível sobre o nosso eu, sobre a nossa consciência.

Através de uma dinâmica simples, divertida mas muito consistente e ousada, o participante percorre um caminho de auto-conhecimento que irá mudar a sua vida e o seu poder de agir sobre ela.

Horário: 5 sessões das 20h30 às 23h00, nos dias 31/03, 07/04, 14/04, 21/04, 28/04 (às terças-feiras)

Local: Espaço Pleasures na zona Norte do Parque das Nações (sala privada)

Preço: 90€ / pessoa (IVA incluído)

Inscrições: O curso é limitado a 12 participantes. Envia-nos um email para workshops@marar.eu com o teu nome e nós entraremos em contacto contigo.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Criatividade é para os Criativos, e os Criativos somos nozes

“I am not creative”
I have heard a lot of people say precisely that: “I am not creative”. The truth, of course, is that we are all creative. That's what differentiates us from Parrots who can say clever things put couldn't have a creative idea if their lives depended upon it. The truth is we are all creative. And while some people are naturally more creative than others, we can all have very creative ideas. The problem is, as we grow older, most of us learn to inhibit our creativity for reasons relating to work, acceptable behaviour and just the notion of being a grown-up.

...

“Constructive criticism will help my colleague improve her idea.”
Yeah, and tripping a child when she is learning to walk will help her improve her walking skills. Nonsense! Criticism, whether constructive or destructive (as most criticism truly is) squelches creative thinking and teaches your colleague to keep her ideas to herself. Likewise, other colleagues will see what happens when ideas are shared and will also learn to keep their ideas to themselves. Fresh ideas are fragile. They need nurturing, not kicking. Instead of criticising a colleague's new idea, challenge her to improve the idea by asking her how she could get over the idea's weakness.

...

“Drugs will help me be more creative”
The 1960s drug culture and glamour of musicians and artists getting high and being creative led to this myth. And, possibly a little bit of drugs or alcohol will loosen your inhibitions to the extent that you do not criticise your ideas as much as you might had your inhibitions not been loosened. A lot of drugs or alcohol, however, will alter your mind and may very likely make you believe you are being more creative. But to people watching you, you will just seem like someone who is very high.

...

“I don't need a notebook. I always remember my ideas”
Maybe. But I doubt it. When we are inspired by an idea, that idea is very often out of context with what we are doing. Perhaps a dream we had upon waking inspires us with the solution to a problem. But, then we wake up, get the children up, have breakfast, run through in our minds an important presentation we'll be giving in the morning, panic that the kids will miss their bus, run for the train, flirt with an attractive young thing on the train, etc - until late afternoon when you finally have time to think about the problem. How likely are you really to remember the idea you had upon wakening?

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Um curso a não perder - Queres conhecer-me-te?

Queres conhecer-me-te? é uma experiência profunda e inesquecível sobre o nosso eu, sobre a nossa consciência.

Através de uma dinâmica simples, divertida mas muito consistente e ousada, o participante percorre um caminho de auto-conhecimento que irá mudar a sua vida e o seu poder de agir sobre ela.

http://marar.eu/index.php/actividades/workshop.html

domingo, janeiro 04, 2009

20 Valores para nós em 2009!



Porque não começar o ano de 2009 dando-nos a nós próprios 20 valores por este ano que está a começar?

Sounds like challenge!

A propósito dos 5 anos...

Não posso deixar passar em branco esta data e quis recordar a origem do blog. Já não me lembro dos pormenores, mas penso que foi numa passagem de ano que decidimos avançar com o blog. Fui reler os posts de abertura e achei por bem recordá-los.
A motivação para as “conversas” é diferente, da mesma forma que eu também estou diferente (agora que penso nisso, é caso para dizer que muito). As “Conversas de canto” cresceram, mudaram, partilharam, sugeriram, viveram nos últimos 5 anos. Dá gosto olhar para trás e apesar do ritmo ter diminuído há motivação para olhar para o futuro!

Quinta-feira, Janeiro 01, 2004
Sobre as Conversas de Canto I - Tiago Cristovão
Dado que este vai ser um blog de co-autoria penso que a primeira reflexão que tenhamos de fazer todos seja a da própria natureza deste blog de forma a conciliarmos as motivações, intenções e esperanças dos bravos que se tentam meter nesta aventura. Dessa forma direi agora de minha justiça esperando que façam os restantes autores façam o mesmo elaborando em conjunto um projecto para o blog.
Assim, e em primeiro lugar, devemos primorar pela qualidade dos nossos posts para que o blog não acabe de ser um repositório de bitaites. Os posts são posts, os comentários são comentários. Em segundo lugar, o blog deve ser um ponto de reflexão com os outros (esta é profunda...) e de divulgação daquilo que pensamos e sentimos, a discussão não deverá ser tematizada num só tema a não ser´"nós próprios com o Mundo".
Conto assim ter reflexões sobre situações da minha vida, sugestões de pequenos prazeres como aquele filme ou aquela música, textos de opinião sobre a vida da nossa sociedade, e pequenos saudosismos, porque também não...
Confesso que estou empolgado com esta experiência. Cá vos espero!

E renascem as "conversas de canto"... – André Silva
Antes de mais bem vindos ao “Conversas de canto”! Este Blog nasce da vontade de um grupo de amigos quererem ter o seu espaço na Blogosfera. Não o encaramos como mais um no meio de tantos porque este é nosso para vocês, acho que se trata de abrirmos o nosso mundo ao Mundo. Uma boa maneira de entrar em 2004!
Deste canto da Blogosfera espero que encontrem novidades, que vos faça reflectir ou que simplesmente vos faça companhia nas noites frias, nas chuvosas ou mesmo num dia de sol em que queiram sair de casa sem abrir a porta... Trata se um projecto com muito ainda por definir, não é rigido, e tanto pode falar do livro que li na última noite, no CD que descobri na Valentim de Carvalho, nas ideologias do dia a dia, na crise que uns vivem outros não, de uma sociedade que deixa espaço para muita reflexão, ou simplesmente do bom dia que recebi ao virar da esquina, de uma rapariga de cabelo castanho escuro e sorriso meigo.
O nome tem história e recorda histórias, algumas que pelo saudosismo que o Tiago referiu virão a público...ou não! Não o vou explicar, acho que se nos fizerem companhia o vão entender...
A vida é feita de conversas, as de canto são as minhas preferidas! Espero que com este blog percebam porquê!!!
Agora cito o Tiago: “Confesso que estou empolgado com esta experiência”. Apareçam!

Sexta-feira, Janeiro 02, 2004
Tinha saudades... – Gonçalo Santos
Tinha saudades destas conversas de canto que tanto me ensinaram e por fim ensinei na minha vida colegial.
Bons momentos se passaram, na farra e alegria e nas discussões mais acessas e importantes daquele tempo. Discutiam-se todos os assuntos, pertinentes e com o mínimo interesse possível, em suma era um momento de diálogo. E que coisa mais importante e cada vez mais esquecida nos dias que correm. Conversar.

Assim também eu lanço o desafio de nunca se calarem as conversas de canto (apenas mudarem de lugar) e para serem cada vez mais um local de reunião de ideias, sentimentos, críticas e exposições que cada um de nós queira fazer a todos e ao mundo...

Deixo-vos uma pequena frase para reforçar o meu desafio.

"Grandes realizações só são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos"
Lao Tzu