Porque o desporto também é importante...aqui vai uma passagem do jornal “Jogador da bola”!
Pés de chumbo voltam a brilhar!
Após uma pré-época desgastante, de noites perdidas, de pestanas queimadas, de livros riscados, reiniciou-se a nova época do FUTSAL. No passado dia 13 de Março os Pés de Chumbo, uma equipa que começa a criar o seu historial nestas andanças, alcançou uma brilhante vitória deixando no ar o perfume de quem sabe “jogar á bola” e atenção que não digo jogar futebol. Essa área podemos não dominar, mas o resto é connosco, “o jogar á bola”. Uma equipa que soube dar perfume ao jogo, discutindo-o até ao fim, dando a oportunidade ao adversário de marcar, sempre que estes se dirigiam á baliza... Num dia soleiro, agradável para a práctica de “a bola” os Pés de chumbo alcançaram uma vitória de 7-5.
Penso que os jogadores da equipa merecem uma análise atenta:
Murtala: uma mancha negra em campo, de camisola jamaicana. Como já era noite, quando queríamos saber dele pedíamos lhe que risse. Deixou tudo em campo, sendo o marcador da equipa. Falhou, marcou e ainda frangou, digamos que um jogador completo bem á moda desta team maravilha.
Bugalho: muitos apelidavam-no de coxo antes de entrar em campo. Cedo quis mostrar que se enganavam e no seu jeito lento, lá se arrastou pelo campo até marcar um golo. Seguidamente dirigiu-se ao banco, afirmando já ter feito o seu papel no campeonato, teve a tentação de puxar do cigarro, mas realmente guardou-se, pois a equipa precisava dele...ou não!
Judeu: um autêntico Maradona em campo, bastava olhar para as chuteiras brilhantes, polidas, limpinhas e víamos que tínhamos jogador. Aquele tipo de jogador que só de andar mete medo. Parava a bola á sua frente, dançava ao som de uma música brasileira e depois fazia um passe daqueles, daqueles estão a ver...
Maluca: mal entrou mostrou que ia dar que falar. Estatura de gazela da equipa, deixou essa tarefa para o Farinha preferindo correr sempre a atirar as pernas para fora, criando um estilo muito próprio. Ora corria ora se arrastava, sempre com a baliza como objectivo, quando o cansaço apertava procurava posicionar-se na frente de ataque á espera que a bola lá chegasse, aquilo que na gíria chamamos “na mama”. O público vibra ao ver o homem correr...
Pilão: podíamos dizer que faz lembrar o Fernando Aguiar, mas não, prefiro dizer que o Fernando Aguiar o deve ter como jogador a imitar. Pilau mostrou os seus dotes futebolísticos, que todos sabiam que existiam, mas sempre se recusara a desenvolver.
Farinha: era o motor da equipa, o tipico Petit que está em todo o lado, que corria sem bola e com bola, sempre de um lado para o outro, imparável.
Mac: fala mais do que joga, necessitando com certeza de uns óculos para ir á baliza. Aquele golo fica para a história - o que sofreu. Um defesa á moda antiga, que não desiste de um lance e que tem um lema que é comum a muitos outros jogadores da equipa - ou passa o homem, ou a bola, os dois fica difícil, e para cumprir a tradição lá cometeu a falta da ordem.
Toto: jogou em todo o lado, refilava por todo o lado, sempre com a camisola da selecção, como que lembrando Scolari para convocá-lo, ele diz que deixa de fumar se assim for. A equipa está com ele e há mesmo quem diga que se ele não for convocado recusa-se a jogar na Selecção Nacional. Resumindo ou ele é convocado ou então Scolari vai ter problemas de balneário.
Esta equipa promete, afinal, conta pelo número de jogos o número de vitórias e não podemos esquecer que ainda há muito jogador que não foi convocado, assim de repente temos o Zé, o TS que quando entrar vai de certeza marcar a diferença e muitos outros que mais para a frente farei referência.