sexta-feira, junho 17, 2005

Arrastão...

É evidente a preocupação que o "arrastão" que ocorrreu na praia de Carcavelos provoca na sociedade. O denominado "arrastão" levanta muitas questões e permitiu a criação de movimentos de carácter duvidoso.
  1. Antes de mais quais são as reais dimensões do "arrastão"? Sem qualquer tipo de análise cuidada já o acontecimento era apelidado de arrastão. Segundo a comunicação social registou-se uma única queixa por assalto, foram prestados cuidados de saúde a alguns banhistas e assistimos ás entrevistas de 3 a 4 pessoas, donos dos bares e mais um ou outro adolescente, sempre as mesmas pessoas a testemunhar nos 4 canais, num dia de calor, em que a praia estava repleta de gente. Não ponho em causa a relevância e veracidade do acontecimento, mas os factos levam-se a supor que 500 indíviduos numa praia a movimentarem-se em massa teriam provavelmente criado mais estragos, quer materiais, quer humanos. O acontecimento é preocupante mas deve ser analisado friamente e não lançar o pânico. É preciso reagir, mas saber reagir.
  2. Perante este cenário, a Assembleia da República, essa instituição de "prestígio", com discussões tão interessantes e sobretudo com tardes de "conversa da treta" decidiu lançar-se na discussão do tema. Pelo que entendi dessa acesa discussão, o alvo da crítica não foram os responsáveis pelo acontecimento. A causa/solução do problema não está na distribuição dos meios de segurança policial na região de Lisboa e muito menos na ausência de planeamento urbano e social das grandes cidades o que leva à criação de autênticos guetos. A discussão centrou-se numa troca de acusações mútuas tão típica dos deputados portugueses. Interessante e de registar!
  3. Por fim não podia deixar de referir uma notícia do Público: Governo Civil autoriza manifestação contra "arrastão" de Carcavelos. Passo a citar: A auto-intitulada Marcha contra a Criminalidade terá lugar na Praça Martim Moniz e, apesar de o pedido de autorização não referir a Frente Nacional, dois dos seus dirigentes disseram ao PÚBLICO que, para além de participarem na manifestação, querem igualmente desfilar entre o Martim Moniz e o Rossio. Mário Machado, um desses dirigentes, referiu que os cartazes e palavras de ordem andarão à volta de ideias como "Imigração igual a crime". Talvez fosse bom alguém informar o Sr. Mário Machado que a Cova da Moura, a Buraca entre outras zonas problemáticas da região de Lisboa, locais de origem dos responsáveis pelo "arrastão", são zonas localizadas no interior da Região Metropolitana de Lisboa, bem no interior de Portugal Continental e a não ser que a definição de imigrante tenha mudado, talvez um pouco de geografia lhe fizesse bem. Os criminosos são portugueses!

PS - soube bem voltar a escrever para o blog

AS

Frágil


quinta-feira, junho 16, 2005

Recuerdos...


Com isto dos anos do Cilha e das fotos deu-me para ir ao
baú das recordações relembrar este bons momentos...


quarta-feira, junho 15, 2005

reencontro

Decidi começar a escrever novamente... preciso de falar com voces, de ter aquelas conversas de canto que tanto sinto falta... E que melhor sítio que o nosso "canto"?!

Bem hoje vou dormir que já se faz tarde, mas amanha encontramo-nos no teu canto para conversarmos mais um pouco.

Até amanha..

Cabecilha

É apenas para desejar os parabéns ao grande Cilha e mandar-lhe aquele abraço




Barcelona


Os 3 grandes...

quinta-feira, junho 02, 2005

Certezas...

Apenas temos…
A certeza de que estamos sempre começando…
A certeza de que precisamos de continuar…
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…

Adaptado de Fernando Pessoa

terça-feira, abril 12, 2005

domingo, abril 10, 2005

Barcelona - uma cidade do Mundo

Descobrir mais um pouco de Barcelona!
Dali, um génio, um artista, ou um lunático? Talvez seja tudo o mesmo!
A personagem...


AS

sábado, abril 09, 2005

Barcelona - uma cidade do Mundo

Após uma grandiosa visita a Barcelona, visitei a Sagrada Família, obra de Gaudí. Há mais de um século em construcção e com toda a certeza um século de construcção pela frente até ser acabada...

"não deve ser desta"

Finalmente um fim de semana em casa! Posso també dizer que finalmente o blog merece um pouco de atenção!
Não vou dizer "é desta", aliás tenho o prazer de anunciar que "nao deve ser desta" que o blog renasce. Vêm aí uns tempinhos com muito trabalho, mas fica qualquer coisa para aqueles que insistem em visitar-nos... se existem?!

AS

domingo, janeiro 23, 2005

Participação Política Directa



Já lá vão os tempos idos da pós-revolução em que nos liceus era leccionada a disciplina de "Introdução à Política", indispensável para um povo que nunca tinha lidado com os mais simples instrumentos democráticos, promovendo a análise crítica das instituições e das doutrinas e procurando estimular a formação e opção política dos jovens. Já lá vai o tempo em que o aumento substancial de candidatos ao ensino superior obrigou a instauração de um Serviço Cívico Estudantil obrigatório como requisito à entrada neste nível de ensino.

Hoje tudo o que é político é tomado como desprezível, dispensável e distante, muitas vezes renegado. Abre-se caminho a uma sociedade individualista onde se espera que os outros é que façam algo por nós e a nós apenas cabe dizer mal deles. Delega-se nos partidos a condução das localidades e do Estado mas desconfiando não encontramos formas alternativas aos seus poderes.

Constituição da República Portuguesa

Artigo 9.º
(Tarefas fundamentais do Estado)
São tarefas fundamentais do Estado: (...)
c) Defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais


Artigo 48.º
(Participação na vida pública)

1. Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.
2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.


É com esses pretextos que procurarei sistematizar, nos próximos tempos, formas alternativas de participação política directa já existentes, mas desconhecidas da grande massa dos portugueses. A democracia existe para além do domingo de eleições. Porque é que ninguém ensina isso na escola?

sábado, janeiro 15, 2005

Titã

“Pequeno Mundo aquele em que vivemos face à imensidão do Universo”

Mundo feito de pequenos nadas, outras vezes daquilo que achamos ser muito importante… um Mundo nosso, que é nada no meio de tudo isto!
Titan é a última descoberta do Homem! Vale a pena acompanhar o assunto. Recomendo o site da ESA: http://www.esa.int/esaCP/index.html ...desfrutem de imagens, sons, histórias! Em português, acompanhem o blog Abrupto, faz uma boa cobertura.
AS

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Medo!!!!

Andava a passear por este Mundo que é a Net e encontrei este texto... desfrutem!

Leiam sem medo!!!

Medo

Era uma palavra... Apenas uma palavra e no entanto os meus lábios selaram anos de inconformismo e dor.
Como se o organismo se recusasse a ser feliz, a fazer as coisas bem...
Sabes que deixar de ser "eu", para ser nós é um processo lento e nem sempre bem sucedido.
A mente é dona de estranhos buracos e armadilhas.
Penso que também sabes isso.
Por isso torna-se inútil dizer-te palavras que conheces e mesmo assim recusas entender.
Dói-me lembrar-te ajoelhado a meus pés a implorar perdão por um pecado que nem sabes que cometes.
Dói-me porque queres apagar as minhas lágrimas com as tuas.
Era apenas uma palavra... uma palavra a negar a estranha necessidade de ser tua sem o ser.
Sabes que quis fugir?
Fugir de ti, fugir do amor que te tenho e me prende as asas...
Fugir de ti e consumir-me nesta infelicidade mórbida.
Ainda assim, agarraste-me com força, as lágrimas a escorrerem-te pela face, a desfazerem-te o coração.
Sabes que sou cobarde? Sim... profundamente cobarde.
Estupidamente cobarde e no entanto amas-me assim. Ou aprendeste a amar-me.
Qual das duas foi, interrogo-me... Mas por muito que o faça nunca vou descobrir.
Porque as tuas mãos se selaram em volta das minhas, os teus braços esmagaram a minha cobardia, o meu medo de amar.
Ser feliz nem sempre é fácil, sabias? Ser feliz às vezes também dói. Porque ter-te a meu lado é toda a minha felicidade, a minha única felicidade e no entanto por vezes parece-me tão distante, tão hercúleo.
Mesmo quando abafas as minhas lágrimas nas tuas.
Já te disse que ficas lindo quando choras? Na infelicidade também existe poesia. Nos teus olhos perfeitos de lágrimas também existe amor. E por isso é belo.
É nas tuas lágrimas que vejo o meu coração. Porque ele está dentro de ti. Numa profundidade que só as lágrimas alcançam.
Sim... é em ti que vivo e no entanto quis fugir de ti, trazendo a morte no regaço. Porquê, perguntas-me tu, e deitas-te em mim, e sufocas-me de beijos e amor.
Porque amar-te é a única coisa que não sei fazer. Porque me surpreendo a cada dia com este amor. Porque ele me ultrapassa e me enche de maresia.
E por isso amor, tenho medo. Medo da grandiosidade. Medo de precisar de ti mais do que precisas de mim. Medo de acordar de um sonho e morrer a recordar os teus lábios...
Medo do medo de amar.
E ainda assim, enlaças-me em ti.
Quero-te, dizes tu. E eu sei, estranhamente, que é verdade. Sei... e assim silencio o medo, apago as lágrimas e adormeço em ti.

Publicado por Fairy_morgaine em junho 21


sexta-feira, janeiro 07, 2005

Sobre a Semana 01


1. Figura da Semana: Pôncio Monteiro
Afinal, mesmo depois do Natal, o circo recusa-se a abandonar o país. Pelo que parece a época das artes circences ainda está longe de terminar, como foi visto pelo já tradicional e fantástico número de perícia do lançamento triangular de facas às laranjas (foram-se as maçãs), entre o Sr. Rio a atirar ao Sr. Monteiro e o Sr. Monteiro a atirar ao Sr. Lopes. Parece que mesmo neste ramo também não sobra lá muita competência, porque o Sr. Lopes está farto de se queixar que só lhe acertam nas costas, ele que já tinha tudo planeado para depois do contrato com o Sr. Seabra completar o elenco dos "Donos da Bola".


2. Facto da Semana: Ajudas para a Ásia
Para além de tudo o que se pode dizer ou mais sentir sobre a tragédia, vezes e vezes comercializada e banalizada nos nossos telejornais, esta semana deixou-se de fazer aquela contabilidade em directo do número de mortos, em que não bastava dizer que ainda era cedo para contabilizar o número total, e só faltou o númerozinho no canto do ecrã a crescer permanentemente; substituindo-se a contabilidade pelo valor total das ajudas humanitárias monetárias para as zonas afectadas. Esclarecedora para os próximos 4 anos foi a primeira ajuda lançada pelos Estados Unidos (caramba, era menos que os 40M do Euro-milhões), que atrapalhadamente foi incrementada para os 200M, 1/4 do que o Partido Repúblicano gastou nas últimas eleições.

Sobre o Aniversário do Conversas de Canto

Pois é o nosso blog fez um aninho e nem os seus participantes se dignaram a soprar um fósforo num queque. Parabéns às "Conversas de canto" pela luta de um ano, atrás da sua sobrevivência. E já agora um excelente 2005 e um obrigado para todos aqueles que ainda perdem o seu tempo a sondar se existe algo de novo!

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Será verdade?

"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores"

Platão


terça-feira, janeiro 04, 2005

Feliz 2005

Definitivamente o BLOG parou! Espero que apenas por uns tempos...

De qualquer forma queria desejar um Feliz 2005 a todos.

Abraço

AS

terça-feira, dezembro 14, 2004

Tremor de terra

O país vai com tal agitação que até a barraca abana!
5,4 é um aviso... convém não deixar ir mais longe!



sábado, dezembro 11, 2004

Semana 50

1. A novela sampaísta continua
O senhor revelou-se um autêntico dramaturgo, dando espaço e tempo a algumas deixas dos seus parceiros de cena e tudo, embora notoriamente um pouco atrapalhado por algumas cenas que nunca se ensaiaram; vindo, novamente, a contradizer todos aqueles que viam na figura do Presidente da República uma instituição meramente decorativa.

A minha opinião continua no entanto por se definir. Porque vejamos a lógica das coisas: se era, como acho que ainda é (veja-se novamente o caso Bombardier), o XVI Governo o pior governo “desde o tempo de D. Maria”, opinião consensual em todo o país (diga o que a excepção quiser), então o pensamento lógico consequencial que se seguiria seria mude-se então o governo. O Dr. Sampaio não achou isso e resolveu iniciar e prosseguir o processo de dissolução do parlamento, um órgão com uma legislatura das mais estáveis se sempre, sem buffets de limianos ou incoerentes altercações de votos e com alguns processos legislativos que se ouve agora dizer essenciais como a questão do arrendamento, do código da estrada, do tabaco, entre outras talvez de maior importância. E o Governo, ilogicamente, continua, nem sequer em gestão, mas na plena posse de todos os seus poderes. Mais ainda fez-se aprovar um Orçamento para a actividade de um Governo assassinado à partida. O que a preconizar-se uma vitória socialista resultará num orçamento rectificativo já por si a carregar algumas condicionantes do precedente. Pois bem este é o pior Governo mude-se o Parlamento – ilógico. Poderia até fazer sentido mude-se o Parlamento e o Governo, mas não foi assim que o Dr. Sampaio decidiu.

Hoje fui ler melhor a comunicação feita ontem ao país. Diz o Dr. Sampaio 1) que “teve em conta a avaliação que fez do interesse nacional”; 2) que ao contrário do que se tinha garantido como condição para a sua tomada de posse não se “gerou um novo governo estável, consistente e credível, que cumprisse o programa apresentado para a legislatura e fosse capaz de merecer a confiança do País e de mobilizar os portugueses para vencer os desafios inadiáveis que enfrentamos”; 3) que não existiu durante a governação um sinal de “particular lucidez nas políticas e um rigor na gestão governativa”; 4) que existiram casos de falta de “transparência, equidade e imparcialidade no exercício do poder e à prevenção de abusos”; 5) que se assistiram a “uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o País vive”, “sucessivos incidentes e declarações, contradições e descoordenações que contribuíram para o desprestígio do Governo, dos seus membros e das instituições, em geral”; 6) que “o País, que não pode perder mais tempo nem adiar reformas”; 7) que se “revelou um padrão de comportamento sem qualquer sinal de mudança ou possibilidade de regeneração, entendendo que a manutenção em funções do Governo significaria a manutenção da instabilidade e da inconsistência”; 8) entendendo ainda que “se tinha esgotado a capacidade da maioria parlamentar para gerar novos governos”.

Este último ponto é substancial para se dizer “mude-se o Parlamento” mas será realmente verdadeiro? Tenho grandes dúvidas. Num processo lógico não caberia ao Presidente da República demitir o Governo e pedir ao Parlamento a designação de um novo, ao que se avaliando da incapacidade da maioria parlamentar para tal, só então, se partiria para a dissolução desta e do resto dos parlamentares? Tudo bem que existe um factor de tempo e de premência das reformas. Mas e se a coligação ganhar com o Dr. Lopes à cabeça, miraculosamente a maioria ganhará a capacidade de gerar um novo governo, mesmo que igual ao anterior, mesmo que carregado de incapazes?

Uma coisa é certa, vêm aí o único dia em que vivemos em democracia, vamos em Fevereiro a eleições, indubitavelmente “para o bem de todos nós”.

2. Evasões
Fui esta semana ver a peça que está no teatro da Comuna: "A Cabra ou Quem é Sílvia?" de Edward Albee, vencedora do Tony 2002, com grandes interpretações do Carlos Paulo, João Têmpera e Cucha Carvalheiro. Trata dos limites da tolerância e do amor, mesmo daqueles que se proclamam mais liberais. A tolerância do amor para outra mulher, para o mesmo sexo, para uma cabra, para um pai, para um recém nascido... a tolerância e os seus limites no inconscientemente padronizado. A ver...