quarta-feira, junho 22, 2005
Clean hands save lives!
terça-feira, junho 21, 2005
É urgente permanecer...
Urgentemente
É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade
segunda-feira, junho 20, 2005
F1 - Portugal
Podemos encarar este resultado como a consequência de 6 equipas terem desistido e afirmar facilmente: "questão de sorte".
Prefiro "acreditar e defender" tratar-se de um Português que trabalhou para conquistar essa sorte. Espero que o primeiro de muitos prémios!

"A sorte conquista-se!"
domingo, junho 19, 2005
Semana das Manifestações



sábado, junho 18, 2005
Obesidade Mental
O Prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito de "Obesidade Mental" para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.» O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.» Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.» O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.» Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto. As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental
sexta-feira, junho 17, 2005
Não, não e mais não...
"No documento, os manifestantes dizem «não à redução salarial, não ao aumento dos impostos, não ao congelamento de carreiras, não à implementação do novo sistema de avaliação de desempenho e não à redução das funções sociais do Estado»."
Ocorreu me uma pergunta, será que dizem sim a alguma coisa?
AS
Arrastão...
- Antes de mais quais são as reais dimensões do "arrastão"? Sem qualquer tipo de análise cuidada já o acontecimento era apelidado de arrastão. Segundo a comunicação social registou-se uma única queixa por assalto, foram prestados cuidados de saúde a alguns banhistas e assistimos ás entrevistas de 3 a 4 pessoas, donos dos bares e mais um ou outro adolescente, sempre as mesmas pessoas a testemunhar nos 4 canais, num dia de calor, em que a praia estava repleta de gente. Não ponho em causa a relevância e veracidade do acontecimento, mas os factos levam-se a supor que 500 indíviduos numa praia a movimentarem-se em massa teriam provavelmente criado mais estragos, quer materiais, quer humanos. O acontecimento é preocupante mas deve ser analisado friamente e não lançar o pânico. É preciso reagir, mas saber reagir.
- Perante este cenário, a Assembleia da República, essa instituição de "prestígio", com discussões tão interessantes e sobretudo com tardes de "conversa da treta" decidiu lançar-se na discussão do tema. Pelo que entendi dessa acesa discussão, o alvo da crítica não foram os responsáveis pelo acontecimento. A causa/solução do problema não está na distribuição dos meios de segurança policial na região de Lisboa e muito menos na ausência de planeamento urbano e social das grandes cidades o que leva à criação de autênticos guetos. A discussão centrou-se numa troca de acusações mútuas tão típica dos deputados portugueses. Interessante e de registar!
- Por fim não podia deixar de referir uma notícia do Público: Governo Civil autoriza manifestação contra "arrastão" de Carcavelos. Passo a citar: A auto-intitulada Marcha contra a Criminalidade terá lugar na Praça Martim Moniz e, apesar de o pedido de autorização não referir a Frente Nacional, dois dos seus dirigentes disseram ao PÚBLICO que, para além de participarem na manifestação, querem igualmente desfilar entre o Martim Moniz e o Rossio. Mário Machado, um desses dirigentes, referiu que os cartazes e palavras de ordem andarão à volta de ideias como "Imigração igual a crime". Talvez fosse bom alguém informar o Sr. Mário Machado que a Cova da Moura, a Buraca entre outras zonas problemáticas da região de Lisboa, locais de origem dos responsáveis pelo "arrastão", são zonas localizadas no interior da Região Metropolitana de Lisboa, bem no interior de Portugal Continental e a não ser que a definição de imigrante tenha mudado, talvez um pouco de geografia lhe fizesse bem. Os criminosos são portugueses!
PS - soube bem voltar a escrever para o blog
AS
quinta-feira, junho 16, 2005
Recuerdos...
baú das recordações relembrar este bons momentos...
quarta-feira, junho 15, 2005
reencontro
Bem hoje vou dormir que já se faz tarde, mas amanha encontramo-nos no teu canto para conversarmos mais um pouco.
Até amanha..
quinta-feira, junho 02, 2005
Certezas...
A certeza de que estamos sempre começando…
A certeza de que precisamos de continuar…
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…
Adaptado de Fernando Pessoa
terça-feira, abril 12, 2005
domingo, abril 10, 2005
Barcelona - uma cidade do Mundo
Dali, um génio, um artista, ou um lunático? Talvez seja tudo o mesmo!
A personagem...

AS
sábado, abril 09, 2005
Barcelona - uma cidade do Mundo
"não deve ser desta"
Não vou dizer "é desta", aliás tenho o prazer de anunciar que "nao deve ser desta" que o blog renasce. Vêm aí uns tempinhos com muito trabalho, mas fica qualquer coisa para aqueles que insistem em visitar-nos... se existem?!
AS
domingo, janeiro 23, 2005
Participação Política Directa
Hoje tudo o que é político é tomado como desprezível, dispensável e distante, muitas vezes renegado. Abre-se caminho a uma sociedade individualista onde se espera que os outros é que façam algo por nós e a nós apenas cabe dizer mal deles. Delega-se nos partidos a condução das localidades e do Estado mas desconfiando não encontramos formas alternativas aos seus poderes.
Constituição da República Portuguesa
Artigo 9.º
(Tarefas fundamentais do Estado)
São tarefas fundamentais do Estado: (...)
c) Defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais
Artigo 48.º
(Participação na vida pública)
1. Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.
2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.
É com esses pretextos que procurarei sistematizar, nos próximos tempos, formas alternativas de participação política directa já existentes, mas desconhecidas da grande massa dos portugueses. A democracia existe para além do domingo de eleições. Porque é que ninguém ensina isso na escola?
sábado, janeiro 15, 2005
Titã

Mundo feito de pequenos nadas, outras vezes daquilo que achamos ser muito importante… um Mundo nosso, que é nada no meio de tudo isto!





