Este fim-de-semana dediquei-me a ver quase de seguida os dois documentários mais conhecidos de Michael Moore - "Bowling for Columbine" e "Fahrenheit 9/11".
Se pude estabelecer um elo comum entre os dois filmes, sem qualquer dúvida é a forma como o realizador demonstra que a causa primeira de qualquer violência, interna ou externa, se baseia no medo. O medo, difundido por meios de comunicação cada vez mais sensacionalistas, leva-nos a obter armas para proteger as nossas casas ou a atacar países para que eles não nos ataquem, mesmo que se viva no bairro mais pacífico, mesmo que o outro país não tenha sequer a intenção do ataque.
Em Bowling for Columbine, Moore, no seguimento do masacre do liceu de Columbine, procura as razões primeiras para a autêntica guerra civil que se vive na América. Será a história violenta que o país tem? Não. Será a violência dos media, cinema e jogos de vídeo? Não. Será o elevado número de armas nos lares? Não. Será a facilidade com que se compra armas e munições? Não. E se uma bala valesse 5000 dol./eur., haveria "balas perdidas"? É através da comparação entre países, designadamente entre o Canadá e os EUA que Moore acha encontrar a razão para qualquer violência - o tal medo.
Em Fahrenheit 9/11, também no seguimento de outros massacres, o medo é outro é o do terrorismo, mesmo que exista paz o que faz dinheiro é a guerra, o que faz dinheiro é o medo. O medo de envelhecer ou ficarmos feios já provou que nos faz consumir. O medo de sermos mortos ou atacados, faz, como absurdamente aconteceu na guerra fria, acabemos por estar numa loja a comprar a máscara de gás tamanho M ou o abrigo nuclear T2.
Mais do que as ligações políticas e económicas que Moore desvenda em ambos os filmes, que servem para pensar - a questão que achei mais importante foi mesmo a forma como os Estados gerem o medo dos seus cidadãos e a forma como isso reflecte-se na nossa forma de viver em sociedade.
Ambos os documentários são realizados com uma miscelânea de desenhos animados, imagens históricas, entrevistas e até mesmo filmes publicitários - são por isso hilariantes, únicos e imperdíveis.
Depois de uma breve pesquisa na Internet encontrei um dos livros de Moore - "Stupid White Man", que se encontra actualmente nas nossas livrarias e já esteve no top norte-americano, a ver se arranjo algum tempo para o ler.
Em Bowling for Columbine, Moore, no seguimento do masacre do liceu de Columbine, procura as razões primeiras para a autêntica guerra civil que se vive na América. Será a história violenta que o país tem? Não. Será a violência dos media, cinema e jogos de vídeo? Não. Será o elevado número de armas nos lares? Não. Será a facilidade com que se compra armas e munições? Não. E se uma bala valesse 5000 dol./eur., haveria "balas perdidas"? É através da comparação entre países, designadamente entre o Canadá e os EUA que Moore acha encontrar a razão para qualquer violência - o tal medo.
Em Fahrenheit 9/11, também no seguimento de outros massacres, o medo é outro é o do terrorismo, mesmo que exista paz o que faz dinheiro é a guerra, o que faz dinheiro é o medo. O medo de envelhecer ou ficarmos feios já provou que nos faz consumir. O medo de sermos mortos ou atacados, faz, como absurdamente aconteceu na guerra fria, acabemos por estar numa loja a comprar a máscara de gás tamanho M ou o abrigo nuclear T2.
Mais do que as ligações políticas e económicas que Moore desvenda em ambos os filmes, que servem para pensar - a questão que achei mais importante foi mesmo a forma como os Estados gerem o medo dos seus cidadãos e a forma como isso reflecte-se na nossa forma de viver em sociedade.
Ambos os documentários são realizados com uma miscelânea de desenhos animados, imagens históricas, entrevistas e até mesmo filmes publicitários - são por isso hilariantes, únicos e imperdíveis.
Depois de uma breve pesquisa na Internet encontrei um dos livros de Moore - "Stupid White Man", que se encontra actualmente nas nossas livrarias e já esteve no top norte-americano, a ver se arranjo algum tempo para o ler.

