Ontem através de uma passagem de olhos pelas notícias li a tal: "Mário Soares afirma que se não fosse a União Europeia já teriam existido algumas aventuras militares".
O primeiro pensamento foi logo: já foi, é desta que o velho ficou sem juízo na cabeça (algo que sempre achei iminente depois do seu atentado à vida animal nas Seychelles). Como seria possível existir uma aventura militar no Portugal de 2004, como é que os portugueses se deixariam assaltar por uma onda "sul-americana" de revolta e histerismo nas ruas, invasões a parlamentos, destituições populares, o pensamento já fugia para forquilhas e tochas de fogo quanto o apanhei.
Depois de matutar um pouco comecei, sem ter lido mais do que aquela linha de telejornal, a procurar tentar encontrar aspectos para justificar o sujeito histórico, ele ainda não deve ter perdido a razão toda, deve existir um contexto para esta frase que as primeiras linhas de jornal omitem para nos obrigarem a ficar a ver, a procurar, enfim, a querer consumir mais informação. Está certo que nos diálogos políticos familiares ainda saiem palavras que os meus ouvidos não se acostumaram a ouvir: "patrão", "operários", "monopólios"... fogo, actualizem-se!, ou ainda não, não sei... Mas "aventuras militares", impossível... Começo então a fazer a regressão histórica, o Conselho da Revolução, órgão iminentemente militar, só terminou o seu império em 1982, em grande parte porque estavam em cima da mesa as negociações com a Comunidade Económica Europeia... se não fosse esse factor ainda teríamos os marechais a presidir, e teriam eles convocado ou não eleições - disparates... Heellooo! - estamos em 2004 - O Santana está a governar, as pessoas acham mais ou menos mal, mas não se querem preocupar a achar coisa alguma, nem se quer pensar em fazer. O país está mal mas nunca esteve melhor. São 22h00 depois de um dia de trabalho não praticante, descanso os olhos a olhar para a Quinta que somos...
Hoje procuro encontar o contexto, abro o Público e leio a afirmação feita: "Se é certo que a inserção na União Europeia nos defende de aventuras militares, só a consciência cívica dos portugueses nos ajudará a superar os riscos". Frase missal - é verdade, mas onde será que essa consciência sobrevive...? Onde?
O primeiro pensamento foi logo: já foi, é desta que o velho ficou sem juízo na cabeça (algo que sempre achei iminente depois do seu atentado à vida animal nas Seychelles). Como seria possível existir uma aventura militar no Portugal de 2004, como é que os portugueses se deixariam assaltar por uma onda "sul-americana" de revolta e histerismo nas ruas, invasões a parlamentos, destituições populares, o pensamento já fugia para forquilhas e tochas de fogo quanto o apanhei.
Depois de matutar um pouco comecei, sem ter lido mais do que aquela linha de telejornal, a procurar tentar encontrar aspectos para justificar o sujeito histórico, ele ainda não deve ter perdido a razão toda, deve existir um contexto para esta frase que as primeiras linhas de jornal omitem para nos obrigarem a ficar a ver, a procurar, enfim, a querer consumir mais informação. Está certo que nos diálogos políticos familiares ainda saiem palavras que os meus ouvidos não se acostumaram a ouvir: "patrão", "operários", "monopólios"... fogo, actualizem-se!, ou ainda não, não sei... Mas "aventuras militares", impossível... Começo então a fazer a regressão histórica, o Conselho da Revolução, órgão iminentemente militar, só terminou o seu império em 1982, em grande parte porque estavam em cima da mesa as negociações com a Comunidade Económica Europeia... se não fosse esse factor ainda teríamos os marechais a presidir, e teriam eles convocado ou não eleições - disparates... Heellooo! - estamos em 2004 - O Santana está a governar, as pessoas acham mais ou menos mal, mas não se querem preocupar a achar coisa alguma, nem se quer pensar em fazer. O país está mal mas nunca esteve melhor. São 22h00 depois de um dia de trabalho não praticante, descanso os olhos a olhar para a Quinta que somos...
Hoje procuro encontar o contexto, abro o Público e leio a afirmação feita: "Se é certo que a inserção na União Europeia nos defende de aventuras militares, só a consciência cívica dos portugueses nos ajudará a superar os riscos". Frase missal - é verdade, mas onde será que essa consciência sobrevive...? Onde?




