terça-feira, junho 13, 2006

School of Pharmacy, University of London

O tão esperado ERASMUS chegou e nada melhor que o realizar onde queria, Londres.

Após alguns meses de complicações para arranjar a minha colocação, fiquei no Cancer Research UK, por sorte parece-me ser um dos Departamentos com melhores condições. Este grupo da SOP tem 3 grandes subgrupos, um de simples trabalho teórico em estruturas, desenvolvimento de possíveis agentes antineoplásicos (tudo feito em computador); depois entramos no departamento de síntese desses compostos (síntese química) e por fim na experimentação dos compostos em diferentes linhagens celulares consoante a droga. Esta ultima parte é onde trabalho. O meu papel é optimizar o sinergismo entre dois compostos em células cancerígenas do cancro da mama. Não vale a pena definir quais, porque são um conjunto de letras e números que no primeiro dia me fizeram ficar com os cabelos em pé... Já tenho alguns montes para estudar, mas de qualquer forma qualquer duvida a equipa do laboratório ajuda. Trabalho num laboratório, com duas espanholas, um italiano, um indiano e a minha chefe e Inglesa. São Phd, Masters, PosDocs, ou simples Research Assistants e depois eu, ERASMUS claro! Cada um tem objectivos independentes, trabalhamos com agentes e células comuns, cujos resultados depois serão avaliados pelos chefes do Departamento em conjunto, mas no laboratório cada um tem o seu papel e é responsável pelo que faz. É giro, sobretudo por nunca ter experimentado este tipo de funções na faculdade, Investigação, em que o que se faz não e para mandar fora, mas para funcionar como fonte de informação.

De resto as condições e o ambiente são excepcionais! Tenho um computador só para mim no Departamento, o laboratório é muito bem equipado... Ás vezes é um caos, pelo espaço, pelas línguas que se cruzam, ou simplesmente porque os Ingleses nunca pensaram no aquecimento global e tudo é feito para conservar o calor, resultado, numa onde de calor como nos últimos dias, o laboratório e um forno, em que se sai de lá encharcado em água (só para verem o metro não tem sistema de refrigeração e eles são obrigados a fechar estações, a alugar tubagens para refrigerar os carris etc)...

Outro pormenor importante, a SOP tem dezenas de portugueses, estão espalhados por todo o lado e é comum acontecer estar a falar inglês com alguém e a noite na festa descobrir, a afinal é português...

Bem chega por hoje!
AS

segunda-feira, junho 12, 2006

A loucura portuguesa em Londres



Depois de uma semana muito preenchida, que espero vir a ter tempo para vos contar, deixo a imagem da festa portuguesa por uma simples vitória frente a Angola...

Pelo que vi, se Portugal chegar longe no Mundial, Trafalgar será nossa.

Acredito que não era a euforia de uma vitória, simplesmente um argumento para afirmar publicamente a euforia por ser Português!

See you soon I hope!

AS

domingo, junho 04, 2006

ERASMUS - London


O ERASMUS começou! Uma cidade gigante, um caldeirão de culturas, preços exorbitantes, milhares de pessoas, milhares de estilos, a melhor palavra para descrever talvez seja mesmo "London".

segunda-feira, maio 29, 2006

São mais os olhos que as barrigas

Realmente concordo que o enfoque da questão não se deve centrar no volume de crescimento, isso é secundário, mas é apenas um sinal de uma realidade que ao contrário do que disse o Gonçalo já extravasou há muito as nossas necessidades de habitação. Hoje o problema é que, em Portugal, há quase mais casas do que pessoas. Hoje o problema é que a grande fatia das receitas das autarquias locais (e nem é preciso cair na lenga-lenga popular do dinheiro ao bolso) vem da construção NOVA. Hoje o problema é que muitos dos equipamentos urbanos de uma cidade só são construídos graças às contrapartidas que as câmaras conseguem negociar com os empreiteiros. É uma nova urbanização que vai possibilitar que uma câmara consiga construir a "baixo custo" alguma rede viária, espaço verde ou de lazer (que na verdade têm uns prazos bastante dilatados no tempo para a sua concretização).

Portugal, apesar do atraso estrutural que tinha há uns anos, consegue ser hoje o país da União Europeia com a maior percentagem do território urbanizada: 17,8%, a par da Bélgica e à frente da Holanda e do Reino Unido. A título de exemplo contrário, a vizinha Espanha tem cerca de 2%. Em números mais claros para notarmos a discrepância, a área urbanizada em Portugal é hoje de 160 ha/1000 hab; número que compete com a França em segundo lugar, com... imaginem... 70 ha/1000 hab (menos de metade dos prédios portugueses por habitante).

"Esta situação pode explicar-se pelo facto da população portuguesa em geral canalizar preferencialmente o seu investimento para o sector imobiliário, criando até situações frequentes de habitação de utilização eventual." Uma realidade acrescida pela construção de edifícios e infra-estruturas de apoio ao sector do turismo, em evolução crescente nos últimos anos no país.

Em ambos os casos é claro que são múltiplas as situações de ausência de planeamento, com graves consequências para o território, em particular para a paisagem construída. Mas surgem bons sinais da parte dos últimos governos: primeiro o sucesso que é o Programa Polis, de requalificação das cidades médias evitando não só o efeito de êxodo, mas transformando-as em pólos de atracção de habitantes das grandes cidades; depois a consolidação, finalmente, dos instrumentos de planeamento territorial, que só no próximo ano se completarão com a aprovação do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (em discussão pública agora mesmo para quem esteja interessado em participar).

Falta ainda aquela situação do financiamento das autarquias. Haverá coragem?

I wonder why ....


Área construída no País cresceu 42% em 15 anos
in Dn 29/05/2006

não é tanto o crescimento que mexe com a minha cabeça, mas sim o Como e o Porquê...

um dia ainda vamos abrir os olhos, espero eu!

r

terça-feira, maio 23, 2006

E quem e que se lembra do...

Longe vão esses bons anos...

" Junta-te a nós!! Vamos correr contra o pó na camarata "

Esta é, só uma, das muitas cenas bem idiotas que circulam pela minha cabeça, e que desconfio me irão perseguir para o resto da vida...

segunda-feira, maio 22, 2006

Pela Combate à Fome no Mundo

Mais um corrida ganha! Não pelos tempos atingidos ou pelos kms percorridos, mas pela força que representou. Ontem realizou-se mais uma corrida Walk the World. Esta corrida organizada por uma parceria de empresas e pela ONU têm como objectivo acabar com um dos maiores “crimes” do nosso século. Basta pensares que actualmente existem mais de 300 milhões de crianças que passam fome. É incompreensível que no mundo onde vivemos hoje em dia possam haver milhões de crianças pelo planeta sem o básico para se alimentarem. Se um dos grandes males dos países civilizados é a obesidade, existem outros que o mal é a fome...

Eu fui dar o meu simples contributo porque não me sentiria bem saber que posso ajudar a acabar com este flagelo e passar indiferente. É uma questão de consciência global. E todos nós deviamos fomentar essa visão.

Entretranto se quiserem passem por aqui e deixem o vosso contributo: http://www.fighthunger.org/


quarta-feira, maio 17, 2006

Campo Pequeno diferente!


Ontem à noite o Campo Pequeno voltou a ser palco de um grande espectáculo! Foram touros, cavalos, cavaleiros, forcados, mas também um excelente espectáculo musical, de imagem e cor com novos intervenientes naquele ambiente: actores, dançarinos, cantores, modelos, bandas militares... Uma sala no centro de Lisboa com tanta versatilidade é sempre bem vinda!

A terminar no Campo Pequeno ouviu-se o Hino Nacional! Fiquei admirado, normalmente Portugal ostenta pouco os seus símbolos e no caso do hino, infelizmente, ás vezes só é associado ao futebol!

Deixo uma "lembrança" que encontrei na internet, num blog de um desertor (contínuo com a esperança que passageiro) e faço votos que um dia volte a ver estas imagens no Campo Pequeno! Talvez seja pedir demais...lol!

terça-feira, maio 16, 2006

Pedras no caminho?


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
PS - mandaram para o meu e-mail e apesar de já conhecer achei que devia partilhar!

quinta-feira, maio 04, 2006

What ?

Em tempos dos mais altos preços do petróleo os EUA decidiram avançar para políticas com medidas ecológicas:

"In March, the Bush administration approved a 1.9 mile-per-gallon increase in the standards for sport utility vehicles, minivans and pickups -- all in the light truck class that includes big gas guzzlers -- to 24.1 mpg between 2008 and 2011. It also rewrote the rules for calculating how far light trucks must go on a gallon of gasoline." In Washingtonpost.com

Fiz as contas... e surpresa 24.1 miles per gallon correspondem a uns surpreendentes 9.8 litros/100Km! Objectivo a atingir até 2011...

Bush é um homem ambicioso...

domingo, janeiro 01, 2006

Parabéns!

2 anos de Conversas de Canto.
E um novo ano certamente mais rico que 2005.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

sexta-feira, dezembro 02, 2005

O Fiel Jardineiro


Um filme a não perder!

Uma visão ficcionada sobre a realidade dos ensaios clínicos em África e o auxílio humanitário das grandes Farmacêuticas, que deixa a questão a quem vê: é só ficção esperamos!?

Em torno destse enredo, um romance muito bem montado, com o jogo dos valores e do sucesso em torno da diplomacia internacional.

Recomendo!

AS

quarta-feira, outubro 19, 2005

Elogio ao amor

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito o que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor,a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Miguel Esteves Cardoso - Expresso

sábado, outubro 01, 2005

Por favor "Evite...os US"

Mas em que século é que vivemos...?

"Os cidadãos do estado da Flórida poderão, a partir de hoje, transportar uma arma consigo e disparar sempre que alguém constitua uma ameaça num local público. A lei foi promulgada em Abril pelo governador Jeb Bush e está a ser mal recebida por um grupo denominado A Campanha Brady, que decidiu contra-atacar com a publicação de frases publicitárias para prevenir os turistas. "Evite qualquer discussão", poderá ler-se, a partir de amanhã, na imprensa norte-americana e britânica, em alguns jornais franceses, alemães e japoneses."

in DN, 1 oct 05

quarta-feira, setembro 28, 2005

22º lugar: bom ou mau?


Portugal ocupa o 22º lugar no Índice Global da Competitividade do Fórum Económico Mundial, tendo subido dois lugares face à posição ocupada no ranking do ano passado, revela o relatório GCR 2005-2006, divulgado esta quarta-feira pelo Fórum Mundial.
A lista deste ano foi alargada para analisar o ambiente económico e institucional de 117 países, contra os 104 analisados no ano anterior. Os três países mais competitivos do Mundo (Finlândia, EUA e Suécia) mantêm a liderança do ranking global.
A posição de Portugal resulta de uma avaliação, segundo a qual, a burocracia e a ineficiência da administração pública aparece como principal factor de bloqueio para a realização de negócios, seguindo-se o carácter restritivo da legislação laboral.
in Diário Digital

quinta-feira, setembro 22, 2005

Prost !


Em jeito de celebração passei um 21 de Setembro na Oktoberfest. Uma(s) das que bebi foi por vocês!

Só vendo é que dá para acreditar! Todas as fotos que poderia tirar jamais mostrariam o que é o Wiesn na realidade... É, de certeza, uma das maiores festas do mundo!
Se passarem por aqui avisem-me, eu pago !

Abraços e até daqui a umas semanas!