sábado, junho 17, 2006
Breves - visita a Windsor
terça-feira, junho 13, 2006
Uma outra visão do post do Tiago
Não haja dúvida que seria positivo fomentar em Portugal a discussão do que é "ser português", caracterizar esta maneira de ser e de uma vez por todas valorizá-la e promovê-la.
Numa das muitas reflexões que londres me tem suscitado, ocorreu-me pensar, pq vivem tanto os emigrantes a vitoria de um jogo de futebol (caso nao se lembrem da minha posição, trata-se de uma oportunidade de se afirmar publicamente que se é português)?
Aos emigrantes não é dada a possibilidade de ostentarem outros símbolos, temos bons vinhos é verdade, mas não os vemos nos supermercados (o Porto e o Madeira são portugueses mas talvez falte a associação ao país). Temos excelente comida, mas não existem restaurantes ao virar da esquina a ostentarem "comida portuguesa", mas já há a italiana, a indiana, a chinesa, a americana. Temos musica de qualidade, mas face à pergunta conhecem a nossa música, ouvimos "Fado", face à pergunta "querem ouvir", ouvimos um redondo "não", pq é lhe associada a imagem do "atraso português". Na língua, essa riqueza de enorme potencial, temos um Instituto Camões com que capacidade de intervenção? No Reino Unido todos sabem quem é o British Council, em Espanha todos conhecem o Instituto Cervantes, em Portugal quantos sabem quem promove a língua portuguesa no Mundo? Escritores portugueses conhecem? Face a esta pergunta vem um sorriso e a resposta de "Paulo Coelho grande escritor"! Na área da ciência, os portugueses estão espalhados pelos quatro cantos do Mundo ao serviço dos outros (na School of Pharmacy é provável que a língua mais falada entre alunos Phd seja o português, senão pelo menos é equiparada ao inglês), quem o sabe?
É necessário aplicar em Portugal uma das ciências do séc. XX, o Marketing, mas antes é preciso reflectir, agir. Sinceramente acredito que temos potencial para isso! Até lá, quando falarmos a um estrangeiro de Portugal, a resposta continuará a ser, Figo, Algarve e agora Mourinho! Que nos honrem estes então!
Ser-se português
A transferência de parturientes para Espanha, o ressurgimento em força da extrema-direita em Portugal, o Mundial de Futebol, a entrada em vigor da nova lei da emigração, o aniversário do pseudo-arrastão, brasileiros em Vila de Rei – os últimos tempos tem tido em vários aspectos a dominante comum de se discutir o ser-se português, nacionalista, patriota, migrante, ou qualquer coisa entre estes e coisa nenhuma.
Quanto ao arrastão nada de mal faz relembrar a reacção típica que a maioria de nós tivemos ao ver em cada “preto” naquela praia um potencial ladrão, manipulados por um excesso de fantasia na exposição mediática do acontecimento, bem desarmada pela tese de Diana Andringa: “Era uma vez um arrastão”.
É essa manipulação de sentimentos que faz crescer um movimento de ódio que se tem instalado por todo o país, em claques de clubes de futebol de pequena e média dimensão e grupos de jovens motares, aptos para desencobrir aquele sentimento que infelizmente se encontra escondido na mente de mais de metade dos portugueses. “Portugueses armados prontos para sair à rua quando tal for necessário”. Note-se o desleixo com que os vários poderes da nação atentam esta matéria, a suavidade que um centro-direita moderado se desliga destas movimentações, um sentimento de “não tenho nada a ver com este campeonato” que é partilhado pelos demais espectadores desta evolução.
Na desmistificação da realidade imigrante em Portugal não percam a exibição do brilhante “Lisboetas”, documentário do brasileiro Sérgio Tréfaut, cujo título nos faz relembrar que essa condição de lisboetas não é exclusiva de portugueses e que Lisboa sempre se compôs de personagens exteriores. Como vivem hoje? Quem são? Como se relacionam com os originários da terra? Não será hoje Lisboa de muito poucos que lá nasceram?
Nascer na nossa terra não será então um direito? Acho que sim, mas esse direito não me parece ser oprimido pelo fecho das maternidades desnecessárias ou inseguras. Porque é que eu não organizo agora uma manifestação em Odivelas pelo direito de nascer na minha terra? Porque é que me obrigam a ser mais um “lisboeta”? Não poderá uma mãe ter o seu filho em Odivelas se assim o quiser? Pagando do seu bolso é certo. O Estado deve responder à sua função maximizadora do bem-estar dos cidadãos trabalhando apenas com os recursos que por natureza são limitados. Os 35 minutos entre Loures e o centro de Lisboa são completamente esquecidos em relação aos 15 minutos entre Mirandela e Bragança. Não será a segurança do parto e a boa gestão dos nossos recursos bens superiores ao facto de nascer num determinado lugar.
Se é tão importante nascer num lugar para se ser português (ius soli), como defendem os Elvenses, porque é que continuamos a olhar com desconfiança a atribuição da qualidade de portugueses àqueles que nasceram cá e que não conhecem outra terra que não esta, apenas porque não lhes está no sangue a nacionalidade (ius sanguini)? Não estaremos numa sociedade marcada por inúmeras contrariedades.
O que é ser português? Quais as condições que nos fazem sentir isso? Ser filho de portugueses basta para tal. Mas porque não bastará o facto de nascer cá também?
Como estas divagações que já vão longas, concluo apenas com mais um pequeno apontamento de cariz jurídico por defeito profissional. Atentem a um recentíssimo acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, sobre a atribuição de nacionalidade portuguesa a uma cidadã indiana, que não bastando estar há nove anos casada com um cidadão nacional e já ter dois filhos também portugueses, dominando o português de forma perfeita, vê negada a atribuição da nacionalidade portuguesa, fundamentada pelo Tribunal com o desconhecimento que demonstrava em relação à história e cultura portuguesa, esse agravado ainda pela ignorância que demonstrou sobre a música e letra do hino nacional.
Não fosse o Mundial de Futebol e o hino nacional retransformado em cântico de guerra, quantos portugueses teriam de o deixar de ser?
School of Pharmacy, University of London
O tão esperado ERASMUS chegou e nada melhor que o realizar onde queria, Londres.Após alguns meses de complicações para arranjar a minha colocação, fiquei no Cancer Research UK, por sorte parece-me ser um dos Departamentos com melhores condições. Este grupo da SOP tem 3 grandes subgrupos, um de simples trabalho teórico em estruturas, desenvolvimento de possíveis agentes antineoplásicos (tudo feito em computador); depois entramos no departamento de síntese desses compostos (síntese química) e por fim na experimentação dos compostos em diferentes linhagens celulares consoante a droga. Esta ultima parte é onde trabalho. O meu papel é optimizar o sinergismo entre dois compostos em células cancerígenas do cancro da mama. Não vale a pena definir quais, porque são um conjunto de letras e números que no primeiro dia me fizeram ficar com os cabelos em pé... Já tenho alguns montes para estudar, mas de qualquer forma qualquer duvida a equipa do laboratório ajuda. Trabalho num laboratório, com duas espanholas, um italiano, um indiano e a minha chefe e Inglesa. São Phd, Masters, PosDocs, ou simples Research Assistants e depois eu, ERASMUS claro! Cada um tem objectivos independentes, trabalhamos com agentes e células comuns, cujos resultados depois serão avaliados pelos chefes do Departamento em conjunto, mas no laboratório cada um tem o seu papel e é responsável pelo que faz. É giro, sobretudo por nunca ter experimentado este tipo de funções na faculdade, Investigação, em que o que se faz não e para mandar fora, mas para funcionar como fonte de informação.
De resto as condições e o ambiente são excepcionais! Tenho um computador só para mim no Departamento, o laboratório é muito bem equipado... Ás vezes é um caos, pelo espaço, pelas línguas que se cruzam, ou simplesmente porque os Ingleses nunca pensaram no aquecimento global e tudo é feito para conservar o calor, resultado, numa onde de calor como nos últimos dias, o laboratório e um forno, em que se sai de lá encharcado em água (só para verem o metro não tem sistema de refrigeração e eles são obrigados a fechar estações, a alugar tubagens para refrigerar os carris etc)...
Outro pormenor importante, a SOP tem dezenas de portugueses, estão espalhados por todo o lado e é comum acontecer estar a falar inglês com alguém e a noite na festa descobrir, a afinal é português...
Bem chega por hoje!
AS
segunda-feira, junho 12, 2006
A loucura portuguesa em Londres

Depois de uma semana muito preenchida, que espero vir a ter tempo para vos contar, deixo a imagem da festa portuguesa por uma simples vitória frente a Angola...
Pelo que vi, se Portugal chegar longe no Mundial, Trafalgar será nossa.
Acredito que não era a euforia de uma vitória, simplesmente um argumento para afirmar publicamente a euforia por ser Português!
See you soon I hope!
AS
domingo, junho 04, 2006
ERASMUS - London
segunda-feira, maio 29, 2006
São mais os olhos que as barrigas
I wonder why ....
Área construída no País cresceu 42% em 15 anos
in Dn 29/05/2006
não é tanto o crescimento que mexe com a minha cabeça, mas sim o Como e o Porquê...
um dia ainda vamos abrir os olhos, espero eu!
r
terça-feira, maio 23, 2006
E quem e que se lembra do...
" Junta-te a nós!! Vamos correr contra o pó na camarata "
Esta é, só uma, das muitas cenas bem idiotas que circulam pela minha cabeça, e que desconfio me irão perseguir para o resto da vida...
segunda-feira, maio 22, 2006
Pela Combate à Fome no Mundo
Mais um corrida ganha! Não pelos tempos atingidos ou pelos kms percorridos, mas pela força que representou. Ontem realizou-se mais uma corrida Walk the World. Esta corrida organizada por uma parceria de empresas e pela ONU têm como objectivo acabar com um dos maiores “crimes” do nosso século. Basta pensares que actualmente existem mais de 300 milhões de crianças que passam fome. É incompreensível que no mundo onde vivemos hoje em dia possam haver milhões de crianças pelo planeta sem o básico para se alimentarem. Se um dos grandes males dos países civilizados é a obesidade, existem outros que o mal é a fome... Eu fui dar o meu simples contributo porque não me sentiria bem saber que posso ajudar a acabar com este flagelo e passar indiferente. É uma questão de consciência global. E todos nós deviamos fomentar essa visão.
quarta-feira, maio 17, 2006
Campo Pequeno diferente!

Ontem à noite o Campo Pequeno voltou a ser palco de um grande espectáculo! Foram touros, cavalos, cavaleiros, forcados, mas também um excelente espectáculo musical, de imagem e cor com novos intervenientes naquele ambiente: actores, dançarinos, cantores, modelos, bandas militares... Uma sala no centro de Lisboa com tanta versatilidade é sempre bem vinda!
A terminar no Campo Pequeno ouviu-se o Hino Nacional! Fiquei admirado, normalmente Portugal ostenta pouco os seus símbolos e no caso do hino, infelizmente, ás vezes só é associado ao futebol!
Deixo uma "lembrança" que encontrei na internet, num blog de um desertor (contínuo com a esperança que passageiro) e faço votos que um dia volte a ver estas imagens no Campo Pequeno! Talvez seja pedir demais...lol!
terça-feira, maio 16, 2006
Pedras no caminho?

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
quinta-feira, maio 04, 2006
What ?
"In March, the Bush administration approved a 1.9 mile-per-gallon increase in the standards for sport utility vehicles, minivans and pickups -- all in the light truck class that includes big gas guzzlers -- to 24.1 mpg between 2008 and 2011. It also rewrote the rules for calculating how far light trucks must go on a gallon of gasoline." In Washingtonpost.com
Fiz as contas... e surpresa 24.1 miles per gallon correspondem a uns surpreendentes 9.8 litros/100Km! Objectivo a atingir até 2011...
Bush é um homem ambicioso...
domingo, janeiro 01, 2006
quinta-feira, dezembro 22, 2005
sexta-feira, dezembro 02, 2005
O Fiel Jardineiro

Um filme a não perder!
Uma visão ficcionada sobre a realidade dos ensaios clínicos em África e o auxílio humanitário das grandes Farmacêuticas, que deixa a questão a quem vê: é só ficção esperamos!?
Em torno destse enredo, um romance muito bem montado, com o jogo dos valores e do sucesso em torno da diplomacia internacional.
Recomendo!
AS
quarta-feira, outubro 19, 2005
Elogio ao amor
Miguel Esteves Cardoso - Expresso
sábado, outubro 01, 2005
Por favor "Evite...os US"
"Os cidadãos do estado da Flórida poderão, a partir de hoje, transportar uma arma consigo e disparar sempre que alguém constitua uma ameaça num local público. A lei foi promulgada em Abril pelo governador Jeb Bush e está a ser mal recebida por um grupo denominado A Campanha Brady, que decidiu contra-atacar com a publicação de frases publicitárias para prevenir os turistas. "Evite qualquer discussão", poderá ler-se, a partir de amanhã, na imprensa norte-americana e britânica, em alguns jornais franceses, alemães e japoneses."
in DN, 1 oct 05






