quarta-feira, julho 05, 2006
Breves - Fim de semana 24, 25 de Junho
segunda-feira, julho 03, 2006
World Cup em Londres

O futebol português, apesar da final do Euro 2004, apesar do que tem feito nos últimos anos nos vários europeus, da Liga dos Campeões e da Taça UEFA do Porto, da final do Sporting, da boa campanha do SLB na última época, continua a não ser reconhecido, talvez por a palavra Portugal estar à frente. Com esta realidade convivo bem. Cada um acredita no que quer e para que o mundo nos veja de outra forma, no futebol, na ciência, no mundo empresarial é necessário que os portugueses comecem por acreditar em si próprio.
O que me faz escrever este post, o que irrita, satura, é arrogância à solta, é como que um desprezo… Primeiro os ingleses! De início nao acreditavam que Portugal passava aos oitavos de final, segundo os jornais ingleses, a Inglaterra ou jogaria com a Holanda ou com a Argentina. Como é óbvio na altura sorri, esperei uns dias e voltei a sorrir. Quando ficou definido que íamos jogar com eles, mais uma vez era ponto assente que iam ganhar! Voltei a sorrir! Após a vitória, não andei com a bandeira na rua sem ser em comunidades portuguesas para não ter problemas, apenas com um sorriso estampado no rosto por Londres! Procurei não provocar porque sei o quanto é importante o futebol para eles. Mesmo assim não me livrei das bocas. Estava a ler gordas dos jornais ingleses e uma família inglesa pára ao meu lado e começa a ler. Segundos depois, ouvia insultos, que não vou transcrever para o blog, dirigidos aos jogadores portugueses e no fim aos portugueses. Calmamente, viro a cabeça, admirado e não imaginando eles que era português, pedem-me desculpa pelas asneiras. Respondi com um sorridente: “I’m portuguese!”. Mais vermelhos não conseguiram ficar!
Hoje na School, estava no laboratório e entra um inglês, em vez de um polite congratulations, após conversa de ocasião recebo um: perdemos com uma cheating team, referia-se ao Ronaldo. Tive de responder que realmente o Ronaldo era um aldrabão, mas que sem dúvida que o Rooney era um English Gentleman! A conversa acabou por ali! A realidade é que por todo o lado, nas conversas de rua, nos Pubs, sente-se a frustração inglesa por terem perdido com “os portugueses”!
Bem, passando às meias-finais! No hall costumo ter as refeições com franceses e também alemães! Os franceses informaram-me ontem que já compraram os bilhetes para irem ver a final a Paris! Estão convencidíssimos que a França vai ganhar. O irónico é que há duas semanas, na fase de grupos, era eu que os tentava convencer que tinham uma boa equipa. Já se esqueceram! Parecem parecidos connosco, no futebol também passam de bestas a bestiais num segundo. Hoje vieram dizer-me que estiverem a ver as estatísticas e Portugal nunca ganhou a França... De seguida entra um alemão, com uma vontade de eliminar-me: “Por favor, vocês nunca ganharam um World Cup, acham mesmo que ganham! Bem, mas até gostava que ganhassem, assim jogavam connosco, era mais fácil!”. Como vêm esta gente consegue ser simpática ao jantar! As minhas respostas andam tão tortas que arrisco-me a passar por antipático. Eles acham incrível como acredito que podemos ganhar. Mas o que eu acho ainda mais incrível é que eu afirmo isso, com um calculado: “A França tem boa equipa, mas nas meias-finais tudo é possível e acredito que seja possível!”. E eles esperam ouvir de mim: “estou borrado de medo!” (desculpem a expressão, mas é a que descreve a cara de espanto deles)… Enfim!
Mas como é óbvio Portugal tem os seus apoios! Os holandeses mesmo depois de uma batalha em campo, souberam estar, felicitar-nos, e apoiam Portugal. Os Espanhóis esperam de Portugal uma vingança ibérica! Os italianos vibraram com a vitória de Portugal perante os ingleses, gostam de nós e fazem votos para nos encontrar na final. Eu também! Pelos ERASMUS seria uma final entre amigos!
Isto é um resumo das situações com que tenho deparado! Existem outras para contar numa “conversa de canto” num café em Lisboa.
Para já, só fica a vontade de voltar a sorrir, enrolado na bandeira de Portugal!
domingo, julho 02, 2006
O charme britânico
Os portugueses que vivem em Inglaterra foram vítimas de alguns ataques xenófobos depois de ter terminado a partida entre as duas selecções, que Portugal venceu nos penalties. Os incidentes registaram-se em vários pontos distintos do país.
O caso mais grave aconteceu em Warwickshire, onde os adeptos ingleses arremessaram garrafas contra o restaurante A casa portuguesa, em Catle Steeet, partindo as janelas do estabelecimento.
O inspector da polícia, Rob Calvert, garantiu que os acontecimentos vão ser investigados: «Não toleramos qualquer ataque racial contra membros da nossa comunidade. Cada incidente vai ser investigado a fundo.» As autoridades prenderam 18 pessoas envolvidas.
O centro de Wolverhampton esteve fechado durante cerca de uma hora, devido aos confrontos entre uma centena de adeptos, que começaram assim que o árbitro terminou a partida. 25 pessoas foram detidas pela polícia.
Phil Wright, da polícia de West Midlands, garantiu que os acontecimentos estavam controlados: «Foi o resultado da frustração e do desapontamento, misturado com o álcool e o calor. A multidão dispersou ao fim de pouco tempo. Os incidentes foram mais dispersos que o normal, em áreas que não costumam acontecer coisas do género. Mas foram situações simples de desordem.»
Em Stratford, Staffordshire e Leamington também se registaram alguns ataques contra emigrantes portugueses, mas não aconteceram situações graves.
in www.maisfutebol.iol.pt
PS - espero vir a fazer um post sobre este tema, "The english style", o charme britânico o que quiserem chamar! Ainda existe, mas não acredito que por muito tempo... para os mais pessimistas já o ouvi descrever como sendo "podes fazer tudo, ninguém pode é saber"!
sábado, julho 01, 2006
sexta-feira, junho 30, 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
Breves - Record de 8h!

Hoje foram nada menos, nada mais que 8h a trabalhar na câmara de fluxo laminar vertical! Começar ás 10h, sair ás 19h, com uma hora de almoço! A companhia, para além do pessoal do laboratório, foram estas amiguinhas que vêm aqui na imagem.Não se portaram bem, resultado tive de lhes espetar com mais droga em cima...
De qualquer forma as coisas tem corrido bem!Uma contaminação em perto de 100 frascos que já devo ter usado, ainda por cima na primeira semana, para mim está bom, afinal não punha as mãos num laboratório há 1 ano... de resto há o stress dos microlitros no que sobra, que aqui tem de estar certinhos, caso contrário não há reagente para a próxima!
Bem, quando puder dar mais dicas sobre o que faço no lab volto!
AS
terça-feira, junho 20, 2006
Breves - Domingo em Cambridge

Domingo fiz uma visita relâmpago a Cambridge para visitar o Ricardo! O facto de ele ser estudante e estar associado a um College permitiu-me entrar em vários Colégios sempre sem pagar, ou simplesmente passar à frente dos turistas para visitar capelas que são simplesmente fenomenais... Os estudantes de Cambridge são claramente bem tratados pela Universidade! Excelentes condições para que a exigência nos estudos leve também à excelência! Fiquei fascinado pela tradição, pelo ambiente, pela convivência, por conseguirem preservar a tradição quer arquitectónica, quer a magia do lugar, com estudantes, com espaços úteis, com um local de ensino! Desde um refeitório a fazer lembrar o do Harry Potter, que é usado diariamente como é o nosso da Cidade Universitária, a Residenciais em edifícios que tem tanto de antigo como de belo! Bem isto é um breve, porque há mais a fazer por isso vou acabar! Fica só um obrigado aos portugueses em Cambridge (amigos do Ricardo) que ofereceram me um belo arroz de pato português em plenas Terras Britânicas!
segunda-feira, junho 19, 2006
Breves - Noite de Londres
Para os FFULianos habituais frequentadores dos encontros internacionais, aqui fica uma fotografia com dois velhos conhecidos da Eslovenia, a Lea e o Sammo (á direita)! Estão em Erasmus na SOP e tem sido companhia habitual por Londres. Desta vez num Pub em Carnaby Street, mais um, em que à 1h da manha temos a infeliz noticia que a noite acabou! Em Londres, os Pubs fecham todos entre as 23h e a 01h, com alguma sorte existem Clubs abertos ate as 3h, mas e como disse com alguma sorte! De qualquer forma a noite deles comeca as 19h, o que faz com que a 1h da manha ja nao haja muitos ingleses capazes de aguentarem mais umas horas... diria mesmo que contam-se pelos dedos das maos!PS - quando nao escrevo no meu portatil nao posso por acentos
sábado, junho 17, 2006
Stockwell e os jogos da seleção
Os Portugueses da School Of Pharmacy a invadirem Stockwell, onde existe uma grande comunidade portuguesa, para assistir ao Portugal-Irão. A festa repetiu-se no fim!Já agora Stockwell é conhecida por ser uma zona perigosa, de assaltos, tráfico de droga e afins... De qualquer forma levamos os símbolos de Portugal bem à vista e queremos acreditar que isso nos evita problemas... Os cafés tem cerveja portuguesa, petiscos portugueses e sinceramente não me sinto inseguro lá! Encontra-se todo o tipo de portugueses, do mais castiço aos estudantes...
Breves - visita a Windsor
terça-feira, junho 13, 2006
Uma outra visão do post do Tiago
Não haja dúvida que seria positivo fomentar em Portugal a discussão do que é "ser português", caracterizar esta maneira de ser e de uma vez por todas valorizá-la e promovê-la.
Numa das muitas reflexões que londres me tem suscitado, ocorreu-me pensar, pq vivem tanto os emigrantes a vitoria de um jogo de futebol (caso nao se lembrem da minha posição, trata-se de uma oportunidade de se afirmar publicamente que se é português)?
Aos emigrantes não é dada a possibilidade de ostentarem outros símbolos, temos bons vinhos é verdade, mas não os vemos nos supermercados (o Porto e o Madeira são portugueses mas talvez falte a associação ao país). Temos excelente comida, mas não existem restaurantes ao virar da esquina a ostentarem "comida portuguesa", mas já há a italiana, a indiana, a chinesa, a americana. Temos musica de qualidade, mas face à pergunta conhecem a nossa música, ouvimos "Fado", face à pergunta "querem ouvir", ouvimos um redondo "não", pq é lhe associada a imagem do "atraso português". Na língua, essa riqueza de enorme potencial, temos um Instituto Camões com que capacidade de intervenção? No Reino Unido todos sabem quem é o British Council, em Espanha todos conhecem o Instituto Cervantes, em Portugal quantos sabem quem promove a língua portuguesa no Mundo? Escritores portugueses conhecem? Face a esta pergunta vem um sorriso e a resposta de "Paulo Coelho grande escritor"! Na área da ciência, os portugueses estão espalhados pelos quatro cantos do Mundo ao serviço dos outros (na School of Pharmacy é provável que a língua mais falada entre alunos Phd seja o português, senão pelo menos é equiparada ao inglês), quem o sabe?
É necessário aplicar em Portugal uma das ciências do séc. XX, o Marketing, mas antes é preciso reflectir, agir. Sinceramente acredito que temos potencial para isso! Até lá, quando falarmos a um estrangeiro de Portugal, a resposta continuará a ser, Figo, Algarve e agora Mourinho! Que nos honrem estes então!
Ser-se português
A transferência de parturientes para Espanha, o ressurgimento em força da extrema-direita em Portugal, o Mundial de Futebol, a entrada em vigor da nova lei da emigração, o aniversário do pseudo-arrastão, brasileiros em Vila de Rei – os últimos tempos tem tido em vários aspectos a dominante comum de se discutir o ser-se português, nacionalista, patriota, migrante, ou qualquer coisa entre estes e coisa nenhuma.
Quanto ao arrastão nada de mal faz relembrar a reacção típica que a maioria de nós tivemos ao ver em cada “preto” naquela praia um potencial ladrão, manipulados por um excesso de fantasia na exposição mediática do acontecimento, bem desarmada pela tese de Diana Andringa: “Era uma vez um arrastão”.
É essa manipulação de sentimentos que faz crescer um movimento de ódio que se tem instalado por todo o país, em claques de clubes de futebol de pequena e média dimensão e grupos de jovens motares, aptos para desencobrir aquele sentimento que infelizmente se encontra escondido na mente de mais de metade dos portugueses. “Portugueses armados prontos para sair à rua quando tal for necessário”. Note-se o desleixo com que os vários poderes da nação atentam esta matéria, a suavidade que um centro-direita moderado se desliga destas movimentações, um sentimento de “não tenho nada a ver com este campeonato” que é partilhado pelos demais espectadores desta evolução.
Na desmistificação da realidade imigrante em Portugal não percam a exibição do brilhante “Lisboetas”, documentário do brasileiro Sérgio Tréfaut, cujo título nos faz relembrar que essa condição de lisboetas não é exclusiva de portugueses e que Lisboa sempre se compôs de personagens exteriores. Como vivem hoje? Quem são? Como se relacionam com os originários da terra? Não será hoje Lisboa de muito poucos que lá nasceram?
Nascer na nossa terra não será então um direito? Acho que sim, mas esse direito não me parece ser oprimido pelo fecho das maternidades desnecessárias ou inseguras. Porque é que eu não organizo agora uma manifestação em Odivelas pelo direito de nascer na minha terra? Porque é que me obrigam a ser mais um “lisboeta”? Não poderá uma mãe ter o seu filho em Odivelas se assim o quiser? Pagando do seu bolso é certo. O Estado deve responder à sua função maximizadora do bem-estar dos cidadãos trabalhando apenas com os recursos que por natureza são limitados. Os 35 minutos entre Loures e o centro de Lisboa são completamente esquecidos em relação aos 15 minutos entre Mirandela e Bragança. Não será a segurança do parto e a boa gestão dos nossos recursos bens superiores ao facto de nascer num determinado lugar.
Se é tão importante nascer num lugar para se ser português (ius soli), como defendem os Elvenses, porque é que continuamos a olhar com desconfiança a atribuição da qualidade de portugueses àqueles que nasceram cá e que não conhecem outra terra que não esta, apenas porque não lhes está no sangue a nacionalidade (ius sanguini)? Não estaremos numa sociedade marcada por inúmeras contrariedades.
O que é ser português? Quais as condições que nos fazem sentir isso? Ser filho de portugueses basta para tal. Mas porque não bastará o facto de nascer cá também?
Como estas divagações que já vão longas, concluo apenas com mais um pequeno apontamento de cariz jurídico por defeito profissional. Atentem a um recentíssimo acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, sobre a atribuição de nacionalidade portuguesa a uma cidadã indiana, que não bastando estar há nove anos casada com um cidadão nacional e já ter dois filhos também portugueses, dominando o português de forma perfeita, vê negada a atribuição da nacionalidade portuguesa, fundamentada pelo Tribunal com o desconhecimento que demonstrava em relação à história e cultura portuguesa, esse agravado ainda pela ignorância que demonstrou sobre a música e letra do hino nacional.
Não fosse o Mundial de Futebol e o hino nacional retransformado em cântico de guerra, quantos portugueses teriam de o deixar de ser?
School of Pharmacy, University of London
O tão esperado ERASMUS chegou e nada melhor que o realizar onde queria, Londres.Após alguns meses de complicações para arranjar a minha colocação, fiquei no Cancer Research UK, por sorte parece-me ser um dos Departamentos com melhores condições. Este grupo da SOP tem 3 grandes subgrupos, um de simples trabalho teórico em estruturas, desenvolvimento de possíveis agentes antineoplásicos (tudo feito em computador); depois entramos no departamento de síntese desses compostos (síntese química) e por fim na experimentação dos compostos em diferentes linhagens celulares consoante a droga. Esta ultima parte é onde trabalho. O meu papel é optimizar o sinergismo entre dois compostos em células cancerígenas do cancro da mama. Não vale a pena definir quais, porque são um conjunto de letras e números que no primeiro dia me fizeram ficar com os cabelos em pé... Já tenho alguns montes para estudar, mas de qualquer forma qualquer duvida a equipa do laboratório ajuda. Trabalho num laboratório, com duas espanholas, um italiano, um indiano e a minha chefe e Inglesa. São Phd, Masters, PosDocs, ou simples Research Assistants e depois eu, ERASMUS claro! Cada um tem objectivos independentes, trabalhamos com agentes e células comuns, cujos resultados depois serão avaliados pelos chefes do Departamento em conjunto, mas no laboratório cada um tem o seu papel e é responsável pelo que faz. É giro, sobretudo por nunca ter experimentado este tipo de funções na faculdade, Investigação, em que o que se faz não e para mandar fora, mas para funcionar como fonte de informação.
De resto as condições e o ambiente são excepcionais! Tenho um computador só para mim no Departamento, o laboratório é muito bem equipado... Ás vezes é um caos, pelo espaço, pelas línguas que se cruzam, ou simplesmente porque os Ingleses nunca pensaram no aquecimento global e tudo é feito para conservar o calor, resultado, numa onde de calor como nos últimos dias, o laboratório e um forno, em que se sai de lá encharcado em água (só para verem o metro não tem sistema de refrigeração e eles são obrigados a fechar estações, a alugar tubagens para refrigerar os carris etc)...
Outro pormenor importante, a SOP tem dezenas de portugueses, estão espalhados por todo o lado e é comum acontecer estar a falar inglês com alguém e a noite na festa descobrir, a afinal é português...
Bem chega por hoje!
AS
segunda-feira, junho 12, 2006
A loucura portuguesa em Londres

Depois de uma semana muito preenchida, que espero vir a ter tempo para vos contar, deixo a imagem da festa portuguesa por uma simples vitória frente a Angola...
Pelo que vi, se Portugal chegar longe no Mundial, Trafalgar será nossa.
Acredito que não era a euforia de uma vitória, simplesmente um argumento para afirmar publicamente a euforia por ser Português!
See you soon I hope!
AS
domingo, junho 04, 2006
ERASMUS - London
segunda-feira, maio 29, 2006
São mais os olhos que as barrigas
I wonder why ....
Área construída no País cresceu 42% em 15 anos
in Dn 29/05/2006
não é tanto o crescimento que mexe com a minha cabeça, mas sim o Como e o Porquê...
um dia ainda vamos abrir os olhos, espero eu!
r
terça-feira, maio 23, 2006
E quem e que se lembra do...
" Junta-te a nós!! Vamos correr contra o pó na camarata "
Esta é, só uma, das muitas cenas bem idiotas que circulam pela minha cabeça, e que desconfio me irão perseguir para o resto da vida...
segunda-feira, maio 22, 2006
Pela Combate à Fome no Mundo
Mais um corrida ganha! Não pelos tempos atingidos ou pelos kms percorridos, mas pela força que representou. Ontem realizou-se mais uma corrida Walk the World. Esta corrida organizada por uma parceria de empresas e pela ONU têm como objectivo acabar com um dos maiores “crimes” do nosso século. Basta pensares que actualmente existem mais de 300 milhões de crianças que passam fome. É incompreensível que no mundo onde vivemos hoje em dia possam haver milhões de crianças pelo planeta sem o básico para se alimentarem. Se um dos grandes males dos países civilizados é a obesidade, existem outros que o mal é a fome... Eu fui dar o meu simples contributo porque não me sentiria bem saber que posso ajudar a acabar com este flagelo e passar indiferente. É uma questão de consciência global. E todos nós deviamos fomentar essa visão.
quarta-feira, maio 17, 2006
Campo Pequeno diferente!

Ontem à noite o Campo Pequeno voltou a ser palco de um grande espectáculo! Foram touros, cavalos, cavaleiros, forcados, mas também um excelente espectáculo musical, de imagem e cor com novos intervenientes naquele ambiente: actores, dançarinos, cantores, modelos, bandas militares... Uma sala no centro de Lisboa com tanta versatilidade é sempre bem vinda!
A terminar no Campo Pequeno ouviu-se o Hino Nacional! Fiquei admirado, normalmente Portugal ostenta pouco os seus símbolos e no caso do hino, infelizmente, ás vezes só é associado ao futebol!
Deixo uma "lembrança" que encontrei na internet, num blog de um desertor (contínuo com a esperança que passageiro) e faço votos que um dia volte a ver estas imagens no Campo Pequeno! Talvez seja pedir demais...lol!
terça-feira, maio 16, 2006
Pedras no caminho?

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
quinta-feira, maio 04, 2006
What ?
"In March, the Bush administration approved a 1.9 mile-per-gallon increase in the standards for sport utility vehicles, minivans and pickups -- all in the light truck class that includes big gas guzzlers -- to 24.1 mpg between 2008 and 2011. It also rewrote the rules for calculating how far light trucks must go on a gallon of gasoline." In Washingtonpost.com
Fiz as contas... e surpresa 24.1 miles per gallon correspondem a uns surpreendentes 9.8 litros/100Km! Objectivo a atingir até 2011...
Bush é um homem ambicioso...
domingo, janeiro 01, 2006
quinta-feira, dezembro 22, 2005
sexta-feira, dezembro 02, 2005
O Fiel Jardineiro

Um filme a não perder!
Uma visão ficcionada sobre a realidade dos ensaios clínicos em África e o auxílio humanitário das grandes Farmacêuticas, que deixa a questão a quem vê: é só ficção esperamos!?
Em torno destse enredo, um romance muito bem montado, com o jogo dos valores e do sucesso em torno da diplomacia internacional.
Recomendo!
AS
quarta-feira, outubro 19, 2005
Elogio ao amor
Miguel Esteves Cardoso - Expresso
sábado, outubro 01, 2005
Por favor "Evite...os US"
"Os cidadãos do estado da Flórida poderão, a partir de hoje, transportar uma arma consigo e disparar sempre que alguém constitua uma ameaça num local público. A lei foi promulgada em Abril pelo governador Jeb Bush e está a ser mal recebida por um grupo denominado A Campanha Brady, que decidiu contra-atacar com a publicação de frases publicitárias para prevenir os turistas. "Evite qualquer discussão", poderá ler-se, a partir de amanhã, na imprensa norte-americana e britânica, em alguns jornais franceses, alemães e japoneses."
in DN, 1 oct 05
quarta-feira, setembro 28, 2005
22º lugar: bom ou mau?

A lista deste ano foi alargada para analisar o ambiente económico e institucional de 117 países, contra os 104 analisados no ano anterior. Os três países mais competitivos do Mundo (Finlândia, EUA e Suécia) mantêm a liderança do ranking global.
A posição de Portugal resulta de uma avaliação, segundo a qual, a burocracia e a ineficiência da administração pública aparece como principal factor de bloqueio para a realização de negócios, seguindo-se o carácter restritivo da legislação laboral.
domingo, setembro 25, 2005
quinta-feira, setembro 22, 2005
Prost !
Em jeito de celebração passei um 21 de Setembro na Oktoberfest. Uma(s) das que bebi foi por vocês!
Só vendo é que dá para acreditar! Todas as fotos que poderia tirar jamais mostrariam o que é o Wiesn na realidade... É, de certeza, uma das maiores festas do mundo!
Se passarem por aqui avisem-me, eu pago !
Abraços e até daqui a umas semanas!
quarta-feira, setembro 21, 2005
terça-feira, setembro 20, 2005
Meados de Setembro

Abraço
ps. o que vale e que a Oktoberfest já começou...daqui a uns dias trago mais novidades!
quarta-feira, setembro 14, 2005
Mega-Bandeira
terça-feira, setembro 13, 2005
Praga: ver e chorar por mais ...
domingo, setembro 11, 2005
Portugueses e Portuguesas
Podem muitos lamentar esta natureza interesseira dos partidos e dos seus membros. Podem até culpabilizar esta “máfia” do estado a que chegou a democracia. Mas eu não dou razão a nenhum deles. O estado a que chegámos não é culpa dos partidos, muito menos da sua máquina de interesses e posições. É culpa é do cidadão independente que cada dia que passa se desresponsabiliza perante a sua comunidade. É culpa é do cidadão independente que refugiado numa ideia em que só aos partidos cabe o domínio do político se demitiram das suas responsabilidades. E não é só porque deixaram de votar ou porque deixaram de participar nos vários planos que têm ao seu dispor, é porque se bem que exigem aos políticos pouco exigem a eles próprios. A política não é dos partidos, é de todos. Os partidos sabem disso, parece que os outros é que não. Veja-se a questão das presidenciais, que sendo a única eleição em que o acesso está vedado aos partidos, a maioria resignou-se a que fossem esses que lançassem as candidaturas pouco ou nada independentes. Onde ficaram todos aqueles que não são militantes? Demitiram-se e estão felizes com os seus bodes expiatórios.
sexta-feira, setembro 09, 2005
Um crime na Ota
Não se pode esperar que um ministro das Finanças dê a cara pela subida do IVA e do IRS, pelo aumento contínuo dos combustíveis e pelo congelamento de salários e reformas, que defenda em Bruxelas a seriedade da política de combate ao défice do Estado, e que, a seguir, assista em silêncio ao anúncio de uma desbragada política de despesas públicas à medida dos interesses dos caciques eleitorais do PS, da sua clientela e dos seus financiadores.
O afastamento do ministro das Finanças e a sua substituição por um homem do aparelho socialista é mais do que um momento de descredibilização deste Governo, de qualquer Governo.
É pior e mais fundo: é um momento de descrença, quase definitiva, na simples viabilidade deste país. É o momento em que nos foi dito, para quem ainda alimentasse ilusões, que não há políticas nacionais nem patrióticas, não há respeito do Estado pelos contribuintes e pelos portugueses que querem trabalhar, criar riqueza e viver fora da mama dos dinheiros públicos; há, simplesmente, um conúbio indecoroso entre os dependentes do partido e os dependentes do Estado.
Quando oiço o actual ministro das Obras Públicas - um dos vencedores deste sujo episódio - abrir a boca e anunciar em tom displicente os milhões que se prepara para gastar, como se o dinheiro fosse dele, dá-me vontade de me transformar em "off-shore", de desaparecer no cadastro fiscal que eles querem agora tornar devassado, de mudar de país, de regras e de gente.
Há anos que vimos assistindo, num crescendo de expectativas e de perplexidade, ao anunciar desses projectos megalómanos que são o TGV e o aeroporto da Ota. O mesmo país que, paulatinamente e desprezando os avisos avulsos de quem se informou, foi desmantelando as linhas-férreas e o futuro do transporte ferroviário, os mesmos socialistas que, anos atrás, gastaram 120 milhões de contos no projecto falhado dos comboios pendulares, dão-nos agora como solução mágica um mapa de Portugal rasgado de TGV de norte a sul.
Mas a prova de que ninguém estudou seriamente o assunto, de que ninguém sabe ao certo que necessidades serão respondidas pelo TGV, é o facto de que, a cada Governo, a cada ministro que muda, muda igualmente o mapa, o número de linhas e as explicações fornecidas.
E, enquanto o único percurso que é economicamente incontestável - Lisboa-Porto - continua pendente de uma solução global, propõe-nos que concordemos com a urgência de ligar Aveiro a Salamanca ou Faro a Huelva por TGV (quantos passageiros diários haverá em média para irem de Faro a Huelva - três, cinco, sete mais o maquinista?).
Quanto ao aeroporto da Ota, eufemisticamente baptizado de Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, trata-se de um autêntico crime de delapidação de património público, um assalto e um insulto aos pagadores de impostos.
Conforme já foi suficientemente explicado e suficientemente entendido por quem esteja de boa-fé, a Ota é inútil, desnecessário e prejudicial aos utentes do aeroporto de Lisboa.
E, como o embuste já estava a ficar demasiadamente exposto e desmascarado, o Governo Sócrates tratou de o anunciar rapidamente e em definitivo, da forma lapidar explicada pelo ministro das Obras Públicas: está tomada a decisão política, agora vamos realizar os estudos.
Mas tudo aquilo que importa saber já se sabe e resulta de simples senso comum:
- basta olhar para o céu e comparar com outros aeroportos para perceber que a Portela não está saturada, nem se vê quando o venha a estar, tanto mais que o futuro passa não por mais aviões, mas por maiores aviões;
- em complemento à Portela, existe o Montijo e, ao lado dela, existe uma outra pista, já construída, perfeitamente operacional e que é uma extensão natural das pistas da Portela, que é o aeroporto militar de Alverca - para onde podem ser desviadas todas as "low cost", que não querem pagar as taxas da Portela e menos ainda quererão pagar as da Ota;
- porque a Portela não está saturada, aí têm sido gastos rios de dinheiro nos últimos anos e, mesmo agora, anuncia-se, com o maior dos desplantes, que serão investidos mais meio bilião de euros, a título de "assistência a um doente terminal", enquanto a Ota não é feita;
- os "prejuízos ambientais", decorrentes do ruído que, segundo o ministro Mário Lino, afectam a Portela são uma completa demagogia, já que pressupõem não prejuízos actuais, mas sim futuros e resultantes de se permitir a urbanização na zona de protecção do aeroporto;
- a deslocação do aeroporto de Lisboa para cerca de 40 quilómetros de distância retirará à cidade uma vantagem comercial decisiva e acrescentará despesas, consumo de combustíveis, problemas de trânsito na A1 e perda de tempo à esmagadora maioria dos utentes do aeroporto, com o correspondente enriquecimento dos especuladores de terrenos na zona da Ota, empreiteiros de obras públicas e a muito especial confraria dos taxistas do aeroporto.
O negócio do aeroporto é tão obviamente escandaloso que não se percebe que os candidatos à Câmara de Lisboa não façam disso a sua bandeira de combate eleitoral e que, à excepção de Carmona Rodrigues, ainda nem sequer se tenham manifestado contra. Carrilho já se sabe que não pode, sob pena de enfrentar o aparelho socialista e os interesses a ele associados, mas os outros têm obrigação de se manifestarem forte e feio contra esta coisa impensável de uma capital se ver roubada do seu aeroporto para facilitar negócios particulares outorgados pelo Estado.
A Ota e o TGV, que fizeram cair o ministro Campos e Cunha, são um exemplo eloquente daquilo que ele denunciou como os investimentos públicos sem os quais o país fica melhor.
Como o Alqueva, à beira de se transformar, como eu sempre previ, num lago para regadio de campos de golfe e urbanizações turísticas, ou os pendulares do ex-ministro João Cravinho, ou os estádios do Euro, esse "desígnio nacional", como lhe chamou Jorge Sampaio, e tão entusiasticamente defendido pelo então ministro José Sócrates. Os piedosos ou os muito bem intencionados dirão que é lamentável que não se aprenda com os erros do passado. Eu, por mim, confesso que já não consigo acreditar nas boas intenções e nos erros de boa-fé. Foi dito, escrito e gritado, que, dos dez estádios do Euro, não mais de três ou quatro teriam ocupação ou justificação futura.
Não quiseram ouvir, chamaram-nos "velhos do Restelo" em luta contra o "progresso". Agora, os mesmos que levaram avante tal "desígnio nacional", olham para os estádios de Braga, Bessa, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro, transformados em desertos de betão e num encargo camarário insustentável, e propõem-nos um TGV de Faro para Huelva e um inútil aeroporto para servir pior os seus utilizadores, e querem que acreditemos que é tudo a bem da nação?
Não, já não dá para acreditar. O pior que vocês imaginam é mesmo aquilo que vêem. Este país não tem saída. Tudo se faz e se repete impunemente, com cada um a tratar de si e dos seus interesses, a defender o seu lobby ou a sua corporação, o seu direito a 60 dias de férias, a reformar-se aos 50 anos ou a sacar do Estado consultorias de milhares de contos ou empreitadas de milhões. E os idiotas que paguem cada vez mais impostos para sustentar tudo
isto.
Chega, é demais!!!
domingo, setembro 04, 2005
O fogo é a mensagem
As televisões passam e repassam as imagens dos fogos até à exaustão. Se o público dá sinais de cansaço, procuram aumentar a intensidade do drama até à próxima desgraça. Depois do caso Casa Pia, o suposto arrastão, enquanto não vem o terrível fascínio das chamas de Verão. É como alguém que para se fazer ouvir grita cada vez mais alto, até que o ruído torna tudo inaudível.
Tem sido objecto de discussão se devem existir limites à hiperabundância de imagens sobre o fogo nas televisões. Do ponto de vista normativo, a ideia de limites é sempre importante quando se trata do poder. Do ponto de vista conceptual, pode ser afirmado que as televisões exercem um poder, um poder fundado no facto de serem "meios de percepção" da realidade. Como meios de percepção da realidade, devem nortear-se por critérios de responsabilidade. No entanto, a tentação de condicionar estes meios de percepção do real é sempre grande, seja para fins políticos, através da propaganda, seja para fins económicos e comerciais.
Sendo grande a responsabilidade dos meios de percepção da realidade, os critérios que as televisões seguem pouco têm a ver com a responsabilidade. Em primeiro lugar, têm a ver com a sua demasiada dependência das técnicas, em particular das técnicas de captação e manipulação das imagens. A televisão é o universo das imagens técnicas, da tecnoimagem, caracterizando-se por manter uma corrente inflacionária de imagens, como se elas fossem a realidade a correr à nossa frente. As televisões vivem da opulência imagética e as tecnologias garantem essa abundância. Mas o público não precisa de tantas imagens, estas é que precisam de público. Nós somos espectadores das imagens que os aparelhos sofisticados nos fornecem. E por detrás desses dispositivos já não estão apenas os homens, mas a programação dos aparelhos. As imagens que as tecnologias nos fornecem são autónomas das nossas necessidades e até, em parte, do nosso controlo. Em grande medida, já nem é possível apagar as imagens. Elas estão nos autocarros, metros, aviões, aeroportos, ruas, locais públicos, por toda a parte.
A televisão serve a televisão, não serve o bem público.Por isso, as televisões passam e repassam as imagens dos fogos até à exaustão. Se o público dá sinais de cansaço, procuram aumentar a intensidade do drama até à próxima desgraça. Depois do caso Casa Pia, o suposto arrastão, enquanto não vem o terrível fascínio das chamas de Verão. É como alguém que para se fazer ouvir grita cada vez mais alto, até que o ruído torna tudo inaudível. É difícil às televisões escaparem a este destino. Estes meios de percepção da realidade condicionam o público, embora este condicionalismo não seja idêntico para todas as pessoas. Há um poder de sugestão que é sempre posto em marcha pelas televisões. Desde finais do século XIX que a imprensa é analisada no âmbito das novas formas de sugestão.
O fenómeno da sugestão é fulcral nos processos da psicologia colectiva. A televisão deixa a sua marca de sugestão no público. Qualquer público pode ser trabalhado por impulsos estranhos, actos excessivos, reacções psíquicas misteriosas.As tecnoimagens não reflectem a realidade, refractam a realidade, quando não a tornam opaca. Desde logo porque nenhuma imagem é a realidade, e depois porque estas podem ocultar as questões principais. Porque é que cada ano há mais fogos? Como é que chegámos a uma situação em que o Estado não consegue impedir que o país arda desta forma? Será hoje Portugal uma comunidade coesa, temos nós algum projecto nacional, capaz de preservar o património biológico, ambiental, histórico, temos nós algum projecto que seja algo mais do que sermos tão consumidores como os cidadãos dos países mais ricos? Em segundo lugar, os critérios das televisões estão subjugados ao mercado, via publicidade. As televisões são não só um negócio, como um poderoso instrumento do mundo comercial e da expansão desse mundo. Quando emitem ao longo da noite e ao fim-de-semana, não o esqueçamos, estão a espalhar o mundo comercial a qualquer hora e dia; o mundo comercial está a penetrar nas nossas casas e na nossa consciência.
O mundo comercial, através das televisões, não nos dá descanso. As televisões estão, portanto, entre os dois ídolos do nosso tempo: a tecnologia e o mercado. Quem ousa questionar o desenvolvimento da tecnologia? Quem tem dúvidas se tal ou tal tecnologias têm consequências nocivas para a comunicação? Se têm consequências nocivas para o ambiente ou para a nossa noção de dignidade humana? A nossa vida é alterada pela tecnologia, o jornalismo é alterado pela tecnologia, e a nós só nos cabe celebrá-la, adaptarmo-nos a ela. A tecnologia aparece como se fosse neutral, dizem-nos que depende de ser bem ou mal usada. Ora, esta é uma noção errada. Até porque hoje a tecnologia e o mercado são interdependentes. Avançam só as tecnologias valorizadas pelo potencial de mercado, com base em expectativas com fundamento ou sem fundamento; ao mesmo tempo o mercado necessita de novas tecnologias para implementar o consumo.
O mercado, hoje, é global e encontra-se desregulado, segundo a doutrina de que a economia de mercado se basta a si própria. Tecnologia e mercado não estão ao serviço das necessidades humanas, as nossas necessidades são ditadas ou muito condicionadas pela tecnologia e pelo mercado. A dificuldade está em limitar poderes que têm estado fora do controlo, fora de um quadro de regulação ético efectivo. O panorama dos media é o de uma informação transformada profundamente pela revolução tecnológica e comercial.
A comunicação social arrisca-se a sair fora da esfera da cultura e do próprio âmbito comunicativo, ao desvincular-se de qualquer valor ético e politicamente relevante. Não é fundamental a concertação entre os três canais. É bom que a RTP avance com esta proposta, mas o essencial é começar a dar o exemplo de contenção, evidentemente com maior imperativo moral no domínio do serviço público. Caso contrário, passa a imperar o esquema imoral de que só seremos éticos se os outros forem. Todavia, é evidente que um acordo entre todos os canais nesta matéria seria uma óptima iniciativa. Tanto mais que os grandes problemas do país, como é o caso, só se enfrentam com posições que pressupõem um projecto de coesão nacional, de desígnio nacional.
José Luís Garcia - Investigador no Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa
in Público 03/09/2005
sexta-feira, agosto 26, 2005
Mais um belo dia de Verão na Baviera
quinta-feira, agosto 18, 2005
terça-feira, agosto 16, 2005
Férias
Aceitamos convidados...
AS
sexta-feira, agosto 12, 2005
terça-feira, julho 26, 2005
Próxima paragem: Londres
Amanha vou para Londres! Pela primeira vez vou a uma Capital Europeia, logo sozinho, e estou contente com a ideia. Uma viagem a um Congresso Internacional de Ciência, com estudantes de todo o Mundo de várias áreas académicas! Espero conseguir escrever no blog para poder partilhar as sensações de visitar Londres! Estou entusiasmado!See you soon!
AS
quarta-feira, julho 20, 2005
Projecto Ulysses
Tinha já há algum tempo marcado para estas férias a grande jornada que é ler o "Ulisses" de James Joyce, aquela que muitos consideram a obra cimeira de toda a literatura moderna universal. É um senhor livro com as suas 848 páginas e quase um quilo de peso, físico esse que se complementa com um conteúdo, dizem alguns, igualmente pesado. Como não quero ler apenas as primeiras 100 páginas, e remeter o livro para a terceira prateleira da minha estante; como julgo que outros existem, que vivem este dilema de o quererem ler, mas com o medo de lhes faltar a coragem e a paciência de o aguentar até ao fim (neste caso ao fim do único dia ficcionado); julgo que devemos seguir o lema de a "união fazer a força" e copiar a técnica de leitura partilhada.sábado, julho 16, 2005
John Mayer
segunda-feira, julho 11, 2005
Vê se podeis comungar...
sábado, julho 09, 2005
quinta-feira, julho 07, 2005
Londres
segunda-feira, julho 04, 2005
Filme à Segunda
"Dez de Junho, praia de Carcavelos. Muitos jovens juntam-se ao sol. Há tensão e insultos. Depois chegará a polícia. Às 20h, as televisões apresentam ao país “o arrastão", um crime massivo, centenas de assaltantes negros, em pleno Dia de Portugal. O noticiário torna-se narrativa apaixonada de um país de insegurança e “gangs", terror e vigilância. A maré engole o desmentido policial da primeira versão dos incidentes e vários testemunhos sobre uma inventona. “Era uma vez um arrastão” passa em revista um crime que nunca existiu, a atitude dos media perante uma história explosiva e as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa. Antes que esta nova crise de pânico passe ao arquivo morto, é necessário inscrevê-la na história da manipulação de massas em Portugal."
sábado, julho 02, 2005
sexta-feira, julho 01, 2005
Música à Sexta

Para quem gosta dos sons minimalistas do piano de Wim Mertens ou Michael Nyman recomendo que ouçam o teclar do maestro italiano Ludovico Einaudi, que recentemente, e pela primeira vez, esteve em Portugal a promover o seu novo disco "Una Mattina". Ainda durante este ano voltará para concertos, entretanto, é a sua música que acompanha o último anúncio comercial da BMW. É só um piano, duas mãos e dez dedos...
quinta-feira, junho 30, 2005
Portugal II

Passo a contar um breve episódio que vivi há uns dias! Um professor meu com o qual tenho alguma confiança e muito respeito, tinha na lapela do casaco o escudo de Portugal. Após vários meses de aulas com o mesmo era a primeira vez que reparava no pormenor e sendo eu antigo aluno do Colégio Militar, partilho o hábito de austentar um símbolo ao peito, no meu caso a barretina, senti curiosidade e questionei o professor sobre o significado do símbolo. O professor orgulhosamente partilhou que se tinha proposto a um novo objectivo, procurar elevar a auto-estima dos portugueses. Argumentou que os símbolos e o seu uso são algo associdado sempre ao orgulho de pertencer ou ser e que por isso decidiu seguir a cultura do símbolo relativamente a Portugal, procurando diariamente levantar a auto-estima dos portugueses. Disse-o como que anunciando que ele não desiste, que ele acredita! Falou-me inclusivé em procurar uma estrutura ou criar uma que tivesse esse espírito, mas para já limitava-se diariamente a levar consigo um dos valores em que acredita e vive! Fiquei sensibilizado com a ideia e à minha maneira procurarei levantar essa auto-estima, mesmo que apenas sirva para mudar a mentalidade de um português, para já e aqui no mundo da Blogosfera procurarei divulgar os Portugueses que brilham por esse Mundo fora com prémios, com obra feita, ou escreverei apenas sobre aqueles que anonimamente a meu ver são uma mais valia. Não quero com isto dizer que deixarei de fazer as minhas críticas, longe disso, apenas vou fazer aquilo que sempre defendi, valorizar também o positivo e sobretudo o positivo! Tiago e Gonçalo espero que alinhem!
Esperemos que a chama deste objectivo não se apague!
AS
Portugal I
Temos uma democracia recente comparativamente à restante Europa. O nível cultural não é elevado e os números anunciam igualmente que os parametros que reflectem o nível educacional do nosso país ficam longe dos da restante Europa da zona Euro (vamos compararmo-nos à zona Euro, pois é por cima que as comparações se fazem quando queremos ser ambiciosos). Estas diferenças talvez possam explicar muitas atitudes. Adquirimos vários direitos há não muito tempo e dessa forma sempre que se fala em mudanças, surge a sombra de os perder, ou surge a ilusão que os direitos são vitalícios e que nada, nem ninguém os pode retirar qualquer que seja a conjuntura. Por outro lado, como já referi, poucos são aqueles dispostos a colmatar a ausência desses "novos" direitos com a imposição de novos desafios, com a capacidade de encontrar soluções por inicitiva própria e em prol dos outros. Este receio resulta talvez do egoísmo pessoal de cada um de nós, do receio do fracasso, da ausência de espírito empreendedor, do sentimento de que os direitos não implicam deveres. Todas estas variáveis podem ser trabalhadas construíndo e promovendo uma mentalidade diferente que acabe de vez com aqueles que dizem e anunciam como se fossem os heróis do novo milénio que "lá fora é que é", que "este país não tem solução", que "Portugal só para férias". Quero com isto dizer que a solução passa por sabermos valorizar o que temos e acreditarmos em nós própios. A solução passa por dar o exemplo! Aprendi este valor no Colégio Militar e procuro segui-lo todos os dias, nem sempre se consegue. O exemplo naquilo que acreditamos no dia a dia.
Todos ambicionamos melhor qualidade de vida, sucesso pessoal e profissional, viver num país civilizado, que respeite o ambiente, que nos permita usufruir das invenções do último século e das inovações do actual. Se queremos um Portugal com os valores que defendemos, deixemos de nos martirizar, de vitimizar! Passemos a pertencer àqueles que reagem, que se mexem, que procurando o sucesso, dão espaço para conquistar o sucesso de Portugal! Nacionalista, conversa fácil e moralista! Se quiserem encarar assim, é uma opção que por certo vos levará a sentirem-se mais leves, aliás com toda a certeza menos problemas terão de resolver! Não disse que este objectivo é fácil, mas cabe a cada um de nós promovê-lo e ir atrás desse sonho!
quarta-feira, junho 29, 2005
terça-feira, junho 28, 2005
Porque não?...
Venho por meio desta comunicação manifestar meu total apoio ao seu esforço de modernização do nosso país. Como cidadão comum, não tenho muito mais a oferecer além do meu trabalho, mas já que o tema da moda é Reforma Tributária, percebi que posso definitivamente contribuir mais.
Vou explicar:
Na actual legislação, pago na fonte 31% do meu salário (20 para o IRS e 11 para a Segurança Social). Como pode ver, sou um cidadão afortunado. Cada vez que eu, no supermercado, gasto o que o meu patrão me pagou, o Estado, e muito bem, fica com 19% para si (31+19P) Sou obrigado a concordar que é pouco dinheiro para o governo fazer tudo aquilo que promete ao cidadão em tempo de campanha eleitoral. Mas o meu patrão é obrigado a dar ao Estado, e muito bem, mais 23,75% daquilo que me paga para a Segurança Social. E ainda 33% para o Estado (50+23.75+336.75).
Além disso quando compro um carro, uma casa, herdo um quadro, registo os meus negócios ou peço uma certidão, o Estado, e muito bem, fica com quase metade das verbas envolvidas no caso.
Minha sugestão, é invertermos os percentuais. A partir do próximo mês autorizo o Governo a ficar com 100% do meu salário..
Funcionaria assim: Eu fico com 6.75% limpinhos, sem qualquer ónus mas o Governo fica com as contas de:
-Escola,
-Seguro de Saúde,
-Despesas com dentista,
-Remédios,
-Materiais escolares,
-Condomínio,
-Água,
-Luz,
-Telefone,
-Energia,
-Supermercado,
-Gasolina,
-Vestuário,
-Lazer,
-Portagens,
-Cultura,
-Contribuição Autárquica,
-IVA,
-IRS,
-IRC,
-IVVA
-Imposto de Circulação
-Segurança Social,
-Seguro do carro,
-Inspecção Periódica,
-Taxas do Lixo, reciclagem, esgotos e saneamento
-E todas as outras taxas que nos impinge todos os dias.
-Previdência privada e qualquer taxa extra que por ventura seja repentinamente criada por qualquer dos Poderes Executivo, Legislativo E Judiciário.
PS: Podemos até negociar o percentual !!!
segunda-feira, junho 27, 2005
Ridículo

Significado:
1. Cuidado que há aviões por aí!
sexta-feira, junho 24, 2005
quinta-feira, junho 23, 2005
Vamos fechar para obras...

Acho que qualquer Português já compreendeu o estado da (des) organização dos serviços e ministérios que existe actualmente... Não é segredo para ninguém. Qualquer partido que esteja na oposição o diz a alta voz. E culpam sempre os anteriores governos de terem feito um mau trabalho e não terem respondido as promessas eleitorais. De promessas ilusórias e utópicas anda o povo farto. É necessário reestruturar.
Hoje em dia, todos pensam que tudo se faz de um dia para o outro. Políticas novas, planos e estratégias muito elaborados, todos cheios de princípios e valores correctos (pelo menos alguns). A verdade é que estas medidas para terem algum efeito prático levam anos a entrar em vigor. A cultura da mediocridade existente, face à distinção da “qualidade” nos serviços públicos, o aumento dos impostos face à redução da despesa (pergunto-me como é possível continuarem a aumentar o IVA de 19%, que já era uma medida extraordinária, para os 21%... O Reino Unido têm a 17,5%, a Espanha nossa vizinha, a 16%). Será que ainda não compreenderam que esse não é o caminho.. Perguntem a qualquer gestor de uma empresa o que fazer quando a empresa começa a entrar no vermelho?..
Mas o que sofremos hoje, desta desorganização total dos serviços, das contas públicas, não é apenas culpa deste governo. Nem do anterior. É culpa da falta de medidas estruturantes ao longo destes últimos 10, 20 anos de governação (e não vou mais longe no tempo). Se olharmos para outros países que estão numa boa situação económica, financeira e organizacional, percebemos se olharmos um pouco para trás que é em grande parte "culpa" dos governantes que tiveram nestes últimos. O caso da Inglaterra com Margaret Thatcher, as medidas fulcrais tomadas à vinte anos como alavanca para o sucesso de hoje em dia em certos países nórdicos, ou a aposta forte dos países do leste na educação.. Exemplos, há muitos.
Eu defendo que é necessário uma mudança como todos os Portugueses defendem. E essa mudança não poderá ser apenas uma mudança cosmética ou demagógica. É preciso realmente mudar, e implementar essas medidas. Precisamos de alguém com pulso e garra para levar este País onde todos desejamos. Precisamos de um lider. Faz também a tua parte. Sê lider, acredita em ti e acredita num Portugal melhor...Apenas não sei se chegarei a ver essa mudança tão cedo e "a tempo" porque para o caminho para onde estamos a ir só existe uma solução, fechar para obras...























10 concerts, 100 artists, a million spectators, 2 billion viewers, and 1 message... To get those 8 men, in that 1 room, to stop 30,000 children dying every single day of extreme poverty. 

