
Quarta-feira. O país mergulhado em fait-divers natalícios, atento a vinganças passionais, best-sellers literários e à morte de ditadores no mundo, recebe mais uma notícia (estudo) a bradar o agravamento da saúde do planeta e o fim previsível do nosso estilo de vida. A meio do jantar, o degelo acelerado do Árctico, a extinção de espécies como o urso polar e o desaparecimento do pólo norte enquanto ponto no gelo num prazo alucinante de 30 anos (2040), pouco releva face à importância da corrupção inata dos homens, dos sorteios da UEFA ou da remodelação do Estado. O que interessa se, longe, a Gronelândia ou a Antártida se rachem ao meio, e nos levem para uma situação onde praticamente é impossível recuperar o equilíbrio do clima no planeta?
Quinta-feira. Procuramos acompanhar a história que nos interessa. O dirigente desportivo afinal não se demite e os impostos talvez diminuam, quando o gelo se tiver derretido substancialmente. No fim do jornal, sabe-se que da Conferência Internacional sobre a Mudança Climática, reunida em Bremen, se conclui que, entre 2004 e 2005, a superfície de gelo da região diminuiu 14%, 730.000 quilómetros quadrados, mais do que o dobro do território da Alemanha. (notícia)
Sexta-feira. O transgénero de Sebastião surge na pessoa de Maria José Morgado, que salvará o futebol da maldade dos homens. A revista Science, prossegue com o debate ensurdecedor da semana e monopolizador de conversas de café e autocarro, publicando nesse dia mais um estudo, onde grita que o aquecimento climático poderá provocar uma subida do nível do mar mais rápida do que o previsto durante este século, podendo atingir 1,40 metros até 2100, ou seja, o dobro da estimativa estabelecida até agora. Não só se aumentarão os riscos de inundações de regiões baixas e a ameaça de tempestades violentas (notícia - estudo).
Sábado. Paul Crutzen, prémio Nobel da Química, volta com a ideia controversa de lançar na atmosfera enxofre, o mesmo poluidor responsável pelas chuvas ácidas e pela contaminação de flora e fauna, como o propósito de travar o efeito de estufa através do seu poder reflector das radiações solares. Há décadas que o mundo luta contra a poluição causada por essa substância, sendo que esse lançamento industrial, para muitos, resultaria no aumento de inundações, desertificação, ondas de calor e o aumento do nível das águas do mar. Se não fosse da doença sofríamos com a cura (notícia).
Agora, o país continua mergulhado nas histórias e notícias que lhe interessa, preocupado na preparação de uma ceia de natal com espécies de existência já a prazo e consumindo o q.b. para manter um estilo de vida, enquanto não migramos para as regiões secas. Acompanha esta novela?




A alguns direi que espreitem o site dos 
Vencedor do concurso de criação do logótipo comemorativo do 50.º aniversário da UE. Participaram 1701 participanetes de toda a Europa!

















A razão porque as costas doem ao final do dia!

