20h00 – 1 de Março 2007
Os três canais principais em directo do CCB…
Alguém se autoanuncia em directo para o país como o “Salvador”…
Depois afirma-se como líder da oposição…
Subitamente lembra-se que ainda tem de lá chegar…
Todos acreditam que lá chegue, mas quantos acreditam que é o “Salvador”?
É óbvio que sabem de quem falo! Será o D. Sebastião? Por esse todos esperavam, mas nunca nos salvou! Certamente é ele de quem falo!
Aguardam-se novos episódios!
AS
quinta-feira, março 01, 2007
sábado, fevereiro 24, 2007
O poder irónico de uma frase!
"num país normal [José] Sócrates estaria no olho da rua"
by Alberto João Jardim
by Alberto João Jardim
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Carnaval 2007
Alberto João Jardim este ano optou por não desfilar no Carnaval da Madeira, no entanto quis comemorá-lo à mesma! Numa atitude claramente definidora da sua personalidade, escolheu a véspera de carnaval para apresentar a sua demissão e de imediato apresentar a sua recandidatura!

O Carnaval 2007 na Madeira não teve Alberto João e as suas máscaras, mas teve palhaçada!

O Carnaval 2007 na Madeira não teve Alberto João e as suas máscaras, mas teve palhaçada!
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Waiting On The World To Change
Me and all my friends
We're all misunderstood
They say we stand for nothing and
There's no way we ever could
Now we see everything that's going wrong
With the world and those who lead it
We just feel like we don't have the means
To rise above and beat it
So we keep waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting
Waiting on the world to change
It's hard to beat the system
When we're standing at a distance
So we keep waiting
Waiting on the world to change
Now if we had the power
To bring our neighbors home from war
They would have never missed a Christmas
No more ribbons on their door
And when you trust your television
What you get is what you got
Cause when they own the information, oh
They can bend it all they want
That's why we're waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting
Waiting on the world to change
It's not that we don't care,
We just know that the fight ain't fair
So we keep on waiting
Waiting on the world to change
And we're still waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting waiting on the world to change
One day our generation
Is gonna rule the population
So we keep on waiting
Waiting on the world to change
by John Mayer
We're all misunderstood
They say we stand for nothing and
There's no way we ever could
Now we see everything that's going wrong
With the world and those who lead it
We just feel like we don't have the means
To rise above and beat it
So we keep waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting
Waiting on the world to change
It's hard to beat the system
When we're standing at a distance
So we keep waiting
Waiting on the world to change
Now if we had the power
To bring our neighbors home from war
They would have never missed a Christmas
No more ribbons on their door
And when you trust your television
What you get is what you got
Cause when they own the information, oh
They can bend it all they want
That's why we're waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting
Waiting on the world to change
It's not that we don't care,
We just know that the fight ain't fair
So we keep on waiting
Waiting on the world to change
And we're still waiting
Waiting on the world to change
We keep on waiting waiting on the world to change
One day our generation
Is gonna rule the population
So we keep on waiting
Waiting on the world to change
by John Mayer
terça-feira, janeiro 16, 2007
Grande Entrevista - Ricardo Araújo Pereira
Na passada semana realizou-se mais uma Grande Entrevista na RTP! Se o formato só por si já é excelente - uma grande entrevistadora como a Judite de Sousa, com entrevistados a quem dar uma hora de entrevista é pouco tal o fascínio - fiquei agarrado ao ecrã, quando constatei que a entrevista seria ao Ricardo Araújo Pereira.Erradamente estarão muitos a pensar que na quinta passada estive a ver a Grande Entrevista na RTP. As modas do século XXI permitiram-me “ficar agarrado ao ecrã” apenas hoje, pelo YOU TUBE. Comodidades deste novo milénio, quem escolhe a minha programação, não é o Director do canal, não é o Zapping, é simplesmente o YOU TUBE.
Voltando à origem desta “conversa”!
A Grande Entrevista do Ricardo Araújo Pereira demonstrou um cidadão “tão vulgaríssimo, que se levanta normalmente de manha e faz as coisas que toda a gente faz, compra o jornal, brinca com os filhos”!Um cidadão inteligente, que me prendeu a uma entrevista como há muito não o fazia: simplicidade na comunicação, clareza nas interpretações, originalidade dos exemplos! Abordar o humor sobre uma vertente bíblica, caracterizar a sociedade portuguesa sem preconceitos, assumir que o humorista não tem de ser socialmente correcto e muito menos distribuir as suas críticas de uma forma equilibrada na sociedade, foram temas discutidos, que deixaram a vontade de ficar ali simplesmente numa “Conversa de Canto”.
segunda-feira, janeiro 01, 2007
quinta-feira, dezembro 28, 2006
quarta-feira, dezembro 20, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
2007
2007 - Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades para Todos

Já teorizam que o mundo económico tornou-se plano, basta ler o Mundo é Plano de T. L. Friedman - já agora uma boa prenda de Natal. Na tentativa de um Mundo plano para os povos, 2007 é o "Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades para todos".
domingo, dezembro 17, 2006
Momento "Pessoa"
De tudo na vida, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Da queda um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Fernando Pessoa
sábado, dezembro 16, 2006
Os fait-divers que interessam

Quarta-feira. O país mergulhado em fait-divers natalícios, atento a vinganças passionais, best-sellers literários e à morte de ditadores no mundo, recebe mais uma notícia (estudo) a bradar o agravamento da saúde do planeta e o fim previsível do nosso estilo de vida. A meio do jantar, o degelo acelerado do Árctico, a extinção de espécies como o urso polar e o desaparecimento do pólo norte enquanto ponto no gelo num prazo alucinante de 30 anos (2040), pouco releva face à importância da corrupção inata dos homens, dos sorteios da UEFA ou da remodelação do Estado. O que interessa se, longe, a Gronelândia ou a Antártida se rachem ao meio, e nos levem para uma situação onde praticamente é impossível recuperar o equilíbrio do clima no planeta?
Quinta-feira. Procuramos acompanhar a história que nos interessa. O dirigente desportivo afinal não se demite e os impostos talvez diminuam, quando o gelo se tiver derretido substancialmente. No fim do jornal, sabe-se que da Conferência Internacional sobre a Mudança Climática, reunida em Bremen, se conclui que, entre 2004 e 2005, a superfície de gelo da região diminuiu 14%, 730.000 quilómetros quadrados, mais do que o dobro do território da Alemanha. (notícia)
Sexta-feira. O transgénero de Sebastião surge na pessoa de Maria José Morgado, que salvará o futebol da maldade dos homens. A revista Science, prossegue com o debate ensurdecedor da semana e monopolizador de conversas de café e autocarro, publicando nesse dia mais um estudo, onde grita que o aquecimento climático poderá provocar uma subida do nível do mar mais rápida do que o previsto durante este século, podendo atingir 1,40 metros até 2100, ou seja, o dobro da estimativa estabelecida até agora. Não só se aumentarão os riscos de inundações de regiões baixas e a ameaça de tempestades violentas (notícia - estudo).
Sábado. Paul Crutzen, prémio Nobel da Química, volta com a ideia controversa de lançar na atmosfera enxofre, o mesmo poluidor responsável pelas chuvas ácidas e pela contaminação de flora e fauna, como o propósito de travar o efeito de estufa através do seu poder reflector das radiações solares. Há décadas que o mundo luta contra a poluição causada por essa substância, sendo que esse lançamento industrial, para muitos, resultaria no aumento de inundações, desertificação, ondas de calor e o aumento do nível das águas do mar. Se não fosse da doença sofríamos com a cura (notícia).
Agora, o país continua mergulhado nas histórias e notícias que lhe interessa, preocupado na preparação de uma ceia de natal com espécies de existência já a prazo e consumindo o q.b. para manter um estilo de vida, enquanto não migramos para as regiões secas. Acompanha esta novela?
domingo, dezembro 10, 2006
The Gift - um "presente" fácil de entender

The Gift, 12 breves anos de história, de um grupo que continua a surpreender!
O espectáculo "Fácil de entender", que os Gift fecham hoje no CCB (depois de um concerto magnífico ontem na mesma sala) merece ser visto. Findo o espectáculo, a vontade que ficou foi de voltar hoje, para repetir a partilha de sensações... No fundo apetecia ter sempre um sítio assim por perto, para de vez em quando ir relembrar aqueles "sons"!
Um espectáculo com duas partes! Primeiro, numa atmosfera de intimidade, tranquilidade, onde impera um ritmo calmo, os GIFT apresentam os seus convidados, invadem-nos com os seus jogos de som, põem o auditório a cantar "Fácil de entender". Durante toda a primeira parte o lugar da plateia foi sentado, a desfrutar de uma sonoridade, com uma identidade própria.
O intervalo chegou, anormal num concerto deste género, mas claramente justificado, mudança de palco, mudança de ambiente, mudança de ritmo, claramente a mesma partilha! Uma plateia sentada e um ambiente calmo é invadida por uma onda de Dança, conforme ordenavam os ecrãs, num constante "Dança/Dance"! A energia calma que pairava de início, transforma-se num turbilhão de sentimentos, de ideias em agitação, mas uma agitação ordenada...
Os The Gift sabem estar em palco, sabem cativar o público, sabem posicionar-se como quem quer partilhar, não apenas dar. Pedem e dão, num vaivém com o público e sobretudo sabem comunicar, tornam uma música claramente trabalhada, em muito fácil de entender para todos. Um grupo que deixa bem claro para quem os vê, que podíamos ser nós, o público, a estar no palco e eles, Gift, a estar na audiência! Quanto à Sónia Tavares, um furacão em palco, com os seus ventos calmos ou ventos arrasadores, construindo sempre uma empatia como poucos artistas se podem orgulhar!
Valeu a pena, porque foi FÁCIL de ENTENDER!
AS
quinta-feira, novembro 30, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
E assim se brinca aos políticos!!!
Carmona aprova obra 'proibida' pelo Governo
...Este poderá ser o primeiro de muitos episódios de uma guerra institucional entre Governo e autarquias no que se refere ao traçado do TGV. A Câmara de Lisboa não quis esperar mais e aprovou um loteamento sem atender ao pedido do Governo. Recorde-se que a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, pediu na Assembleia da República "solidariedade institucional" ao município para que não aprovasse o loteamento em causa, alegando que a Rave - Rede de Alta Velocidade tem em estudo dois traçados de amarração da linha de alta velocidade à terceira travessia, con- soante os dois locais possíveis para a futura estação do TGV: Gare do Oriente (terminal de autocarros) ou Parque da Bela Vista (sul). Ana Paula Vitorino disse ainda que a decisão final iria ser tomada até Março de 2007. Fonte do seu gabinete garante que a deliberação da CML "vai onerar o processo da nova ponte"...
in "Diário de Notícias"
...Este poderá ser o primeiro de muitos episódios de uma guerra institucional entre Governo e autarquias no que se refere ao traçado do TGV. A Câmara de Lisboa não quis esperar mais e aprovou um loteamento sem atender ao pedido do Governo. Recorde-se que a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, pediu na Assembleia da República "solidariedade institucional" ao município para que não aprovasse o loteamento em causa, alegando que a Rave - Rede de Alta Velocidade tem em estudo dois traçados de amarração da linha de alta velocidade à terceira travessia, con- soante os dois locais possíveis para a futura estação do TGV: Gare do Oriente (terminal de autocarros) ou Parque da Bela Vista (sul). Ana Paula Vitorino disse ainda que a decisão final iria ser tomada até Março de 2007. Fonte do seu gabinete garante que a deliberação da CML "vai onerar o processo da nova ponte"...
in "Diário de Notícias"
domingo, novembro 19, 2006
Um prémio merecido a um “amigo” de fim de semana!
O EXPRESSO acaba de ser distinguido como o semanário europeu com melhor grafismo na 8.ª edição dos European Newspaper Award, em detrimento do favorito inglês "The Observer". O júri que esteve reunido em Dusseldorf, Alemanha, durante os dias 3 e 4 de Novembro é composto por algumas das principais personalidades ligadas ao design da imprensa europeia, entre eles o director de arte do diário belga "De Morgen", Martin Huisman, e o designer e consultor alemão Norbert Kupper.in "Expresso"
segunda-feira, novembro 13, 2006
Oioai e uma fotografia original
...a outros, peço que olhem com atenção para estas fotografias! Vejam para lá das pessoas, concentrem-se nas cadeiras, na janela ao fundo, naqueles armários tão característicos... Já chegaram lá? Parece-me que é ali para os lados da Luz...
Já agora os "AMO-TE MAIS" que andam espalhados pela cidade de Lisboa tem origem nos Oioai!
Você Controla a Mudança do Clima
domingo, outubro 29, 2006
Together!
Vencedor do concurso de criação do logótipo comemorativo do 50.º aniversário da UE. Participaram 1701 participanetes de toda a Europa!Não entrando na parte gráfica, gosto da mensagem e após a experiência de Londres, ainda mais acredito no seu sentido!
terça-feira, outubro 24, 2006
quarta-feira, outubro 11, 2006
Portugal
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores. Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual se pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros lugares).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a
construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas-mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os
bons serem também seguidos?
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso
In Revista Exportar
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores. Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual se pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros lugares).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a
construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas-mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os
bons serem também seguidos?
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso
In Revista Exportar
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