sábado, agosto 05, 2006

West Wittering - mar, areia e o sol a dizer adeus às 16h



Mar à vista!


Estranho para alguns, para outros nem tanto! Algo comum a quase todos os Europeus que vem do Sul da Europa, é a necessidade de ir “ao mar”! Londres é uma cidade que apesar da grandeza do Tamisa, dos jardins, para alguém que esteja habituado a conviver com a praia, com a água, com o mar durante o Verão, a ausência destes pequenos nada sente-se. É normal, por isso, que quase todos os fins-de-semana, um grupo da School of Pharmacy vá em direcção ao sul, passar um dia na praia. Já vos tinha mostrado imagens de Eastbourne, agora deixo imagens de uma praia de areia! Diferente, mas chegou para jogar raquetes de praia, dormir ao sol e tomar banho. Outra estranha realidade é que grande parte dos Londrinos desconhecem estas praias e cada vez que referimos que tomámos banho, ficam incrédulos! Para já quer Eastbourne quer West Wittering surpreenderam pela positiva!

domingo, julho 30, 2006

Erasmus em Despedida



Fotos de uma das festas!

Já só falta um mês!


Já só falta um mês! Não foram poucas as vezes em Londres que pensei sobre o estar em ERASMUS, se vale a pena, porque os que experimentam adoram e outros têm receio de o experimentar…ERASMUS tem sido uma experiência excepcional, pela independência no trabalho na School, pela liberdade que nos dão no laboratório, com a exigência de termos de apresentar resultados. As condições de trabalho são boas, o nível de responsabilidade que nos dão sabe bem! Existe ainda Londres, uma cidade de contrastes, onde tudo é permitido, onde durante muito tempo permanece a sensação de tudo ser novo, onde há sempre algo a descobrir. Tem hábitos de vida completamente diferentes dos nossos, horários estranhos aos olhos de um português, rotinas que se impõe sem darmos conta. Depois o ERASMUS dos Erasmus! Um grupo de pessoas, que na SOP mistura-se com os PhD. Todos procuram o mesmo, uma experiência diferente, com novas pessoas de todo o Mundo, sempre marcado por um constante conhecer, partilhar e despedir. Essa é talvez a pior parte, as despedidas que se arrastam durante todo o ERASMUS, mas acabam também por ser as festas onde se recebem os novos, onde todos se conhecem! Há sempre alguém a partir, alguém a chegar…

quinta-feira, julho 27, 2006

Obrigado pela visita!


Há duas semanas tive a visita dos meus pais e da minha irmã! Soube bem rever a família. Agora espero que os amigos comecem a aparecer!

quarta-feira, julho 19, 2006

Lebanon: A cry for help

Recebi um e-mail de uma amiga, a Tana da Nova Zelandia (para quem a conhece esta em Londres a tirar o Phd), com este conteudo. Ela conhece quem escreveu o e-mail e realmente parece que de repente o que se passa no Libano ficou mais proximo. De qualquer forma nao consigo acompanhar devidamente tudo o que se passa, leio os jornais na internet, mas sem televisao fica dificil criar uma opniao ou tentar compreender o que se passa, se e possivel compreender.

Aqui fica o e-mail!


On behalf of a Lebanese Citizen:

Dear friends,

I am writing to you as a helpless human being praying in a country slowly being erased from the surface of life for my salvation, that of my fellow Lebanese brothers and that of my country.

A brief summary from the perspective of a citizen: half of Lebanon is isolated with more than 40 main bridges destroyed, my family in the south has no food to eat, no meat, no bread and the vegetables are very highly priced because of the danger to bring them in, missiles are fired every day and night on many villages in the south. Beirut is harshly being bombarded, a lot of bridges were pulverized even in the capital, the airport is devastatingly damaged as well as all the roads linking Lebanon to the neighbouring country Syria. Today all the sea ports were bombarded and we are imprisoned while many Lebanese are compelled to stay outside Lebanon and many non-Lebanese from all nationalities are compelled to remain in. No food, gas, fuel, or post can reach us. Villages all over the Bekaa and the north are also bombarded and this all has happened in only 3 days!!!

The situation is escalating around the clock! We are now under the threat of chemical intoxication since many fuel storage tanks all over the coastline are being targeted. There is much worst! Kafarshooba and Hetta, two villages in the south are being shelled with prohibited chemical weapons and toxic substances. Villagers who are seeking refuge in occasional shelters, completely isolated with no minimum fundamental supplies, are asked now to inhale through wet textiles, sniff onions and to grind charcoal then put it in wet tissues to protect themselves from intoxication!

Hundreds of civilians were cold-bloodedly targeted and killed on purpose in such a way never seen or imagined before! The most appalling and shocking massacre was when a bus carrying about 25 villagers from Marwaheen was hit by a rocket. They were fleeing their village following an Israeli threat and the UNIFL refused to shelter them! No one of them remained alive! The region of Dahieh (Beirut southern suburb) was completely devastated like Hiroshima… Its inhabitants, or those who are still alive, are fleeing to other regions where public and private schools establishments opened their door to give them refuge…

In light of the foregoing, I feel that words are useless or have lost their meaning….

I am not sure what I am asking for exactly...I don't know if you are aware that the UN meeting on Thursday did not lead to a decision to a cease-fire, which I perceive as contradictory with the very definition of the UN.

All I want is my rights as a human being. What I am asking for is that no matter what the problem is, it should be solved outside the scope of a war.

Is there anything our community of young people can do? Would the governments of the world listen to the voices of the next generation? I really don't know what I am asking for, but I know I am asking for help.

Thank you for reading this, it would already mean a lot to me.


LeMSIC, with the help of some IFMSA Officials (thank you Layal, Claire and Vlad), has prepared a petition, to be sent to the UN, UN Security Council, EU, and other NGOs, institutions and councils working in the field of Human Rights and Peace.

To access and sign the petition, please click on http://www.petitiononline.com/Jul06Leb/petition.html

Let's make a stand for humanity, let's make a stand against war, let's make a stand against crimes..
Please forward to all your members, friends, and families..

God Bless Lebanon
L.

Lara M.N. El-Zahabi, MD President - LeMSICLebanese Medical Students' International Committee Vice-President - IFMSA
International Federation of Medical Students' Associations

Portugal 'tem de perder a vergonha' de ser genuíno


Tradição, hospitalidade, diversidade ambiental e pequena dimensão geográfica são algumas das vantagens competitivas de que Portugal dispõe na área turística e que tem de aprender a explorar devidamente. Quem o diz é Edson Athayde, especialista em marketing e publicidade, que considera que o País precisa de criar uma imagem consistente no mundo e, sobretudo, de dizer ao turista aquilo que ele quer ouvir. Coube a Edson Athayde fazer uma análise das campanhas promocionais do turismo português na 3.ª Conferência Internacional em Hotelaria e Turismo, subordinada ao tema "Promoção e Branding dos Destinos Turísticos". Considerando que "a imagem de um país já tem de existir antes de ser criada", este responsável defendeu que Portugal precisa de aprender a comunicar "o que tem de diferenciador e que atrai os turistas", deixando de ter vergonha de se assumir como "um país pequeno, hospitaleiro, com boas praias e que preserva as tradições". A questão, sublinha Edson Athayde, é que ainda está "meio confuso" o que Portugal quer transmitir com as suas campanhas de turismo. "Se o turista gosta de viajar, ficar numa praia agradável onde vê uns pescadores pela manhã e está disposto a gastar alguns milhares de dólares para o fazer, porque não? Não é isso que vai transformar Portugal num país de pescadores", defende. E acrescenta: "É verdade que incomoda as classes mais cultas, que têm dificuldades em conviver com essas caricaturas, mas é isso que vende um destino turístico. As pessoas que viajam para a Jamaica não querem saber se o país cresceu ou não economicamente. Vão atrás de praia, e é um dos destinos que mais crescem no mundo."Para Edson, o turismo é, em si, um tema suficientemente abrangente para ser tratado em exclusivo. "O país enquanto atractivo de investimento, pólo industrial, símbolo de modernidade, tecnologia, etc., é uma questão que um dia será realidade, mas, até lá, o turismo não precisa de ficar à espera", defende. A Espanha, adianta, resolveu muito bem essa questão, na década de 90, construindo a marca da paixão. "E não se preocupou em potenciar um preconceito, um estereótipo, que o resto do planeta tinha em relação à sua história, cultura e presença, tal como a Grécia não se incomoda em se publicitar enquanto destino de ilhas muito interessantes e divertidas, com casinhas brancas e telhados azuis", acrescenta. Portugal deveria recorrer ao clima, hospitalidade, diversidade ambiental e mesmo dimensão geográfica, que permite conhecer muitas coisas em pouco tempo, diz. "Mas isso é tudo o que tem vergonha de dizer. Que é pequeno, que é bom para ir à praia... E por isso diz de forma envergonhada ou por meias palavras, e não tira o devido proveito". Porque, "enquanto fica a meio caminho tentando inventar alguma coisa, ou se reinventar, o tempo vai passando e outros países e destinos vão encontrando a sua lógica".
in Diario de Noticias
PS - numa altura em que muitas vezes sou confrontado com a opiniao dos estrangeiros sobre Portugal, concordo que cada vez mais e necessario projectar Portugal. Estas pequenas coisas que muitas vezes sao vistas como pontos negativos, como causa de vergonha para alguns, sao na verdade a razao pq os estrangeiros gostam de Portugal, a razao pq nos visitam e admiram. Ja para nao falar que sao a razao porque os Portugueses no estrangeiro nunca se esquecem de casa! Ainda esta semana uma grega e uma espanhola (que viveram em Portugal em ERASMUS e trabalho) diziam-me que nos respeitamos a tradicao e um dos exemplos foi comico: "todos os paises tem nas esquinas hamburgueres a venda, voces continuam com as bifanas!" Tirando esta frase de pormenor, foi engracado tambem ver Portugal descrito como um pais tolerante, que consegue representar diferentes culturas sem entrar em choque. Por curiosidade a grega quer voltar a Portugal para viver, quando acabar o Mestrado. Para a Espanhola e indiferente Portugal ou Espanha, sente se em casa e bem tratada em ambos.
Esta sem pontuacao pq estou num PC ingles!

quinta-feira, julho 13, 2006

Rise: London United

Numa cidade que representa o Mundo, é claramente importante o cultivo da multiculturalidade e da tolerância entre povos, no seio da própria cidade. No fim-de-semana passado fui a um festival num dos parques da cidade. Um ambiente diferente, diverso, com todo o tipo de gente, a incentivar ao convívio. Parece que é um festival que já se tornou hábito "Rise: London United"!Só pecou pelas mensagens políticas que alguns artistas levaram ao palco, completamente descontextualizadas da razão do festival!
A companhia...
... com música de fundo!

Um português em Londres de estômago vazio a sonhar...


Dentro de uma hora vou jantar! Aqui na residencial os jantares são servidos entre as 17h30 e as 19h30, mais ou menos quando comem as galinhas em Portugal. Hábitos ingleses que passados uns dias ficam a ser hábitos dos residentes do International Hall. De qualquer forma, fazendo tradição ao facto de ser do sul da Europa, do cantinho chamado Portugal, faço questão de ir o mais perto possível das 19h30, sempre tendo em conta que não quero ficar com os restos… Perguntam vocês, mas onde quer chegar ele com esta conversa? Bem, só quero partilhar com vocês, algo que já todos sabem, mas faz bem lembrar! A cozinha portuguesa é excelente e até o nosso “estar à mesa” faz-me saudades.
Passando então ás ementas, todos os dias há chicken, aposto que daqui a pouco desço e lá está a chicken. Umas vezes com arroz, outras com massa, às vezes frita e recheada de óleo, outras vezes, quando se lembram, dão com arroz (não estou senil, estejam descansados, repeti duas vezes). Depois, também aposto, o segundo prato é assim um prato vegetariano, que sabe tudo ao mesmo. E agora está tudo a pensar – ok, é o 3º que varia - o 3º poderá ser então a surpresa do dia, mas é a surpresa que raramente toco. Digamos que peixe seco com óleo, ou spaghetti à bolonhesa, em que a carne parece sopa, o famoso fish and chips, ou raramente um belo naco de carne são o 3º prato. A questão, é que o 3º raramente é comestível com os olhos, quanto mais com a boca! Garanto que o pormenor do peixe seco com óleo é divinal, uma francesa no outro dia não conhecia a fama e quando provou, nem imaginam, não tocou mais no prato. A conclusão poderia ser: não sabem cozinhar! Mas realmente não é verdade, o pessoal que vem de outras residências passar o Verão no IH, diz que a comida é melhor aqui. E até acredito, a questão é a ementa, a questão é que realmente o meu estômago não se esquece de Portugal…
Enfim, ontem quando comi procurei imaginar que estava a comer robalo grelhado, batata e couves, assim uma coisa simples. Esqueci-me de um pormenor – com uma pitada de azeite. Não deu resultado! À noite quando fui ver o jogo do SLB a um restaurante tuga, tasca, os portugueses que iam comigo (já batidos nestas andanças e conscientes que uma vez num sítio destes simplesmente não se consegue deixar de comer), pediram o seu bitoque. Quando vi aquele prato tão simples, tão rotineiro em Portugal, com aquele aspecto, não resisti, ainda tentei pedir Polvo à Lagareiro, face à infelicidade do não, tive de pedir o belo do bitoque. Jantei duas vezes, mas simplesmente não podia perder a oportunidade de efectivamente “comer” em Londres. Digamos que o primeiro foi apenas a entrada!
Bem, mas não faço só críticas, gosto dos almoços! Uma sandes daquelas bem compostas, com um sumo de laranja, com fruta, comido num jardim inglês, seguido de uma conversa, sabe muito bem a meio do dia!
De qualquer forma, daqui a uma hora vou jantar e não me sai da cabeça peixe grelhado, polvo, couves, broa, migas…
Bem, chega de lamúrias, se não me despacho chego lá abaixo e é só restos!
Mãe fica a ementa para quando chegar, pode ser? Um belo de um bacalhau grelhado desfiado, com migas à norte, batata à murro, assim uns grelos salteados, um bom vinho tinto, talvez a última garrafa de Herdade Grande que anda no Juncal. Já agora uma salada daquelas de verão, com tomate, salada, pepino, pimento grelhado, com oregões, vinagre e azeite! Para sobremesa, assim bolo de maça e pêra bêbada! Esqueci-me das entradas, sei que não tem nada a ver com o prato principal, mas talvez morcela! Já agora a vossa companhia!Vou ficar a sonhar até lá!

terça-feira, julho 11, 2006

Londres à noite - Cores e Luz

Num final de dia, princípio de noite a fazer lembrar Portugal, deixo duas fotos de Londres à noite!

Uma cidade que veste cores magníficas à noite... fazendo questão de olhar-se ao espelho todos os dias no Tamisa!

segunda-feira, julho 10, 2006

Forza Azzurri!

Fui ver o jogo a casa de italianos! A festa foi brutal! Londres virou italiana e posso-vos garantir que eles sabem festejar!
A emoção...


...a festa...

...Londres Italiana...

...a Ibérica (portugueses e espanhóis) a apoiar a Itália!

domingo, julho 09, 2006

Erasmus em Despedida

O blog anda uns dias atrasado face à minha realidade diária! Mas não posso deixar passar ao lado a partida para Portugal da Inês e da Ana, as Londrinas que me deram a conhecer a School, a cidade e os ERASMUS!
A despedida foi no final de Junho! Provavelmente não devem ter dito a ninguém aí em Portugal, mas garanto-vos que a última coisa que elas queriam fazer era voltar! A festa foi em casa da Mariangela! Passo a enumerar a rapaziada aqui na foto: Ana, Leonor, Lea, Mariangela, Salvatore, eu (em baixo); Mafalda, Diana, Sammo, Inês (em cima). Um mistura de português, italiano, holandês e esloveno!


Curiosidade Londrina: Na foto em baixo, o belo do vinho português, engarrado especialmente para a Sainsbury's (tipo Modelo cá do sítio). As portuguesas deram cabo da garrafa!


quarta-feira, julho 05, 2006

Uma viagem para repetir!

Nem todos vão entender esta mensagem, mas é esse o objectivo! Lembram-se uma viagem pela costa alentejana... eram bem mais!

Para finalizar, por hoje, deixo uma imagem da praia! Diferente, mas excelente!

Eastbourne - No meio do nada...

Ao longo destas falésias encontram-se vários bancos tipicamente ingleses! Uma forma útil e original de homenagear pessoas falecidas, ou simplesmente de marcar um local que é especial. Exemplos: por ali ter feito boas pescarias; porque era naquele local que um casal inglês desfrutava a paisagem; porque simplesmente querem lembrar alguém da terra!

Breves - Eastbourne


A Paisagem deslumbrante! Mar, campo, gado, casas...


Breves - Fim de semana 24, 25 de Junho

A disponibilidade que tenho para escrever para o blog tem sido inferior ao que desejava inicialmente, por isso um dos melhores fins de semana que tive no Reino Unido ainda não teve o seu “canto” no blog! Para já deixo algumas fotos da visita a Eastbourne, ao campo inglês! Depois de passear no meio de pastagens e falésias sempre com o Atlântico como fundo, matei saudades do mar com um belo mergulho numa praia inglesa! Aqui ficam algumas fotos de um fim de semana excelente, em paisagens que só tinha imaginado, nunca vivido!
Para já a companhia da viagem! Mesmo no Centro de Eastbourne, no Pier Victoriano!

segunda-feira, julho 03, 2006

World Cup em Londres



Londres está invadida pelo World Cup! Numa cidade que representa o mundo, as cores são muitas, mas é óbvio que o branco e vermelho está em maioria...
Poderão pensar que é uma perda de tempo estar a escrever sobre este tema, mas digamos que o blog também serve para “gritar”, sobretudo quando quando a paciência começa a esgotar.
O futebol português, apesar da final do Euro 2004, apesar do que tem feito nos últimos anos nos vários europeus, da Liga dos Campeões e da Taça UEFA do Porto, da final do Sporting, da boa campanha do SLB na última época, continua a não ser reconhecido, talvez por a palavra Portugal estar à frente. Com esta realidade convivo bem. Cada um acredita no que quer e para que o mundo nos veja de outra forma, no futebol, na ciência, no mundo empresarial é necessário que os portugueses comecem por acreditar em si próprio.
O que me faz escrever este post, o que irrita, satura, é arrogância à solta, é como que um desprezo… Primeiro os ingleses! De início nao acreditavam que Portugal passava aos oitavos de final, segundo os jornais ingleses, a Inglaterra ou jogaria com a Holanda ou com a Argentina. Como é óbvio na altura sorri, esperei uns dias e voltei a sorrir. Quando ficou definido que íamos jogar com eles, mais uma vez era ponto assente que iam ganhar! Voltei a sorrir! Após a vitória, não andei com a bandeira na rua sem ser em comunidades portuguesas para não ter problemas, apenas com um sorriso estampado no rosto por Londres! Procurei não provocar porque sei o quanto é importante o futebol para eles. Mesmo assim não me livrei das bocas. Estava a ler gordas dos jornais ingleses e uma família inglesa pára ao meu lado e começa a ler. Segundos depois, ouvia insultos, que não vou transcrever para o blog, dirigidos aos jogadores portugueses e no fim aos portugueses. Calmamente, viro a cabeça, admirado e não imaginando eles que era português, pedem-me desculpa pelas asneiras. Respondi com um sorridente: “I’m portuguese!”. Mais vermelhos não conseguiram ficar!
Hoje na School, estava no laboratório e entra um inglês, em vez de um polite congratulations, após conversa de ocasião recebo um: perdemos com uma cheating team, referia-se ao Ronaldo. Tive de responder que realmente o Ronaldo era um aldrabão, mas que sem dúvida que o Rooney era um English Gentleman! A conversa acabou por ali! A realidade é que por todo o lado, nas conversas de rua, nos Pubs, sente-se a frustração inglesa por terem perdido com “os portugueses”!
Bem, passando às meias-finais! No hall costumo ter as refeições com franceses e também alemães! Os franceses informaram-me ontem que já compraram os bilhetes para irem ver a final a Paris! Estão convencidíssimos que a França vai ganhar. O irónico é que há duas semanas, na fase de grupos, era eu que os tentava convencer que tinham uma boa equipa. Já se esqueceram! Parecem parecidos connosco, no futebol também passam de bestas a bestiais num segundo. Hoje vieram dizer-me que estiverem a ver as estatísticas e Portugal nunca ganhou a França... De seguida entra um alemão, com uma vontade de eliminar-me: “Por favor, vocês nunca ganharam um World Cup, acham mesmo que ganham! Bem, mas até gostava que ganhassem, assim jogavam connosco, era mais fácil!”. Como vêm esta gente consegue ser simpática ao jantar! As minhas respostas andam tão tortas que arrisco-me a passar por antipático. Eles acham incrível como acredito que podemos ganhar. Mas o que eu acho ainda mais incrível é que eu afirmo isso, com um calculado: “A França tem boa equipa, mas nas meias-finais tudo é possível e acredito que seja possível!”. E eles esperam ouvir de mim: “estou borrado de medo!” (desculpem a expressão, mas é a que descreve a cara de espanto deles)… Enfim!

Mas como é óbvio Portugal tem os seus apoios! Os holandeses mesmo depois de uma batalha em campo, souberam estar, felicitar-nos, e apoiam Portugal. Os Espanhóis esperam de Portugal uma vingança ibérica! Os italianos vibraram com a vitória de Portugal perante os ingleses, gostam de nós e fazem votos para nos encontrar na final. Eu também! Pelos ERASMUS seria uma final entre amigos!

Isto é um resumo das situações com que tenho deparado! Existem outras para contar numa “conversa de canto” num café em Lisboa.
Para já, só fica a vontade de voltar a sorrir, enrolado na bandeira de Portugal!

domingo, julho 02, 2006

O charme britânico

Incidentes em Inglaterra atingem adeptos portugueses

Os portugueses que vivem em Inglaterra foram vítimas de alguns ataques xenófobos depois de ter terminado a partida entre as duas selecções, que Portugal venceu nos penalties. Os incidentes registaram-se em vários pontos distintos do país.
O caso mais grave aconteceu em Warwickshire, onde os adeptos ingleses arremessaram garrafas contra o restaurante A casa portuguesa, em Catle Steeet, partindo as janelas do estabelecimento.
O inspector da polícia, Rob Calvert, garantiu que os acontecimentos vão ser investigados: «Não toleramos qualquer ataque racial contra membros da nossa comunidade. Cada incidente vai ser investigado a fundo.» As autoridades prenderam 18 pessoas envolvidas.
O centro de Wolverhampton esteve fechado durante cerca de uma hora, devido aos confrontos entre uma centena de adeptos, que começaram assim que o árbitro terminou a partida. 25 pessoas foram detidas pela polícia.
Phil Wright, da polícia de West Midlands, garantiu que os acontecimentos estavam controlados: «Foi o resultado da frustração e do desapontamento, misturado com o álcool e o calor. A multidão dispersou ao fim de pouco tempo. Os incidentes foram mais dispersos que o normal, em áreas que não costumam acontecer coisas do género. Mas foram situações simples de desordem.»
Em Stratford, Staffordshire e Leamington também se registaram alguns ataques contra emigrantes portugueses, mas não aconteceram situações graves.

in www.maisfutebol.iol.pt

PS - espero vir a fazer um post sobre este tema, "The english style", o charme britânico o que quiserem chamar! Ainda existe, mas não acredito que por muito tempo... para os mais pessimistas já o ouvi descrever como sendo "podes fazer tudo, ninguém pode é saber"!

sábado, julho 01, 2006

sexta-feira, junho 30, 2006

quinta-feira, junho 22, 2006

Breves - Record de 8h!


Hoje foram nada menos, nada mais que 8h a trabalhar na câmara de fluxo laminar vertical! Começar ás 10h, sair ás 19h, com uma hora de almoço! A companhia, para além do pessoal do laboratório, foram estas amiguinhas que vêm aqui na imagem.Não se portaram bem, resultado tive de lhes espetar com mais droga em cima...

De qualquer forma as coisas tem corrido bem!Uma contaminação em perto de 100 frascos que já devo ter usado, ainda por cima na primeira semana, para mim está bom, afinal não punha as mãos num laboratório há 1 ano... de resto há o stress dos microlitros no que sobra, que aqui tem de estar certinhos, caso contrário não há reagente para a próxima!

Bem, quando puder dar mais dicas sobre o que faço no lab volto!

AS

terça-feira, junho 20, 2006

Breves - Cambridge



Breves - Domingo em Cambridge


Domingo fiz uma visita relâmpago a Cambridge para visitar o Ricardo! O facto de ele ser estudante e estar associado a um College permitiu-me entrar em vários Colégios sempre sem pagar, ou simplesmente passar à frente dos turistas para visitar capelas que são simplesmente fenomenais... Os estudantes de Cambridge são claramente bem tratados pela Universidade! Excelentes condições para que a exigência nos estudos leve também à excelência! Fiquei fascinado pela tradição, pelo ambiente, pela convivência, por conseguirem preservar a tradição quer arquitectónica, quer a magia do lugar, com estudantes, com espaços úteis, com um local de ensino! Desde um refeitório a fazer lembrar o do Harry Potter, que é usado diariamente como é o nosso da Cidade Universitária, a Residenciais em edifícios que tem tanto de antigo como de belo! Bem isto é um breve, porque há mais a fazer por isso vou acabar! Fica só um obrigado aos portugueses em Cambridge (amigos do Ricardo) que ofereceram me um belo arroz de pato português em plenas Terras Britânicas!

segunda-feira, junho 19, 2006

Breves - Noite de Londres

Para os FFULianos habituais frequentadores dos encontros internacionais, aqui fica uma fotografia com dois velhos conhecidos da Eslovenia, a Lea e o Sammo (á direita)! Estão em Erasmus na SOP e tem sido companhia habitual por Londres. Desta vez num Pub em Carnaby Street, mais um, em que à 1h da manha temos a infeliz noticia que a noite acabou! Em Londres, os Pubs fecham todos entre as 23h e a 01h, com alguma sorte existem Clubs abertos ate as 3h, mas e como disse com alguma sorte! De qualquer forma a noite deles comeca as 19h, o que faz com que a 1h da manha ja nao haja muitos ingleses capazes de aguentarem mais umas horas... diria mesmo que contam-se pelos dedos das maos!

PS - quando nao escrevo no meu portatil nao posso por acentos

sábado, junho 17, 2006

Stockwell e os jogos da seleção

Os Portugueses da School Of Pharmacy a invadirem Stockwell, onde existe uma grande comunidade portuguesa, para assistir ao Portugal-Irão. A festa repetiu-se no fim!

Já agora Stockwell é conhecida por ser uma zona perigosa, de assaltos, tráfico de droga e afins... De qualquer forma levamos os símbolos de Portugal bem à vista e queremos acreditar que isso nos evita problemas... Os cafés tem cerveja portuguesa, petiscos portugueses e sinceramente não me sinto inseguro lá! Encontra-se todo o tipo de portugueses, do mais castiço aos estudantes...

Breves - visita a Windsor

Eu, a MariAngela (Italiana), Inês e Ana (FFUL) em Windsor...
... a visitar um dos castelos preferidos da única Rainha Inglesa de Nacionalidade Portuguesa, a Duquesa de Bragança!

terça-feira, junho 13, 2006

Uma outra visão do post do Tiago

Gostei do pormenor que nos deste do "defeito profissional"!
Não haja dúvida que seria positivo fomentar em Portugal a discussão do que é "ser português", caracterizar esta maneira de ser e de uma vez por todas valorizá-la e promovê-la.
Numa das muitas reflexões que londres me tem suscitado, ocorreu-me pensar, pq vivem tanto os emigrantes a vitoria de um jogo de futebol (caso nao se lembrem da minha posição, trata-se de uma oportunidade de se afirmar publicamente que se é português)?
Aos emigrantes não é dada a possibilidade de ostentarem outros símbolos, temos bons vinhos é verdade, mas não os vemos nos supermercados (o Porto e o Madeira são portugueses mas talvez falte a associação ao país). Temos excelente comida, mas não existem restaurantes ao virar da esquina a ostentarem "comida portuguesa", mas já há a italiana, a indiana, a chinesa, a americana. Temos musica de qualidade, mas face à pergunta conhecem a nossa música, ouvimos "Fado", face à pergunta "querem ouvir", ouvimos um redondo "não", pq é lhe associada a imagem do "atraso português". Na língua, essa riqueza de enorme potencial, temos um Instituto Camões com que capacidade de intervenção? No Reino Unido todos sabem quem é o British Council, em Espanha todos conhecem o Instituto Cervantes, em Portugal quantos sabem quem promove a língua portuguesa no Mundo? Escritores portugueses conhecem? Face a esta pergunta vem um sorriso e a resposta de "Paulo Coelho grande escritor"! Na área da ciência, os portugueses estão espalhados pelos quatro cantos do Mundo ao serviço dos outros (na School of Pharmacy é provável que a língua mais falada entre alunos Phd seja o português, senão pelo menos é equiparada ao inglês), quem o sabe?
É necessário aplicar em Portugal uma das ciências do séc. XX, o Marketing, mas antes é preciso reflectir, agir. Sinceramente acredito que temos potencial para isso! Até lá, quando falarmos a um estrangeiro de Portugal, a resposta continuará a ser, Figo, Algarve e agora Mourinho! Que nos honrem estes então!

Ser-se português

A transferência de parturientes para Espanha, o ressurgimento em força da extrema-direita em Portugal, o Mundial de Futebol, a entrada em vigor da nova lei da emigração, o aniversário do pseudo-arrastão, brasileiros em Vila de Rei – os últimos tempos tem tido em vários aspectos a dominante comum de se discutir o ser-se português, nacionalista, patriota, migrante, ou qualquer coisa entre estes e coisa nenhuma.
Quanto ao arrastão nada de mal faz relembrar a reacção típica que a maioria de nós tivemos ao ver em cada “preto” naquela praia um potencial ladrão, manipulados por um excesso de fantasia na exposição mediática do acontecimento, bem desarmada pela tese de Diana Andringa: “Era uma vez um arrastão”.
É essa manipulação de sentimentos que faz crescer um movimento de ódio que se tem instalado por todo o país, em claques de clubes de futebol de pequena e média dimensão e grupos de jovens motares, aptos para desencobrir aquele sentimento que infelizmente se encontra escondido na mente de mais de metade dos portugueses. “Portugueses armados prontos para sair à rua quando tal for necessário”. Note-se o desleixo com que os vários poderes da nação atentam esta matéria, a suavidade que um centro-direita moderado se desliga destas movimentações, um sentimento de “não tenho nada a ver com este campeonato” que é partilhado pelos demais espectadores desta evolução.
Na desmistificação da realidade imigrante em Portugal não percam a exibição do brilhante “Lisboetas”, documentário do brasileiro Sérgio Tréfaut, cujo título nos faz relembrar que essa condição de lisboetas não é exclusiva de portugueses e que Lisboa sempre se compôs de personagens exteriores. Como vivem hoje? Quem são? Como se relacionam com os originários da terra? Não será hoje Lisboa de muito poucos que lá nasceram?
Nascer na nossa terra não será então um direito? Acho que sim, mas esse direito não me parece ser oprimido pelo fecho das maternidades desnecessárias ou inseguras. Porque é que eu não organizo agora uma manifestação em Odivelas pelo direito de nascer na minha terra? Porque é que me obrigam a ser mais um “lisboeta”? Não poderá uma mãe ter o seu filho em Odivelas se assim o quiser? Pagando do seu bolso é certo. O Estado deve responder à sua função maximizadora do bem-estar dos cidadãos trabalhando apenas com os recursos que por natureza são limitados. Os 35 minutos entre Loures e o centro de Lisboa são completamente esquecidos em relação aos 15 minutos entre Mirandela e Bragança. Não será a segurança do parto e a boa gestão dos nossos recursos bens superiores ao facto de nascer num determinado lugar.
Se é tão importante nascer num lugar para se ser português (ius soli), como defendem os Elvenses, porque é que continuamos a olhar com desconfiança a atribuição da qualidade de portugueses àqueles que nasceram cá e que não conhecem outra terra que não esta, apenas porque não lhes está no sangue a nacionalidade (ius sanguini)? Não estaremos numa sociedade marcada por inúmeras contrariedades.
O que é ser português? Quais as condições que nos fazem sentir isso? Ser filho de portugueses basta para tal. Mas porque não bastará o facto de nascer cá também?
Como estas divagações que já vão longas, concluo apenas com mais um pequeno apontamento de cariz jurídico por defeito profissional. Atentem a um recentíssimo acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, sobre a atribuição de nacionalidade portuguesa a uma cidadã indiana, que não bastando estar há nove anos casada com um cidadão nacional e já ter dois filhos também portugueses, dominando o português de forma perfeita, vê negada a atribuição da nacionalidade portuguesa, fundamentada pelo Tribunal com o desconhecimento que demonstrava em relação à história e cultura portuguesa, esse agravado ainda pela ignorância que demonstrou sobre a música e letra do hino nacional.
Não fosse o Mundial de Futebol e o hino nacional retransformado em cântico de guerra, quantos portugueses teriam de o deixar de ser?

Aconteceu!


Tenho de partilhar! Por muito estupido que pareça não me lembro de ter feito uma máquina de roupa nos meus 23 anos de vida!!! Pois bem esse pesadelo/milagre aconteceu hoje! Acho que sobrevivi!

AS

School of Pharmacy, University of London

O tão esperado ERASMUS chegou e nada melhor que o realizar onde queria, Londres.

Após alguns meses de complicações para arranjar a minha colocação, fiquei no Cancer Research UK, por sorte parece-me ser um dos Departamentos com melhores condições. Este grupo da SOP tem 3 grandes subgrupos, um de simples trabalho teórico em estruturas, desenvolvimento de possíveis agentes antineoplásicos (tudo feito em computador); depois entramos no departamento de síntese desses compostos (síntese química) e por fim na experimentação dos compostos em diferentes linhagens celulares consoante a droga. Esta ultima parte é onde trabalho. O meu papel é optimizar o sinergismo entre dois compostos em células cancerígenas do cancro da mama. Não vale a pena definir quais, porque são um conjunto de letras e números que no primeiro dia me fizeram ficar com os cabelos em pé... Já tenho alguns montes para estudar, mas de qualquer forma qualquer duvida a equipa do laboratório ajuda. Trabalho num laboratório, com duas espanholas, um italiano, um indiano e a minha chefe e Inglesa. São Phd, Masters, PosDocs, ou simples Research Assistants e depois eu, ERASMUS claro! Cada um tem objectivos independentes, trabalhamos com agentes e células comuns, cujos resultados depois serão avaliados pelos chefes do Departamento em conjunto, mas no laboratório cada um tem o seu papel e é responsável pelo que faz. É giro, sobretudo por nunca ter experimentado este tipo de funções na faculdade, Investigação, em que o que se faz não e para mandar fora, mas para funcionar como fonte de informação.

De resto as condições e o ambiente são excepcionais! Tenho um computador só para mim no Departamento, o laboratório é muito bem equipado... Ás vezes é um caos, pelo espaço, pelas línguas que se cruzam, ou simplesmente porque os Ingleses nunca pensaram no aquecimento global e tudo é feito para conservar o calor, resultado, numa onde de calor como nos últimos dias, o laboratório e um forno, em que se sai de lá encharcado em água (só para verem o metro não tem sistema de refrigeração e eles são obrigados a fechar estações, a alugar tubagens para refrigerar os carris etc)...

Outro pormenor importante, a SOP tem dezenas de portugueses, estão espalhados por todo o lado e é comum acontecer estar a falar inglês com alguém e a noite na festa descobrir, a afinal é português...

Bem chega por hoje!
AS

segunda-feira, junho 12, 2006

A loucura portuguesa em Londres



Depois de uma semana muito preenchida, que espero vir a ter tempo para vos contar, deixo a imagem da festa portuguesa por uma simples vitória frente a Angola...

Pelo que vi, se Portugal chegar longe no Mundial, Trafalgar será nossa.

Acredito que não era a euforia de uma vitória, simplesmente um argumento para afirmar publicamente a euforia por ser Português!

See you soon I hope!

AS

domingo, junho 04, 2006

ERASMUS - London


O ERASMUS começou! Uma cidade gigante, um caldeirão de culturas, preços exorbitantes, milhares de pessoas, milhares de estilos, a melhor palavra para descrever talvez seja mesmo "London".

segunda-feira, maio 29, 2006

São mais os olhos que as barrigas

Realmente concordo que o enfoque da questão não se deve centrar no volume de crescimento, isso é secundário, mas é apenas um sinal de uma realidade que ao contrário do que disse o Gonçalo já extravasou há muito as nossas necessidades de habitação. Hoje o problema é que, em Portugal, há quase mais casas do que pessoas. Hoje o problema é que a grande fatia das receitas das autarquias locais (e nem é preciso cair na lenga-lenga popular do dinheiro ao bolso) vem da construção NOVA. Hoje o problema é que muitos dos equipamentos urbanos de uma cidade só são construídos graças às contrapartidas que as câmaras conseguem negociar com os empreiteiros. É uma nova urbanização que vai possibilitar que uma câmara consiga construir a "baixo custo" alguma rede viária, espaço verde ou de lazer (que na verdade têm uns prazos bastante dilatados no tempo para a sua concretização).

Portugal, apesar do atraso estrutural que tinha há uns anos, consegue ser hoje o país da União Europeia com a maior percentagem do território urbanizada: 17,8%, a par da Bélgica e à frente da Holanda e do Reino Unido. A título de exemplo contrário, a vizinha Espanha tem cerca de 2%. Em números mais claros para notarmos a discrepância, a área urbanizada em Portugal é hoje de 160 ha/1000 hab; número que compete com a França em segundo lugar, com... imaginem... 70 ha/1000 hab (menos de metade dos prédios portugueses por habitante).

"Esta situação pode explicar-se pelo facto da população portuguesa em geral canalizar preferencialmente o seu investimento para o sector imobiliário, criando até situações frequentes de habitação de utilização eventual." Uma realidade acrescida pela construção de edifícios e infra-estruturas de apoio ao sector do turismo, em evolução crescente nos últimos anos no país.

Em ambos os casos é claro que são múltiplas as situações de ausência de planeamento, com graves consequências para o território, em particular para a paisagem construída. Mas surgem bons sinais da parte dos últimos governos: primeiro o sucesso que é o Programa Polis, de requalificação das cidades médias evitando não só o efeito de êxodo, mas transformando-as em pólos de atracção de habitantes das grandes cidades; depois a consolidação, finalmente, dos instrumentos de planeamento territorial, que só no próximo ano se completarão com a aprovação do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (em discussão pública agora mesmo para quem esteja interessado em participar).

Falta ainda aquela situação do financiamento das autarquias. Haverá coragem?

I wonder why ....


Área construída no País cresceu 42% em 15 anos
in Dn 29/05/2006

não é tanto o crescimento que mexe com a minha cabeça, mas sim o Como e o Porquê...

um dia ainda vamos abrir os olhos, espero eu!

r

terça-feira, maio 23, 2006

E quem e que se lembra do...

Longe vão esses bons anos...

" Junta-te a nós!! Vamos correr contra o pó na camarata "

Esta é, só uma, das muitas cenas bem idiotas que circulam pela minha cabeça, e que desconfio me irão perseguir para o resto da vida...

segunda-feira, maio 22, 2006

Pela Combate à Fome no Mundo

Mais um corrida ganha! Não pelos tempos atingidos ou pelos kms percorridos, mas pela força que representou. Ontem realizou-se mais uma corrida Walk the World. Esta corrida organizada por uma parceria de empresas e pela ONU têm como objectivo acabar com um dos maiores “crimes” do nosso século. Basta pensares que actualmente existem mais de 300 milhões de crianças que passam fome. É incompreensível que no mundo onde vivemos hoje em dia possam haver milhões de crianças pelo planeta sem o básico para se alimentarem. Se um dos grandes males dos países civilizados é a obesidade, existem outros que o mal é a fome...

Eu fui dar o meu simples contributo porque não me sentiria bem saber que posso ajudar a acabar com este flagelo e passar indiferente. É uma questão de consciência global. E todos nós deviamos fomentar essa visão.

Entretranto se quiserem passem por aqui e deixem o vosso contributo: http://www.fighthunger.org/


quarta-feira, maio 17, 2006

Campo Pequeno diferente!


Ontem à noite o Campo Pequeno voltou a ser palco de um grande espectáculo! Foram touros, cavalos, cavaleiros, forcados, mas também um excelente espectáculo musical, de imagem e cor com novos intervenientes naquele ambiente: actores, dançarinos, cantores, modelos, bandas militares... Uma sala no centro de Lisboa com tanta versatilidade é sempre bem vinda!

A terminar no Campo Pequeno ouviu-se o Hino Nacional! Fiquei admirado, normalmente Portugal ostenta pouco os seus símbolos e no caso do hino, infelizmente, ás vezes só é associado ao futebol!

Deixo uma "lembrança" que encontrei na internet, num blog de um desertor (contínuo com a esperança que passageiro) e faço votos que um dia volte a ver estas imagens no Campo Pequeno! Talvez seja pedir demais...lol!

terça-feira, maio 16, 2006

Pedras no caminho?


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fernando Pessoa
PS - mandaram para o meu e-mail e apesar de já conhecer achei que devia partilhar!