My Baby Just Cares For Me
Feelings
Nina Simone
@ Montreux
sábado, julho 28, 2007
Diva
sexta-feira, julho 27, 2007
quarta-feira, julho 25, 2007
Vou-vos contar um segredo...
Porque quem acredita nunca está só...
segunda-feira, julho 23, 2007
No, I'm not colorblind, I know the world is black and white
No, I'm not colorblind
I know the world is black and white
Try to keep an open mind
But I just can't sleep on this tonight
Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
But honestly, won't someone stop this train?
Don't know how else to say it
Don't want to see my parents go
One generation's length away
From fighting life out on my own
Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
But honestly, won't someone stop this train?
So scared of getting older
I'm only good at being young
So I play the numbers game
To find a way to say that life has just begun
Had a talk with my old man
Said "help me understand"
He said "turn sixty-eight
You renegotiate"
"Don't stop this train
Don't for a minute change the place you're in
And don't think I couldn't ever understand
I tried my hand
John, honestly we'll never stop this train"
Once in awhile, when it's good
It'll feel like it should
And they're all still around
And you're still safe and sound
And you don't miss a thing
Till you cry when you're driving away in the dark
Singing
Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
Cause now I see I will never stop this train
John Mayer
sábado, julho 21, 2007
quarta-feira, julho 18, 2007
Duas perguntas...
terça-feira, julho 17, 2007
Medo
Na verdade, estou com medo de seguir em frente,
já que desistir é bem mais fácil.
Não quero fazer sentido.
Mas quero sentidos no que faço.
Ando com medo de perder
o que ainda nem tenho.
E não entendo
Porque é tão simples ter.
É querer. E quero.
É poder. E posso.
Receio ser minha própria âncora.
Nem dá tempo de olhar para trás.
Se bem que lá trás, havia o nada.
E nada mais.
sábado, julho 14, 2007
O essencial é invísivel aos olhos

- Criar laços?
- Exactamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um rapaz inteiramente igual a cem mil outros rapazes. E eu ainda não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- A minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas são parecidas e todos os homens também. E isso incomoda-me um pouco. Mas se tu me cativares, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. Os teus, chamarão-me para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me - disse ela.
- Eu até gostaria - disse o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu irás-te sentar primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu irei olhar-te com o canto do olho e não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, a cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu já começo a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? - perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquisita também - disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoptam um ritual. Dançam na Quinta-feira com as moças da aldeia. A Quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Então não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa.
- Por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo. E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. - Foi o tempo que perdi com minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho para não esquecer.
quinta-feira, julho 12, 2007
Ah, Quanta Vez, na Hora Suave
AH, quanta vez, na hora suave
Em que me esqueço,
Vejo passar um vôo de ave
E me entristeço!
Por que é ligeiro, leve, certo
No ar de amavio?
Por que vai sob o céu aberto
Sem um desvio?
Por que ter asas simboliza
A liberdade
Que a vida nega e a alma precisa?
Sei que me invade
Um horror de me ter que cobre
Como uma cheia
Meu coração, e entorna sobre
Minh'alma alheia
Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do vôo suave
Dentro em meu ser.
domingo, julho 01, 2007
sexta-feira, junho 29, 2007
2007 Web 2.0 Awards
É um facto que a internet de hoje não é a internet à uns anos e cada vez está mais diferente. Fala-se hoje na "web 2.0", conceito que entre outras coisas está associada ao efeito de comunidade, a informação emergente e à colaboração (google, youtube, wikis, blogs, etc.) .Quem gosta destas coisas não pode deixar de visitar os prémios deste ano.
Eu pessoalmente acredito que mais do que um conceito interessante, se trata de uma mudança de paradigma. Uma mudança que permite novas formas e comunicar, e também novas formas de fazer dinheiro e criar negócios. Os mais crentes falam na "enterprise 2.0".
Acima de tudo vale a pena acompanhar a evolução.
quarta-feira, junho 27, 2007
Complaint Free World

Some people see things as they are and say why? I dream things that never were and say why not?
terça-feira, junho 26, 2007
Do universal ao particular...
O Mundo dos Universais

Em suma:
- Particular: o que é dado na sensação é um particular.
- Universal: um universal o que pode ser partilhado por muitos particulares.
Isto para dizer duas coisas:
1 - Será que se pode ser feliz no sentido universal ou apenas no particular?
2 - Será que ser livre implica não ser livre de não ser livre?
Aqui poderemos dizer que o valor absoluto da liberdade não existe, ou seja, a palavra liberdade não tem significado se não tiver um conteúdo particular. Uma pessoa pode ser livre de ser/fazer/ter A ou B, mas nunca pode ser simplesmente livre, ou pode?
Eu diria que estes conceitos universais como felicidade, liberdade, tolerância, justiça, etc. contêm em si a sua negação, ou seja, ser tolerante em relação a A, implica não ser tolerante em relação a B.
Deve ser aqui que entram os valores, ou está-me a escapar algo?
Referências : http://www.filedu.com/brussellprobfil9.html
segunda-feira, junho 25, 2007
Comments please!
Por isso aqui ficam algumas perguntas que acho que todos já se questionaram (pelo menos se lêem este blog... o que é o caso!). Por agora, esperamos ouvir bocas, opiniões e, até quem sabe, divagações filosóficas das mentes mais pensadoras que andam por aí!
Por isso aqui fica um conjunto de perguntas a debater! Queremos ouvir a vossa opinião!
Retomando a clássica pergunta do Lapão, é possivel querer ter “uma vida de
felicidade e uma vida de significado”? Ou apenas se consegue optar por uma delas?
(enquadrem a pergunta no âmbito do texto do Lapão)Separando agora um pouco as águas sobre o “The Secret”.
-Qual foi a vossa opinião sobre o filme?
-Mudou alguma coisa na vossa maneira de pensar e encarar a vida?
-Foram apresentados argumentos reais e plausíveis? Ficaram curiosos de conhecer mais este “segredo”?
-Acharam que existe neste filme um princípio fundamental da forma como vivem?-Esta “lei da atracção” é para vocês apenas uma diferente percepção do mundo onde vivem ou algo mais? Caso seja uma percepção diferente, há algo a fazer em relação a isso?
Apesar de ser uma pergunta muito complicada e vasta, vou tentar faze-la de um modo simples e objectivo: (podem divagar...)
-Relativamente ao poder das emoções vs lógica/razão qual o mais
predominante na vossa vida? Poderemos confiar totalmente em algum deles? Se não, como fazer a distinção e saber utilizar a lógica em vez dos sentimentos ou vice-versa? O que há para lá de ambos?And now for something completely different...
Bitoque ou bife com batatas fritas com ovo a cavalo?
Aquando na Adega da Bairrada, Arroz de Quá-Quá ou Polvinho à Lagareiro?
Porqueque existem pessoas que usam tantos diminutivos?
Mas quem é que tem tempo para ver o "Segredo"?
A verdade é condicionada pelos olhos de quem interpreta, ou só existe uma verdade?
Não racionalizar as sensações, é ter medo do que elas significam ou simplesmente vontade de viver a vida como ela é?
Devemos viver pelos nossos sentidos, pela razão ou é um misto? O que são os impulsos? E para que servem os valores?
sábado, junho 23, 2007
Excertos da complexidade
Tudo quanto o homem expõe ou exprime é uma nota à margem de um texto apagado de todo. Mais ou menos, pelo sentido da nota, tiramos o sentido que havia de ser o do texto; mas fica sempre uma dúvida, e os sentidos possíveis são muitos.
(...) o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus.
A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.
(...) não se reage independentemente, porque reagir é elas terem feito que reagíssemos.
Vigny, para quem a vida é uma cadeia, onde ele tecia palha para se distrair.
E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados.
A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas.
terça-feira, junho 19, 2007
segunda-feira, junho 18, 2007
Science, Fiction or Science Fiction (co-comment)
Queria começar por dizer tenho aprendido imenso desde que comecei a escrever neste blog, apesar de toda a minha reticência e preconceito. Lembra quando eu me dizia anti-telemóveis... (que ainda durou algum tempo).
Queria também dizer que o formato de blog que mais me agrada é o de discussão ou conversa, pois também é na partilha e na troca de pontos de vista que crescemos e aprendemos.
Finalmente, gostei bastante do teu post (Gonçalo) e não quero de forma alguma entrar em discussão por discussão, até porque acredito que uma conversa se baseia na compreensão de parte a parte. Nesse sentido vou fazer um esforço para dividir claramente este texto em duas partes: a primeira onde quero tentar perceber melhor o que estás a dizer, sem contrapor ou opinar; a segunda servirá para tentar explicar melhor o que acho que não ficou bem compreendido [este exercício é interessante].

Compreender-te
Não percebi quais as semelhanças com o filme "Da Vinci Code". Em termos de argumento ou realização, isto é, conteúdo ou forma? Achas que existe uma intenção exclusivamente comercial na realização do filme? Ou parcial? Se parcial, quais as outras motivações? Parecem-me questões interessantes, mas acredito que seja só a mim :)
No entanto, a minha dúvida maior é quando, a seguir, referes que o filme tem na sua raíz alguns dos fundamentais princípios da vida (a lei da atracção?). Isto porque fiquei com a sensação que, depois, estás a argumentar que essa "lei" não é nada mais do que a percepção humana da realidade e uma forma diferente. Existe aqui alguma contradição, ou não?
A minha dúvida, vem de uma outra dúvida minha que é o problema da criação vs criador... isto é, se existe criação tem de existir criador, ou pode haver criação sem criador?
Para não me perder vou usar os teus exemplos. "se seguirmos os nossos objectivos, lá chegaremos", depois referes que "muitos preocupam-se em chegar ao objectivo final e ter aquilo que realmente desejavam" e finalmente dizes que "mais importante do que seguirmos os nossos objectivos é sabermos o que queremos para a nossa vida". Eu não percebo como é que estas três frases podem coexistir? Ou então estou a interpretá-las mal... :(
Queria ainda levantar uma questão. Quando dizes que "aqueles feelings e aquilo que o vosso coração vos diz é das vozes mais sábias que poderão ouvir", estando-te a referir à parte emocional da pessoa, até que ponto é que a emoção é mais válida do que a razão. Isto é, não quero entrar em discussões filosóficas, queria só levantar a questão de que se os sentimento existem na nossa mente, assim como os nossos pensamentos, porque é que uns são mais sábios? Isto com exemplos é capaz de ser mais inteligível... Se eu sinto que um amigo me traíu porque não teve o comportamento que eu esperava eu posso sentir raiva. Se eu disser que estou com raiva dele estou de facto a ser sincero, mas será que estou a ser íntegro?
Fazer-me compreender
The Secret
Eu confesso que, como o Gonçalo diz, também achei o filme exagerado na forma como transmite as ideias subjacentes. O meu comentário na altura foi "americanado demais" (sem ofensa). Quando o enviei a alguns amigos tive o cuidado de dizer "Atenção, o essencial é invisível ao olhos" (Saint Exupery) :) O que realmente me despertou curiosidade sobre o filme foi o programa da Oprah sobre o filme, que na minha opinião transmite a essência do filme, sem bullshit.
Para mim não faz sentido falar do filme sem assumir que existe uma fatia de brilho no filme que não é sustentável. Isso acho que é óbvio, mas depois da gordura, há muita carne que não tem nada de óbvio! Por exemplo não é nada óbvia a diferença entre wishful thinking e believe, assim como não é óbvia a diferença entre sinceridade e integridade.
Felicidade e Significado
Na minha opinião significado e felicidade não são possíveis de coexistir, mas isto de forma completa. Isto porque a felicidade é um estado de equilíbrio e nos estados de equilíbrio anulam-se todos referenciais. E significado é uma referencial (Faz sentido, não faz sentido...).
Eu quando falo de conflitos, não estou a falar de conflitos inter- mas sim intra-pessoais.
Ao ler o post do Gonçalo percebi que me esqueci de dizer que acho que estas coisas apenas fazem sentido enquanto caminho, um caminho que é feito pelo próprio, no entanto este caminho implica rupturas, e essas rupturas não são fáceis de perceber ou de fazer.



