Não queria deixar de partilhar algo que se cruzou na minha vida, que acho que está relacionado com o que temos vindo a abordar aqui no blog. Isto com a ressalva de que filosofia está longe de ser a minha área, ou uma área que eu domine...
O Mundo dos Universais
Este problema filosófico, penso que levantado por Platão, procura descortinar a natureza das 'coisas': "O que é 'Ser'?"; "O que é a justiça?"; "O que é a felicidade"; "O que é ser tolerante?".
Nesse sentido, Platão (penso eu), distinguiu estes conceitos: abstractos, a que chamou ideias, dos conceitos concretos, por exemplo, uma coisa é a ideia de "brancura" (abstracto), outra coisa é a "brancura" de uma nuvem (concreto). Sendo que as ideias não existem nas mentes são eternamente elas próprias, imutáveis e indestrutíveis.
Em suma:
- Particular: o que é dado na sensação é um particular.
- Universal: um universal o que pode ser partilhado por muitos particulares.
Isto para dizer duas coisas:
1 - Será que se pode ser feliz no sentido universal ou apenas no particular?
2 - Será que ser livre implica não ser livre de não ser livre?
Aqui poderemos dizer que o valor absoluto da liberdade não existe, ou seja, a palavra liberdade não tem significado se não tiver um conteúdo particular. Uma pessoa pode ser livre de ser/fazer/ter A ou B, mas nunca pode ser simplesmente livre, ou pode?
Eu diria que estes conceitos universais como felicidade, liberdade, tolerância, justiça, etc. contêm em si a sua negação, ou seja, ser tolerante em relação a A, implica não ser tolerante em relação a B.
Deve ser aqui que entram os valores, ou está-me a escapar algo?
Referências : http://www.filedu.com/brussellprobfil9.html