quarta-feira, janeiro 30, 2008

"Um empreendedor não se faz, mas FAZ-SE"

É óbvio que não há receitas milagrosas, caso contrário já a maioria dos cidadãos seria empreendedor, porque a generalidade dos jovens adoraria sê-lo. E nem todos podem sê-lo por várias razões, sendo que genericamente tenho dito que é preciso PODER SÊ-LO e de seguida assumir QUERER SÊ-LO.

O PODER SÊ-LO tem muito a ver com condições naturais genéticas, quer do ponto de robustez física, herança intelectual e uma propensão para educação permanente e uma atitude filosófica de gostar da surpresa, curiosidade intelectual, propensão para questionar, “engendrar”. É ainda preciso ter fé, atitude desportiva para entender que perder num dia significa continuar a tentar para conseguir sucesso mais adiante.

QUERER SER empreendedor significa fazer opções essenciais no domínio do balanço entre actividades profissionais, desportivas, familiares para evitar ser uma pessoa estranha, isolada na vida. Não pode ser um eremita estranho nos comportamentos, isolado num convento ou laboratório. A diversidade de vivências é um elemento essencial para que de repente, “caia do céu” uma solução ou quase solução. Às vezes é quase um só sinal (a maçã a cair da árvore) para que muitos sacrifícios e estudos anteriores, de repente, façam sentido para encontrar uma lei (teoria da gravidade, ou lei da correlação da massa e energia).

O empreendedor nunca é derrotado para sempre e espera sempre pelo tal “click” que, de repente, junta várias ideias próprias, ou de outros, e é capaz de transformar tais ideias num produto, ou processo, ou novo serviço.

É então que começa uma outra fase normalmente solicitando outros saberes nas áreas organizativas, design, marketing, etc... Só então é que poderá dar-se a passagem do inovador para o empreendedor, e, posteriormente, atingir o objectivo fundamental, de, com risco, se assumir como empresário por conta própria.

Para terminar e comentando o título que me foi dado, direi que um empreendedor não se faz, mas FAZ-SE.

Este meu contributo tem mais a ver com aquilo a que chamo pequenas e médias inovações incrementais, e menos com as chamadas inovações disruptivas em que o uso de estatísticas, poderosos laboratórios, pacientes repetições de ensaios, em ambientes universitários e laboratórios de universidades ou grandes empresas são quase condições indispensáveis.

Sonhar, saber esquecer, gostar de aprender, ter paciência para repetir, ousar, arriscar, partilhar é o caminho para ter sucesso numa vivência equilibrada do uso do tempo e da vida.


Belmiro de Azevedo

Vencedor do Prémio “Ernst & Young Entrepreneur Of The Year 2006”
(Chairman Sonae S.G.P.S. e CEO Sonae Capital)

in Jornal de Negócios

segunda-feira, janeiro 28, 2008

OS INCORRIGÍVEIS

Para quem gosta de um dia a dia com humor aqui fica o site OS INCORRIGÍVEIS!
Ricardo Araújo Pereira, Bruno Nogueira, Zé Diogo Quintela, Herman José e um convidado semanal, dão em cada dia da semana respectivamente, mais uma razão para rir...

domingo, janeiro 27, 2008

marar.Eu (www.marar.eu)


Aproveito aqui este "canto" para divulgar um projecto recém nascido e cheio de força, através do qual se pretende levar "um pouco de loucura saudável" à vida de empresas, escolas, universidades, grupos de amigos, famílias, enfim... onde haja vontade de crescer, aprender, através de jogos e divertimento (e do qual tenho muito orgulho fazer parte).

Vejam o site do projecto e caso estejam interessados ou simplesmente achem piada, divulguem esta marca! Existe um portfólio de jogos e actividades que podem pedir, caso estejam interessados.

A Marar já tem no seu curriculum actividades para o IST-Taguspark, Novabase e para PriceWaterhouseCoopers, queres fazer parte?

Este projecto nasceu originalmente da ideia de partilhar com outros universos a magia que acontece nas actividades da Candeia, onde pretendemos desenvolver emocional, racional, física e espiritualmente crianças e jovens através da animação, jogos e partilha.

Afinal de contas, quem é que não sente falta de um pouco mais de loucura na sua vida?

EXPIAÇÃO



Uma história simples de desencontros e pequenos encontros. A vida não define por si só quem encontramos ou quem insiste em passar ao lado dos momentos marcantes. Somos nós que criamos oportunidades e em expiação as oportunidades insistem em perder-se porque todos os intervenientes deixaram a vida arrastar-se por tempo a mais. Um filme que relata momentos decisivos, que se seguem de desencontros, de verdades e mentiras, de amores e paixões. Peca pelo início lento na evolução da história, mas o fim original e emocionante compensa. Um filme que relata uma história de sonhos, que não passaram de sonhos, porque os intervenientes ao longo da vida insistirem em adiá-los!

Como curiosidade ficam fotos de um postal que aparece no filme: o postal da casa de Eastbourne. Aquele local existe, com aquela casa, com aquela magia. Fica no sul de Inglaterra, passei lá numa das minhas viagens de fim de semana quando estive em Londres. Ficam as fotos e a recomendação de passaram lá. Vale a pena a viagem! Eu vou voltar!



domingo, janeiro 13, 2008

Já deixei de ser criança...

"Pelo céu às cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis"

Ala dos Namorados - Caçador de Sóis

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Mais palhaços

Sinopse
O Curso de Palhaço pretende desenvolver como trabalho principal o Autoconhecimento. A aprendizagem deste curso passa por um processo de desaprendizagem mental, ou seja, pela desconstrução consciente dos padrões de comportamento e de reacção repetitivos da mente humana. A observação desses padrões é estimulada através de exercícios orientados, onde cada um é levado a observar o que sente e o que se processa no seu interior diante de um público – espaço esse de partilha de sentimentos através do olhar, na tentativa de encontrar o "Eu" verdadeiro capaz de se rir de tudo aquilo que mais o perturba.

Estrutura do Curso
De 12 Fevereiro a 1 Abril de 2008, Terças das 20:00 às 22:30
Haverá uma parte prática com sessões todas as semanas e uma parte teórica (de reflexão) que acontecerá quinzenalmente a 14 e 28 de Fevereiro e 13 e 27 de Março)

Para inscrições ou informações, contactar:
Telefone: 21 8879739
E-mail: cfac 'arroba' atla.pt

Alguns temas abordados
. Dinâmicas de Grupo (jogos de confiança, imitação e exagero)
. O Medo da Exposição em Público – a Observação Consciente
. Desinibição, Imitação e Confronto
. Honestidade e Sinceridade
. Vulnerabilidade e Responsabilidade
. A Estupidez e o Ridículo
. Fracasso e Sucesso
. Níveis de Emoções
. Improviso
. Reflexão Meditativa
. Desenvolvimento Espiritual

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Frustrações :)

Todos temos as nossas frustrações, não sei se será essa a palavra ideal, mas é uma que dá uma ideia.

Uma das que eu tenho, se bem que não me chateia assim tanto hehehe, é não ter conseguido AINDA que os meus amigos e todas as pessoas de quem eu gosto se arrisquem a experimentar o Landmark.

Claro que somos todos diferentes e aprendemos coisas semelhantes em sítios com experiências diferentes, mas aquilo é tão fixe!!! :D Enfim fica aqui mais um vídeo que espelha um pouco dessa magia...

sábado, janeiro 05, 2008

Ridículo... ridículo

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possibilidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão - príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.

Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Fernando Pessoa / Álvaro de Campos

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Serviço Público

Para quem esteja interessado em querer, ou não querer, conviver com o fumo fica aqui um roteiro para fumadores.

Tive a ideia de criar um, enquanto não me liberto da droga, mas assim dá muito menos trabalho:
http://apdeites2.cedilha.net/?p=770

Podem complementar o roteiro:

Em 2008...

...eu torço por vocês ;)

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Hoje é dia de ser bom...

"Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso anti magnético.)
Torna se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeus enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilowatts,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha se uma roupagem diáfana a desembrulhar se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda o a surpresa
Do Menino Jesus.

Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá tá.

Já está!
E fazia as erguer para de novo matá las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,
dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas."

António Gedeão, in Máquina de Fogo

sábado, dezembro 15, 2007

De onde veio o Homem?

Esta animação está brutal! Podem ver melhor (separado ou em simultâneo) em http://www.duelity.net.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Rascunho

vacas
nuvem
acidentes
nevoeiro
lixo
castas
banho
ganges
equipa holanda
tempo
dinheiro
mais dinheiro
jet lag
professor ingles
beleza
crianças
pureza
tigre
elefantes
kamasutra
lindo
porcos
cheiros
caril
picante
não imaginam quanto
alcool
local people
verde
chuvas
macacos
incenso
a descobrir!
....

quinta-feira, novembro 22, 2007

Já agora...




Se fosse Rei do mundo bania também o "Qui" e o "zeta" minúsculos do alfabeto Grego...

Porquê?

2 Perguntas:

-Porque e que há sempre mais um estudo norte americano sobre um tema idiota?
-Porque e que é notícia?

Se fosse Rei do Mundo bania os "...estudos norte-americanos..." !

Pensamento do dia (ou da noite)

Só quando nos esquecemos de nós próprios, dos outros, de onde vimos, para onde vamos, e com que propósitos, é que realmente abrimos a janela das possibilidades inimagináveis e surpreendentes.

São essas possibilidades que nos fazem sentir coisas que nunca soubemos existir, ver coisas que nunca pensámos experimentar, sentir ou alcançar, ou chegar a lugares que nunca sonhámos descobrir.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Boa Sorte : Good Luck

"...
Tudo o que quer me dar /Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
..."


Vanessa Mata & Ben Harper

sexta-feira, novembro 09, 2007

Balançar

"Pedes-me um tempo
para balanço de vida
mas eu sou de letras
não me sei dividir
para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar até dar balanço
e sair.."


Mafalda Veiga

sábado, novembro 03, 2007

quarta-feira, outubro 10, 2007

segunda-feira, outubro 08, 2007

Pre+Ocupado

Estava aqui a pensar que nunca tinha reparado que preocupação vem de pre + ocupação.
Não que isso seja particularmente interessante, mas a mim levantou-me algumas questões...

Se neste mundo actual em que andamos constantemente ocupados, não nos pre+ocupassemos com isso teríamos mais disponibilidade?

Qual é vantagem de nos pre+ocuparmos com algo que nos vai depois ocupar?

Será a pre+ocupação uma ocupação?

...

É tão bom estar ocupado com coisas parvas como esta para não nos pre+ocuparmos com o que temos para fazer!

Time is over...

sexta-feira, setembro 07, 2007

Um blog que não podia deixar de partilhar aqui.. Adorei ler o blog (ou estar a ler..) a contar todas as peripécias colegiais que lhe aconteceram e encontrar um paralelismo tão grande entre os anos que ele andou no Colégio Militar e quando "nós" andamos.. Há coisas realmente que o tempo não muda ;-)

Aconselho para quem é curioso por saber mais sobre o colégio e nunca lá andou, mas principalmente aqueles como eu que ficaram com saudades daquela casa que tanto nos marcou durante esses 8 anos da nossa vida. Peripécias, aventuras, lembranças, e muitas pérolas é o que se pode encontrar no blog do quinze e que certamente davam uma boa conversa de canto!

coexist!

A pouco mais de uma semana da vinda do 14º Dalai Lama a Lisboa esta foto voltou a cruzar-se comigo e aproveito para partilhá-la. É de um concerto dos U2 e a mensagem é fácil de entender.

Já agora para os interessados e/ou curiosos sobre o Budismo Tibetano:

quinta-feira, setembro 06, 2007

Fogueiras07@Pisão-do-Baeta


O fogo de uma Candeia
É mais que qualquer chama
É acordar com um sorriso de cara cheia
É o calor p'ra seres mais forte
E ires mais longe
Onde tu quiseres

Vem! Vem! Vem! e Segue-me

quarta-feira, agosto 29, 2007

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços
Os teus beijos... a tua mão na minha

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...


Florbela Espanca

terça-feira, agosto 28, 2007

Desafio

Fui desafiado e não pude deixar de responder!

O desafio era simples, tenho de escrever 7 factos casuais sobre a minha vida e supostamente passar a mais 7 pessoas com um comentário nos seus blogs a avisar que foram desafiados.. Como não sou fã destas cadeias decidi alterar um pouco as regras ao jogo.. mas aqui ficam os meus 7 factos:

1. Sou "um pouco" esquecido (tinha de começar por este visto que já fui desafiado há uns quantos dias e só hoje me lembrei de responder.. ou melhor, lembraram-me!)
2. Adoro correr à chuva por Paris, mas só consigo ir correr se não estiver a chover.
3. Sinto que hoje em dia se dá pouca importância às palavras, à sua força, e ao seu significado. Fico mais pelo que vejo e o que sinto dos outros até saber quão valorizam a sua palavra.
4. Fartei-me de ver séries de ficção.. Agora sou um devorador de documentários (grande panca! mas até que se aprende umas coisas interessantes - próximo post será sobre isso!)
5. Se não passar (pelo menos) uma semana por ano de praia acho que desapareço.. preciso do sol, do mar, de me enrolar na areia e sair de lá um "croquete"!
6. Não fosse a coisa demorar tanto tempo fazia todos os dias grandes patuscadas lá em casa! E afinal ainda há uma série que ainda vejo apesar de não ser realmente de ficção - Jamie Oliver rules!
7. Acho que ainda tenho bastantes camadas a largar, não sou uma melancia gorda, gorda, gorda, mas mais uma cebola que quer perder uns quilitos :p

Agora desafio-te a ti que estás a ler isto a deixares também 7 factos casuais num comentário deste blog e mostrares quem és.

Sê criativo e acima de tudo autentico!


terça-feira, agosto 07, 2007

Parlez-vous français? Vraiment?!

C'est vraiment un problème! Je ne l’ai pas créé, ni imaginé... Nous avons besoin de communiquer, et pour ça nous devons savoir la langue que nous parlons. Et quand je commençais à comprendre à parler cette langue « bizarre », le Français, j’ai découvert l’argot et le verlan

Alors, je vous expliquerai un peu comment cela fonctionne. La langue française est l'une des langues qui a évolué considérablement, surtout les décennies passées et particulièrement à Paris. L'argot est simplement une outre manière de dire la même chose (in English slang), mais ils l’ont vraiment employé beaucoup ! Et il y a également le Verlan. C'est une longue tradition qui existe en France de permuter des syllabes des mots pour créer des nouveaux mots. Le mot Verlan est aussi un bon exemple de la définition de Verlan: verlan = lanver = l'envers (signifiant l'inverse).

Ainsi, vous pouvez imaginer même si vous étudiez le « bon » Français à l'école (et à la maison, comme moi) qu'il n'est pas facile d'apprendre à parler le français couramment ! Mais comme ils disent… « N'importe quoi » !

Il y a également la manière dont ils utilisent la négation. Historiquement, la négation d'une phrase a été fait avec le « Ne ». Par exemple : « Je suis très heureuse » - « Je ne suis très heureuse ». Puis il a évolué ajoutant le « pas » à la phrase. « Je ne suis pas très heureuse ». (L'origine de « pas » est venue de la phrase je ne donnerai non une plus pas! – The word « pas » in English also means “step” and translating to English it comes from “I will not take one more step!”). Le problème est que maintenant dans la discussion orale, ils n'emploient jamais le « Ne », et disent seulement « Je suis pas très heureuse ». Ou même la quantité d'abréviations qu'ils emploient pour tout ! C’est un vrai défi pour moi d’apprendre le français (pour ne pas utiliser le mot problème ou quelque chose pareille).

En dessous, il y a un exemple de ce que vous pouvez écouter dans la rue ou même dans votre bureau avec vos collègues.

Argot.

Français.



Bertrand : Salut la compagnie. Cà roule?
Bertrand : Bonjour tout le monde. Comment allez-vous?
L'épicemard : Pas d'tarbouif çà gaze un max, et ta pomme?
L'épicier : Aucun problème, tout va bien. Et vous?
Bertrand : La santé, impec, mais le beauf débarque avec ses moufflets et la patronne a rien prévu à bêqueter.
Bertrand : Pour la santé, c'est impécable, merci, mais mon beau-frère vient avec ses enfants, et mon épouse est prise de cours pour le repas.
L'épicemard : Qu'est ce que tu veux alors?
L'épicier : Que désirez-vous?
Bertrand : La totale ! Ricmuche pour commencer, j'viens d'étouffer la dernière.
Bertrand : Tout ! D'abord une bouteille de pastis, je viens de terminer la dernière.
Avec j'prendrai des cahuètes. Tu les fais à combien tes tomatos ?
Ensuite des cacahuètes. Quel est le prix des tomates?
L'épicemard : Neuf balles.
L'épicier : Neuf euros.
Bertrand : Tu m'en files un kilo. Mais pas les pourries.
Bertrand : Donnez moi un kilogramme, mais pas trop mûres.
Ma bergère est partie chez le merlan, c'est mézigue au piano, alors ce s'ra cool. After, tu me fourgues un pacson de mousline, un poulaga dépouillé, deux claquosses qui font la route tout seul, et des abricomuches.
Comme ma femme est partie chez le coiffeur, c'est moi qui suis de corvée de cuisine, aussi, je ferai simple. Après vous me donnerez un paquet de purée en poudre, un poulet prêt à cuire, deux camemberts bien faits, et des abricots.
Par dessus, tu mets une quille de rouquin, comme d'ab. L' temps que tu y es, ajoute sa frangine. Y parait que j'suce pas de la glace, mais le beauf n'amuse pas l'terrain non plus.
En plus, je prends une bouteille de vin rouge comme d'habitude. Pardon, plutôt deux. Parait-il que j'aime bien boire, mais le beau-frère est comme moi.
Voilà c'est bonnard, tu peux chatouiller l'tiroir-caisse. Non ! Des bonbons pour les loustics. C'est combien?
Voilà, c'est parfait, vous pouvez faire l'addition. Non ! j'oubliais les bonbons pour les enfants. Je vous dois?
L'épicemard : Cent soixante cinq balles.
L'épicier : Cent soixante cinq euros.
Bertrand : C'est quand même un chouille chéros. T'as pas fait des queues aux zéros ?
Bertrand : C'est tout de même onéreux. ( queues aux zéros = changer des 0 par des 9 )
L'épicemard : Tu sais bien que je compte pas à la fourchette. La vie est dure, et qu'est ce tu veux, les larbins, faut qui bouffent.
L'épicier : Vous savez bien que la maison est respectable. La vie est dure. Que voulez-vous, mes enfants doivent manger aussi.


Dis-moi maintenant, est-ce que tu parles vraiment le français?!


Será que...

...vivemos todos numa prisão, em que as grades são os olhos das outras pessoas?

Deve ser verdade
por isso é que os ladrões fogem sempre à noite
quando os outros estão de olhos fechados!


O mundo dentro de uma gota de água


by Brian Valentine


Uma nova visão contida numa gota de água com uma beleza incrível.
Investiguei e quero aprender como se faz.
Uma máquina fotográfica.
Alguma técnica.
Uma gota.
E um novo mundo se descobre.
Encapsulado nestes portais minúsculos de água.
Quero aprender e partilhar convosco os resultados desta visão.
Desafio-vos a mostrarem também a vossa visão do mundo, apenas com uma condição
Dentro de uma gota de água

quarta-feira, agosto 01, 2007

Está nas TUAS mãos!!!


Se há alguma coisa de valioso que eu possuo, se há algo que tenha feito na minha vida que valorizo e adorava partilhar com o resto do mundo, esse algo chama-se Landmark Education.

Sem dúvida a experiência mais profunda e transformadora que fiz em toda a minha (curta) vida.

Por isso sinto-me na obrigação de vos dar a conhecer um pouco desta "tecnologia":
Introduction to Landmark Education

Pode parecer "tanga", mas o acesso a este conhecimento é a coisa mais poderosa que eu posso dar a quem quer que seja, e eu acredito mesmo mesmo muito nisto!

Se eu te dissesse que existia um botão que tu podias carregar e passavas a saber a solução para tudo aquilo que existe na tua vida que consideras um problema, carregavas?

Eu penso que não, mas se estou enganado, inscreve-te no curso!

sábado, julho 28, 2007

quarta-feira, julho 25, 2007

segunda-feira, julho 23, 2007

No, I'm not colorblind, I know the world is black and white



No, I'm not colorblind
I know the world is black and white
Try to keep an open mind
But I just can't sleep on this tonight

Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
But honestly, won't someone stop this train?

Don't know how else to say it
Don't want to see my parents go
One generation's length away
From fighting life out on my own

Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
But honestly, won't someone stop this train?

So scared of getting older
I'm only good at being young
So I play the numbers game
To find a way to say that life has just begun

Had a talk with my old man
Said "help me understand"
He said "turn sixty-eight
You renegotiate"

"Don't stop this train
Don't for a minute change the place you're in
And don't think I couldn't ever understand
I tried my hand
John, honestly we'll never stop this train"

Once in awhile, when it's good
It'll feel like it should
And they're all still around
And you're still safe and sound
And you don't miss a thing
Till you cry when you're driving away in the dark
Singing

Stop this train
I wanna get off
And go home again
I can't take the speed it's moving in
I know I can't
Cause now I see I will never stop this train

John Mayer

quarta-feira, julho 18, 2007

Duas perguntas...


O que é que te puxa para cima?

O que é que te puxa para baixo?

Às vezes pergunto-me
se as escadas
foram feitas para subir
ou para descer,
outras vezes não...

terça-feira, julho 17, 2007

Medo

Estou com medo de desistir.
Na verdade, estou com medo de seguir em frente,
já que desistir é bem mais fácil.
Não quero fazer sentido.
Mas quero sentidos no que faço.

Ando com medo de perder
o que ainda nem tenho.
E não entendo
Porque é tão simples ter.
É querer. E quero.
É poder. E posso.
Receio ser minha própria âncora.

Nem dá tempo de olhar para trás.
Se bem que lá trás, havia o nada.
E nada mais.

???

sábado, julho 14, 2007

O essencial é invísivel aos olhos


- O que quer dizer cativar? - É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exactamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um rapaz inteiramente igual a cem mil outros rapazes. E eu ainda não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- A minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas são parecidas e todos os homens também. E isso incomoda-me um pouco. Mas se tu me cativares, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. Os teus, chamarão-me para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me - disse ela.
- Eu até gostaria - disse o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu irás-te sentar primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu irei olhar-te com o canto do olho e não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, a cada dia, te sentarás um pouco mais perto...

No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu já começo a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? - perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquisita também - disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoptam um ritual. Dançam na Quinta-feira com as moças da aldeia. A Quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Então não terás ganho nada!
- Terei, sim - disse a raposa.
- Por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo. E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. - Foi o tempo que perdi com minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho para não esquecer.

Antoine de Saint-Exupéry in "O Principezinho"

quinta-feira, julho 12, 2007

Ah, Quanta Vez, na Hora Suave



AH, quanta vez, na hora suave
Em que me esqueço,
Vejo passar um vôo de ave
E me entristeço!

Por que é ligeiro, leve, certo
No ar de amavio?
Por que vai sob o céu aberto
Sem um desvio?

Por que ter asas simboliza
A liberdade
Que a vida nega e a alma precisa?
Sei que me invade

Um horror de me ter que cobre
Como uma cheia
Meu coração, e entorna sobre
Minh'alma alheia
Um desejo, não de ser ave,
Mas de poder
Ter não sei quê do vôo suave
Dentro em meu ser.


Fernando Pessoa

Acreditar é Poder!

Bom ou mau? Não sei! Emocionante? Sem dúvida!

sexta-feira, junho 29, 2007

2007 Web 2.0 Awards

É um facto que a internet de hoje não é a internet à uns anos e cada vez está mais diferente. Fala-se hoje na "web 2.0", conceito que entre outras coisas está associada ao efeito de comunidade, a informação emergente e à colaboração (google, youtube, wikis, blogs, etc.) .
Quem gosta destas coisas não pode deixar de visitar os prémios deste ano.

Eu pessoalmente acredito que mais do que um conceito interessante, se trata de uma mudança de paradigma. Uma mudança que permite novas formas e comunicar, e também novas formas de fazer dinheiro e criar negócios. Os mais crentes falam na "enterprise 2.0".

Acima de tudo vale a pena acompanhar a evolução.

quarta-feira, junho 27, 2007

Complaint Free World

Mais uma iniciativa para a classe média :) ou psicologia positiva...

Some people see things as they are and say why? I dream things that never were and say why not?

George Bernard Shaw

terça-feira, junho 26, 2007

Do universal ao particular...

Não queria deixar de partilhar algo que se cruzou na minha vida, que acho que está relacionado com o que temos vindo a abordar aqui no blog. Isto com a ressalva de que filosofia está longe de ser a minha área, ou uma área que eu domine...

O Mundo dos Universais

Este problema filosófico, penso que levantado por Platão, procura descortinar a natureza das 'coisas': "O que é 'Ser'?"; "O que é a justiça?"; "O que é a felicidade"; "O que é ser tolerante?".

Nesse sentido, Platão (penso eu), distinguiu estes conceitos: abstractos, a que chamou ideias, dos conceitos concretos, por exemplo, uma coisa é a ideia de "brancura" (abstracto), outra coisa é a "brancura" de uma nuvem (concreto). Sendo que as ideias não existem nas mentes são eternamente elas próprias, imutáveis e indestrutíveis.

Em suma:
- Particular: o que é dado na sensação é um particular.
- Universal: um universal o que pode ser partilhado por muitos particulares.

Isto para dizer duas coisas:
1 - Será que se pode ser feliz no sentido universal ou apenas no particular?
2 - Será que ser livre implica não ser livre de não ser livre?

Aqui poderemos dizer que o valor absoluto da liberdade não existe, ou seja, a palavra liberdade não tem significado se não tiver um conteúdo particular. Uma pessoa pode ser livre de ser/fazer/ter A ou B, mas nunca pode ser simplesmente livre, ou pode?

Eu diria que estes conceitos universais como felicidade, liberdade, tolerância, justiça, etc. contêm em si a sua negação, ou seja, ser tolerante em relação a A, implica não ser tolerante em relação a B.
Deve ser aqui que entram os valores, ou está-me a escapar algo?



Referências : http://www.filedu.com/brussellprobfil9.html

segunda-feira, junho 25, 2007

mais do que Arte

(obrigado Carla)

Comments please!

Antes de mais, lançamos o desafio de responder a estas questões a todos aqueles que opinem sobre estes temas. Pedimos que nos dêem a vossa opinião, o vosso modo de olhar o mundo, a vossa visão de quais são os princípios que vos movem para atingirem o tal estado de equilíbrio pessoal!

Por isso aqui ficam algumas perguntas que acho que todos já se questionaram (pelo menos se lêem este blog... o que é o caso!). Por agora, esperamos ouvir bocas, opiniões e, até quem sabe, divagações filosóficas das mentes mais pensadoras que andam por aí!


Por isso aqui fica um conjunto de perguntas a debater! Queremos ouvir a vossa opinião!



Retomando a clássica pergunta do Lapão, é possivel querer ter “uma vida de
felicidade e uma vida de significado”? Ou apenas se consegue optar por uma delas?
(enquadrem a pergunta no âmbito do texto do Lapão)


Separando agora um pouco as águas sobre o “The Secret”.


-Qual foi a vossa opinião sobre o filme?


-Mudou alguma coisa na vossa maneira de pensar e encarar a vida?


-Foram apresentados argumentos reais e plausíveis? Ficaram curiosos de conhecer mais este “segredo”?



-Acharam que existe neste filme um princípio fundamental da forma como vivem?


-Esta “lei da atracção” é para vocês apenas uma diferente percepção do mundo onde vivem ou algo mais? Caso seja uma percepção diferente, há algo a fazer em relação a isso?


Apesar de ser uma pergunta muito complicada e vasta, vou tentar faze-la de um modo simples e objectivo: (podem divagar...)
-Relativamente ao poder das emoções vs lógica/razão qual o mais
predominante na vossa vida? Poderemos confiar totalmente em algum deles? Se não, como fazer a distinção e saber utilizar a lógica em vez dos sentimentos ou vice-versa? O que há para lá de ambos?


And now for something completely different...

Bitoque ou bife com batatas fritas com ovo a cavalo?

Aquando na Adega da Bairrada, Arroz de Quá-Quá ou Polvinho à Lagareiro?

Porqueque existem pessoas que usam tantos diminutivos?

Mas quem é que tem tempo para ver o "Segredo"?

A verdade é condicionada pelos olhos de quem interpreta, ou só existe uma verdade?

Não racionalizar as sensações, é ter medo do que elas significam ou simplesmente vontade de viver a vida como ela é?

Devemos viver pelos nossos sentidos, pela razão ou é um misto? O que são os impulsos? E para que servem os valores?

sábado, junho 23, 2007

Excertos da complexidade

Tudo quanto o homem expõe ou exprime é uma nota à margem de um texto apagado de todo. Mais ou menos, pelo sentido da nota, tiramos o sentido que havia de ser o do texto; mas fica sempre uma dúvida, e os sentidos possíveis são muitos.

(...) o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus.

A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.

(...) não se reage independentemente, porque reagir é elas terem feito que reagíssemos.

Vigny, para quem a vida é uma cadeia, onde ele tecia palha para se distrair.

E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados.

A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas.

Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"

segunda-feira, junho 18, 2007

Science, Fiction or Science Fiction (co-comment)

Isto de ser contribuinte do blog é fixe porque temos o poder de transformar comentários em artigos :) Por isso também vou usar esse poder!

Queria começar por dizer tenho aprendido imenso desde que comecei a escrever neste blog, apesar de toda a minha reticência e preconceito. Lembra quando eu me dizia anti-telemóveis... (que ainda durou algum tempo).

Queria também dizer que o formato de blog que mais me agrada é o de discussão ou conversa, pois também é na partilha e na troca de pontos de vista que crescemos e aprendemos.

Finalmente, gostei bastante do teu post (Gonçalo) e não quero de forma alguma entrar em discussão por discussão, até porque acredito que uma conversa se baseia na compreensão de parte a parte. Nesse sentido vou fazer um esforço para dividir claramente este texto em duas partes: a primeira onde quero tentar perceber melhor o que estás a dizer, sem contrapor ou opinar; a segunda servirá para tentar explicar melhor o que acho que não ficou bem compreendido [este exercício é interessante].


Compreender-te

Não percebi se quando dizes que o filme "The Secret" foi feito para a classe média se é uma opinião tua ou se viste em algum lado. Achas que só a classe média aspira, ou pode aspirar ao sucesso? Ou não querias dizer isso?

Não percebi quais as semelhanças com o filme "Da Vinci Code". Em termos de argumento ou realização, isto é, conteúdo ou forma? Achas que existe uma intenção exclusivamente comercial na realização do filme? Ou parcial? Se parcial, quais as outras motivações? Parecem-me questões interessantes, mas acredito que seja só a mim :)

No entanto, a minha dúvida maior é quando, a seguir, referes que o filme tem na sua raíz alguns dos fundamentais princípios da vida (a lei da atracção?). Isto porque fiquei com a sensação que, depois, estás a argumentar que essa "lei" não é nada mais do que a percepção humana da realidade e uma forma diferente. Existe aqui alguma contradição, ou não?

A minha dúvida, vem de uma outra dúvida minha que é o problema da criação vs criador... isto é, se existe criação tem de existir criador, ou pode haver criação sem criador?
Para não me perder vou usar os teus exemplos. "se seguirmos os nossos objectivos, lá chegaremos", depois referes que "muitos preocupam-se em chegar ao objectivo final e ter aquilo que realmente desejavam" e finalmente dizes que "mais importante do que seguirmos os nossos objectivos é sabermos o que queremos para a nossa vida". Eu não percebo como é que estas três frases podem coexistir? Ou então estou a interpretá-las mal... :(

Queria ainda levantar uma questão. Quando dizes que "aqueles feelings e aquilo que o vosso coração vos diz é das vozes mais sábias que poderão ouvir", estando-te a referir à parte emocional da pessoa, até que ponto é que a emoção é mais válida do que a razão. Isto é, não quero entrar em discussões filosóficas, queria só levantar a questão de que se os sentimento existem na nossa mente, assim como os nossos pensamentos, porque é que uns são mais sábios? Isto com exemplos é capaz de ser mais inteligível... Se eu sinto que um amigo me traíu porque não teve o comportamento que eu esperava eu posso sentir raiva. Se eu disser que estou com raiva dele estou de facto a ser sincero, mas será que estou a ser íntegro?

Fazer-me compreender

Queria começar por esclarecer que os meus dois posts "Want to know the Secret" e "Frase da tarde" não têm nada a ver um com o outro :) Ou seja, eu quando pus um e outro não estava à espera que se estabelece nenhuma ligação entre os dois :)

The Secret

Em relação ao filme "The Secret", a minha ideia era apenas dar a conhecer mais uma perspectiva sobre o mundo e sobre a vida, e quem estivesse interessado fosse à procura de mais. Isto também associado aos novos movimentos "New Thought" e outros, que quanto a mim não têm muito de novidade no conteúdo mas muito na forma.
Eu confesso que, como o Gonçalo diz, também achei o filme exagerado na forma como transmite as ideias subjacentes. O meu comentário na altura foi "americanado demais" (sem ofensa). Quando o enviei a alguns amigos tive o cuidado de dizer "Atenção, o essencial é invisível ao olhos" (Saint Exupery) :) O que realmente me despertou curiosidade sobre o filme foi o programa da Oprah sobre o filme, que na minha opinião transmite a essência do filme, sem bullshit.
Para mim não faz sentido falar do filme sem assumir que existe uma fatia de brilho no filme que não é sustentável. Isso acho que é óbvio, mas depois da gordura, há muita carne que não tem nada de óbvio! Por exemplo não é nada óbvia a diferença entre wishful thinking e believe, assim como não é óbvia a diferença entre sinceridade e integridade.

Felicidade e Significado

Aqui claramente eu não me consegui mesmo explicar! My fault! Isto não tem nada a ver com "The Secret" :)
Na minha opinião significado e felicidade não são possíveis de coexistir, mas isto de forma completa. Isto porque a felicidade é um estado de equilíbrio e nos estados de equilíbrio anulam-se todos referenciais. E significado é uma referencial (Faz sentido, não faz sentido...).
Eu quando falo de conflitos, não estou a falar de conflitos inter- mas sim intra-pessoais.
Ao ler o post do Gonçalo percebi que me esqueci de dizer que acho que estas coisas apenas fazem sentido enquanto caminho, um caminho que é feito pelo próprio, no entanto este caminho implica rupturas, e essas rupturas não são fáceis de perceber ou de fazer.

Think Big (comments em forma de post)!

The Secret - filme muito bem conseguido e com um público alvo bastante bem identificado: a classe média.. Todos nós aspiramos sucesso profissional, amoroso, dinheiro, férias, carros, etc..
Inspirado pelo livro The Science of Getting Rich e por alguns ideais do movimento New Thought (e com algumas semelhanças óbvias com o filme Da Vinci Code) utiliza um dos grandes princípios sobre a forma de lidar com a vida para atingir as "massas" e leva-las a acreditar na solução para os seus problemas! Afinal de contas não é por acaso que "venderam" a ideia segundo "O Segredo" que tinha sido escondido ao longo de séculos...

No entanto, se formos à raiz e aos princípios deste filmes encontramos realmente alguns dos mais fundamentais princípios de vida e como podemos encaramos o mundo.
A energia positiva atrai realmente mais pessoas para essa energia.. Basta pensarmos um pouco e olharmos à nossa volta para em pouco tempo percebermos qual o efeito prático desta forma de pensar. Apesar de exagerado a forma como foi apresentado no filme, é realmente um dos pontos que acho mais fulcrais na maneira como lidamos com o nosso presente e olhamos para o futuro...
A vida pode ser realmente aquilo que nós queiramos que ela seja. Tudo aquilo que desejamos e sonhamos em um dia ter podemos na realidade ter. Obviamente não na forma como é apresentada neste filme (se pensarmos muito sobre o que desejamos, isso será “atraído” para nós...). Mas a realidade é que se seguirmos os nossos objectivos, lá chegaremos! No entanto penso que muitos preocupam-se em chegar ao objectivo final e ter aquilo que realmente desejavam. Mas esquecem-se de qual o caminho a percorrer para lá chegar. Mas é nesse caminho que está o gozo e a felicidade! Não em chegar propriamente ao objectivo que tínhamos estipulado.. E ainda mais importante do que seguirmos os nossos objectivos é sabermos o que queremos para a nossa vida! O que me faz feliz? O que me faz sentir bem comigo próprio e com o mundo que me rodeia? De quem realmente gosto e quem são os meus verdadeiros amigos? O que quero fazer de novo nesta vida que ainda não fiz? Para onde quero ir? Com quem?
Os sonhos são o impeto que nos guia e que alimenta a nossa força para atingir os nossos objectivos. E não se esqueçam, quando sonharem sonhem como qualquer sonho deveria ser.. sem limites, sem barreiras, sem aquilo que vos prende de dar um passo ainda maior..
Sejam objectivos, definam quais as metas para a vossa vida e utilizem a vossa inteligência para pôr os vossos planos em prática. Escutem os vossos sentimentos porque são o vosso principal instrumento para vos orientar em relação aos que vos rodeiam. Aqueles feelings e aquilo que o vosso coração vos diz é das vozes mais sábias que poderão ouvir.
E a felicidade e o significado podem coexistir! Pode ser um caminho tortuoso e difícil de percorrer mas essa é uma escolha que temos de ser nós a tomar. Saber aquilo que queremos. Descobrir como podemos atingir e quebrar as barreiras que existem nos nossos sonhos e passa-las para a realidade. Aproveitar a caminhada e saborear todas as vitórias.. Sempre ouvi dizer que o vencedor não é aquele que ganha as primeiras batalhas, mas aquele que nunca deixa de acreditar nela até ao fim. É preciso acreditarmos realmente no que queremos para sabermos que irão haver conflitos e que os iremos ultrapassar. Não vale a pena vivermos obcecados com esses objectivos. Basta irmos dando um passo de cada vez na direcção que queremos.


Faith is taking the first step even when you don't see the whole staircase
Martin Luther King Jr.

You have to think anyway, so why not think big?
Donald Trump, 1946

domingo, junho 17, 2007

Frase da tarde...

Chega uma altura na vida em que um homem tem de se perguntar, se quer uma vida de felicidade ou uma vida de significado. Não se pode ter as duas!


Ou pode?

quinta-feira, junho 14, 2007

Grabe your camera a learn how to make (and retouch) great photos!




by Stéphane Rey-Gorrez


Um grande fotógrafo que descobri aqui por Paris que domina bem a arte de trabalhar uma "normal" fotografia. Aconselho a visitarem o site dele ou se quiserem conhecer mais alguns artistas fantásticos ou comprar alguns dos seus trabalhos fotográficos podem vir aqui.

Living in Paris

Digamos que o meu forte não é descrever em detalhe quais as actividades e aventuras que tenho feito aqui por Paris, mas a minha house-mate tem claramente dotes para conseguir descrever tudo até ao mais último detalhe! É um verdadeiro pequeno diário da vida aqui por estas bandas. Obrigado Filipa ;-)

Por isso se quiserem ficar mais a par do que ando para aqui a fazer no meu tempo livre quando não estou a trabalhar aqui ficam alguns relatos com os links para o texto completo:

"...boulangerie connosco, para nos abastecermos para o picnic, e 5 minutos depois de nos sentarmos caiu a chuvada do ano, com direito a trovoada e uma ventania de fazer levantar vôo! 30 minutos depois, o sol volta a brilhar e acompanhou-nos até ao final do dia. Corremos a École Militaire, os Champs des Mars, a Torre Eiffel, apanhámos o metro no Trocadero e continuámos..."
http://moraiscaldas.blogspot.com/2007/05/diz-se-que-e-alguns-qus-de-engraado.html

"...o ponto de encontro com os restantes era no Princess and the Frog, em Mabillion, de onde fomos expulsos às 2h ou 3h, ainda de copos na mão...Continuámos para o La Peña, clube de salsa ou algo do género, cave super abafada e apinhada de gente..."
http://moraiscaldas.blogspot.com/2007/06/non-stop-weekend.html

"...picnic na Pont des Arts, onde se juntou um grupo enorme! Para além dos quatro residentes na nossa morada, juntaram-se a Isabel e dois colegas, o Rodrigo e a sua guitarra, um casal francês amigo do Pepe, os ex-contactos Ricardo e Inês acompanhados de duas amigas, a Cristina e 3 amigos, o Paulo..."
http://moraiscaldas.blogspot.com/2007/06/planear-ou-no-planear-eis-questo.html

4th Season!?

Acabou a terceira época :(
Será que vai haver uma quarta? Espero que sim!

Um dos personagens mais fascinantes... Para alguns um vilão, para outros um herói, sem dúvida um "ser" complexo, como todos nós!

quarta-feira, junho 13, 2007

Santo António 2007




A Bica tornou-se o nosso refúgio no Santo António. Este ano, mais uma vez cumprimos a tradição, desta vez sem o título de estudantes, mas com a mesma vontade de fazer a festa.

Lisboa, transforma-se nesta noite! As ruas enchem-se, as janelas de casas de família do dia a dia, transformam-se em balcões de bares improvisados. Os velhotes sorriem às janelas satisfeitos por verem que a tradição permanece, que as ruas enchem, que os jovens dançam. Sem dúvida uma grande noite de Santo António!

terça-feira, junho 12, 2007

Angola

"13.2 milhões de habitantes, PIB per capita de 670 USD*. 68% da população com menos de 1USD por dia. Esperança média de vida de 40.1 anos, com taxa de mortalidade infantil de 53.4% (por 1000 nascimentos) e taxa de prevalência do HIV/SIDA de 5,5%. Apenas 38% da população tem acesso a água potável e 24% a cuidados médicos. Existem 0.13 PC’s e 0.59 linhas telefónicas por cada 100 habitantes. Dos milhões de dólares que Angola recebe em Ajuda Pública, cada pessoa recebe 23 USD. 49.4% da população tem menos de 15 anos.
Eram, à primeira vista, apenas números. Indicadores como tantos outros que tive de analisar e recolher e que, juntamente com as imagens difundidas pelos medias e documentos analíticos, criaram uma “imagem” da Angola que me preparava para visitar.
Toda a preparação prévia, troca de impressões e expectativas criadas não evitaram que, no Domingo 20 de Março ao sair do aeroporto a caminho do Hotel Trópico de Luanda, me sentisse atordoada com o tempo opressivo de tão quente, o ar espesso, a cor alaranjada do fim de tarde e, sobretudo, com o choque dos musseques ao longo da estrada (os remédios para a malária também não ajudaram).
Durante duas semanas foram reuniões constantes (de 21 de Março a 1 de Abril, saltando do Ministério do Planeamento para o Banco Nacional de Angola, do PNUD para o Tribunal de Contas, do Ministério dos Petróleos para o da Família e da Mulher, entre outros, passando sempre pelo das Finanças) discutindo a estratégia de desenvolvimento e maiores necessidades do sector, inteirando-se do progresso das diversas reformas ou na realização dos ODM, nunca esquecendo de averiguar o estado de execução dos projectos do BAD.
Tive de conduzir cada reunião, ouvindo o Country Economist em Francês, traduzindo (quase em simultâneo) para Português, esperar pela resposta e voltar a traduzir em Francês ou Inglês. Por vezes os interlocutores compreendiam Inglês ou Francês mas respondiam em Português. Desgastante. Mas pior foi o choque do percurso entre cada sítio.
No carro, observando as ruas e as pessoas, saltavam à vista todos aqueles números, o enorme fosso entre uma minoria com acesso à enorme riqueza do país (natural e também doada) que passa em carros de alta cilindrada pela maioria da população (os tais 68%) que vive na pobreza extrema, representada nas crianças e mulheres vendendo bananas e OMO na beira da estrada. Raparigas de 15-16 anos com filhos de meses às costas, sob um sol de 35º e 90% de humidade. E, mesmo vivendo nessas condições, privados de tudo aquilo que tenho e sempre tive como garantido, riem, cantam, dançam ao som de rádios desfeitos e da alegria de naquele momento estarem vivos. Acho que foi isto o que mais me marcou: a simples e honesta felicidade por se estar vivo de quem não conhece aquilo a que chamamos conforto e “condições de vida mínimas”.
Todos os fins de tarde tentava conhecer parte da cidade, do seu ritmo. Descer a rua com paredes marcadas por buracos de balas antigas e telhados de telha lusa, chegar à “baixa da cidade” junto ao Banco Nacional que ao final do dia lembra Lisboa. Fez-me sentir mais saudades de casa e, curiosamente, uma enorme vontade de voltar para Tunes. Fui às praias e restaurantes da Ilha de Luanda, fui jantar ao Trinca Espinhas e sair para o Palos e caminhei junto à Baía, passando pelo Rialto onde se podem comer croquetes, caldo verde e beber uma Cuca ou mesmo uma Sagres. No domingo de Páscoa fui até Cabo Ledo, passando no poeirento e colorido mercado de Benfica e no incrível Miradouro da Lua (onde certamente foram dadas pinceladas de todas as cores que associo a África e aos dias quentes de Verão). No regresso, desviei para a Foz do Kwanza.
E depois de outra semana de trabalho e terminados os 20 dias em Luanda fiquei com uma enorme vontade de voltar, de conhecer mais deste país e deste povo e de, quem sabe, contribuir para que alguns destes indicadores subam e outros desçam, fazendo com que estar sob um sol abrasador à beira da estrada com um sorriso na cara seja apenas uma opção para passar o tempo e um sinal de real esperança e confiança no futuro."

in Newsletter Contacto - Leonor Fontoura, Economista Estagiária (Banco Africano de Desenvolvimento)




Podia falar-vos um pouco sobre o potêncial de Angola e o seu mundo de negócios loucos que está neste momento a acontecer, ou sobre o iato entre classes sociais (se é que realmente existem) e a riqueza dos ricos e a pobreza dos pobres, ou do sorriso de alegria de quem não tem nada mas tem tudo, mas este post só tem um único objectivo. Dar um grande abraço de parabéns ao meu irmão que anda por estas terras ;-) Dá-lhe "pula maluco"!

A "Loucura" dos Santos


Sardinhas, cerveja e confusão... palavras para quê?
Resta saber se será uma noite santa ou uma santa noite!

segunda-feira, junho 11, 2007

Longe, longe, longe de tudo

Fugi de Lisboa....
...fui à minha procura

...e lá estava eu, a apanhar sol numa esplanada solarenga
Uns petiscos
Uns sorrisos
Uns escaldões
Umas cervejas
Uns passeios
Umas praias
Umas noitadas depois ...


Convenci-me a voltar ;)

Quem sabe onde e o quê?

Lembram-se, lembram-se ????
Quem é que não tem saudades!

Para os viciados da bolsa...

Para quem gosta de acompanhar a bolsa e os temas em redor, aqui fica um fórum a visitar que recomendaram-me hoje. Visitei e gostei!

http://www.caldeiraodebolsa.com/