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terça-feira, agosto 29, 2006

Passaporte promove cultura portuguesa



Face ao lançamento do novo passaporte podemos optar por duas visões distintas: 1. lançamento de novo passaporte electrónico; 2. lançamento de passaporte com alusões à cultura portuguesa.
A primeira responde a uma necessidade básica de uma sociedade ocidental que cada vez mais tem de garantir a segurança do cidadão. É como algo que mais cedo ou mais tarde tinha de ser feito, agora só espero que bem feito! Resumindo é uma excelente notícia, mas é o resultado natural da sociedade em que vivemos e vem também em consequência de regulamentação europeia.

A segunda visão corresponde, a meu ver, a uma decisão que denota inteligência. Não sei se foi tomada com essa intenção, quero acreditar que sim, mas fazer de um documento de identificação pessoal, um documento portador do que identifica a nação culturalmente, é positivo. Aproveitar um documento que circula por todo o mundo, que se pretende seguro, para projectar Camões e Pessoa, promove a cultura portuguesa. Reforça a importancia de dois Portugueses na história do país e se não promove tanto internacionalmente (o passaporte é para estar guardado), promove com toda a certeza junto do cidadão português que se vê no seu documento de identifcação internacional ao lado de Luís de Camões e de Fernando Pessoa.

Porque lembrei-me deste post, porque tive uma lição de Fernando Pessoa dada por um nigeriano Doutorado em Filosofia por Oxford. Sem lhe pedir, sabendo que sou português, fascinado pelo Mundo que Pessoa lhe apresentou, descreveu-o como o génio menos promovido no mundo! Posso garantir que a maneira como falou garante a admiração que tem por Pessoa!

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