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segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Super Terça-feira I

Bons discursos políticos. Bom marketing. Frases altamente estudadas e palavras bem pesadas. O desejo de criar slogans universais para o futuro. Um "espectáculo" político que, não sendo necessariamente mau, voltou a estar na moda nos Estados Unidos graças a Barack Obama, propositadamente confundido com Luther King ou Kennedy.
O vocalista dos Black Eyed Peas, Will.i.am, convocou um grupo de amigos, entre os quais Scarlet Johansson, Nicole (Pussycat Dolls) e Kareem-Abdul Jabbar (ex-basquetebolista), criando uma música e spot de apoio ao candidato democrata Barack Obama.



"It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.

Yes we can.

It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom.

Yes we can.

It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.

Yes we can.

It was the call of workers who organized; women who reached for the ballots; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.

Yes we can to justice and equality.

Yes we can to opportunity and prosperity.

Yes we can heal this nation.

Yes we can repair this world.

Yes we can.

We know the battle ahead will be long, but always remember that no matter what obstacles stand in our way, nothing can stand in the way of the power of millions of voices calling for change.

We have been told we cannot do this by a chorus of cynics...they will only grow louder and more dissonant ........... We've been asked to pause for a reality check. We've been warned against offering the people of this nation false hope.

But in the unlikely story that is America, there has never been anything false about hope.

Now the hopes of the little girl who goes to a crumbling school in Dillon are the same as the dreams of the boy who learns on the streets of LA; we will remember that there is something happening in America; that we are not as divided as our politics suggests; that we are one people; we are one nation; and together, we will begin the next great chapter in the American story with three words that will ring from coast to coast; from sea to shining sea.

Yes. We. Can."

6 comentários:

André Silva disse...

Não passa de marketing, uma forma diferente de fazer política sem dúvida, no fim uma forma original de ganhar votos, mas aplaudo! Pela diferença, pela envolvência da sociedade, pela frescura que dá à política!

Tiago Cristóvão disse...

Isto é claro "música" para os ouvidos dos potenciais eleitores norte-americanos. Mesmo assim recomendo que passem pelo YouTube para ouvirem um discurso real do indivíduo em causa. Ele até que tem algum estilo.

je disse...

Qual é o link?

(preguiçoso me)

sirk disse...

Faça ele o que fizer.
Por muito horrivel que possa parecer... Mil vezes alguem que faz marketing eleitoral, a alguém que não tem personalidade suficiente para não perdoar as consecutivas traições de um marido.
Se é verdade que a política não envolve a vida privada. Também é verdade que envolve carisma e personalidade que a senhora Clinton, pelo que se viu, não tem!

Patricia Lousinha disse...

O marketing, as campanhas, têm destas coisas. E servem também para isso, para despertar atenções. Para além dos votos, claro está.
Como diz um amigo meu "nós deveríamos votar nas eleições americanas, ou não é por eles que somos governados?". Eu só sei que dá vontade de votar. Principalmente depois de ver a propaganda musical! :)
Um dos vários links é este:
http://www.yeswecansong.com

Pedro Pedroso disse...

Mais do que um candidato, Barack Obama é um movimento que tem vindo a ganhar balanço e que, se não me engano, será imbatível, inicialmente na eleição nos círculos democratas e, posteriormente, nas eleições para a presidência.

Pode ser marketing, pode ser manipulação subliminal de massas mas a verdade é que ele consegue transmitir uma mensagem inovadora(?) de esperança que foi, é e será um catalizador do american way of life.

Eu votaria Obama quanto mais não seja pela passagem para segundo plano da política internacional (que tem sido desastrosa) e um maior enfoque nas políticas internas, nomeadamente na fiscalidade e na saúde.

Acresce a isto facto de ele tentar evitar os grandes financiamentos (indústria farmacêutica e petrolífera) para a sua campanha e solicitar apoios individuais a todos os americanos. No entanto, dizem as más línguas que as grandes famílias judaicas é que estão a entrar com o big money!