
segunda-feira, abril 19, 2010
Prédios que Falam 2010

sexta-feira, abril 09, 2010
Começámos a pedir desculpa - Daniel Oliveira @ Expresso
"Estes apelos inúteis são os últimos cartuchos de uma resistência à igualdade. Sempre assim foi quando ela foi conseguida. Também os houve quando as mulheres ganharam o direito ao voto ou os negros conquistaram, nos Estados Unidos, os direitos cívicos que lhes estavam negados. Também eles prometeram o fim do Mundo e a decadência da civilização. E cá estamos.
Um dia a homofobia será vista com o mesmo desprezo com que a maioria hoje olha para o racismo. E só nesse diapagaremos a dívida de séculos que temos para com os homossexuais. Nenhuma ditadura os poupou, quase nenhuma Igreja os tolerou, poucas democracias lhes fizeram justiça. Foram mortos, perseguidos, desprezados, apontados a dedo. O sofrimento que lhes causámos e que lhes continuamos a causar é de tal forma brutal, quotidiano e, por isso, banal, que demorará gerações a ser esquecido.
Hoje começámos, como sociedade, a pedir-lhes desculpa. Um dia isto será apenas história. E olharemos para estes grupos que se mobilizam para impedir a felicidade alheia como grotescas memórias de um passado indigno. Aí sim, teremos acabado o que só agora começámos."
terça-feira, março 16, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
terça-feira, março 02, 2010
Uma ajudinha...
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dDMxVTJuVDk1N3k4SXlLN0xkT3lnNXc6MA
segunda-feira, março 01, 2010
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
sexta-feira, janeiro 08, 2010
quarta-feira, janeiro 06, 2010
sábado, novembro 14, 2009
Ex-alunos do Colégio Militar são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade
O Colégio Militar
Por Luis Campos e Cunha
Ex-alunos do Colégio Militar são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade
A ideia de que a natureza tem horror ao vácuo fazia parte da física na Idade Média. Mas esta lei do horror tem corolários na vida actual: os políticos incompetentes têm horror a novas caras nos partidos; os escroques têm horror a uma justiça que funcione; e, do mesmo modo, os bons investidores têm horror a uma justiça que não funciona. E podíamos continuar, mas vem tudo isto a propósito das notícias recentes sobre Colégio Militar. Devo declarar que não frequentei o Colégio, embora com pena minha, porque o meu Pai entendeu que eu poderia ser seduzido pela vida militar e para tal bastava ele. O meu irmão esteve no Colégio, por circunstâncias familiares extremas, não se deu bem, e saiu ao fim de dois anos, se bem me lembro. Não tenho, portanto, especiais ligações ao Colégio Militar (CM) mas tenho muitos amigos (e dos bons) que por lá passaram.
As recentes notícias dão uma ideia do Colégio como uma escola de sevícias e de maus tratos. Problemas de maus tratos em escolas sempre existiram e devem ser combatidos com determinação pelas autoridades da escola em causa, mas não faz da escola uma instituição a fechar. Lembro-me bem de, há uns anos na minha Faculdade, terem ocorrido praxes indignas das nossas caloiras e imediatamente o Director de então tomou medidas para que tal não voltasse a acontecer. E não aconteceu. O CM não é excepção, mas o que está em causa é uma tentativa de fazer desaparecer uma das instituições mais antigas de ensino na Europa com uma longa tradição de serviço ao País.
Recordo, com alguma tristeza, que uma das "regalias" de um militar morto em combate em África era os filhos terem educação gratuita no CM. Por esse facto e por as pensões de sobrevivência serem, à época, absolutamente miseráveis (recordo-me de casos concretos), havia sempre vários órfãos no Colégio. Fazia parte das obrigações dos graduados (ou seja, alunos finalistas do CM) terem não só uns ratas (alunos caloiros) como seus protegidos mas também cuidarem dos dramas de algum aluno cujo pai tivesse morrido. Quem conhece ex-alunos do Colégio sabe que têm uma organização e uma coesão ímpar em qualquer outra escola. Falam do Colégio com saudade e têm um respeito pela instituição como ninguém tem da sua escola. Nela se fizeram amizades que perduram para toda a vida e alguns dos meus melhores amigos são ex-alunos do CM e devo confessar que são sempre gente com outra postura perante o dever e a sociedade.
O Colégio Militar dá educação em sentido pleno do termo. Tem um ensino de excelente qualidade e dá quadros de valores que nenhuma outra escola garante.
Em 1975, numa acção de dinamização organizada para os alunos do Colégio por gente afecta ao PCP -Varela Gomes, Faria Paulino e outros- começaram a atacar a instituição e a apelidarem os alunos de príncipes privilegiados. Um aluno dos mais novos, ou seja com uns 11 anos, levanta-se e calmamente diz que é filho de um oficial que morreu em combate, que se não fosse o Colégio não poderia estudar e não percebia onde estava o príncipe. Os protesto generalizaram-se (teve lugar uma gigantesca boiada, usando a terminologia do CM) e a comissão de dinamização foi forçada a sair pela porta dos fâmulos -porta de serviço- e não pela porta principal. Foi o enxovalho total, apesar de os oficiais tentarem, em vão, acalmar os alunos. É gente de fibra.
Aliás sempre foi assim. Faz parte da sua história mais antiga que quando teve lugar o atentado a Sidónio Pais gerou-se, naturalmente, o pânico entre a população e as unidades militares ajudaram à turbamulta. A única unidade que manteve a calma, ajudou a população e evitou mais mortos foi exactamente uma unidade do Colégio. Portanto, a tradição vem de longe.
O ensino tem uma qualidade excepcional e que não é possível sem um internato, onde os laboratórios de línguas e as salas de estudo estão ao lado do picadeiro e da sala de esgrima. Qualquer pai, cá fora, que tente dar a mesma formação passaria o tempo a servir de motorista do filho. É, aliás, uma tradição muito antiga dos melhores colégios ingleses.
Como professor na universidade, sempre que tenho conhecimento de que um aluno meu veio do CM, posso testemunhar o aprumo, o à vontade, a auto-confiança e o profissionalismo com que está numa aula. Tudo isto, em flagrante contraste com os colegas, especialmente os mais betinhos.
Além disso, como os alunos são tratados por igual, têm um número (que vem antes do nome), andam vestidos com farda e os filhos de pais ricos não se distinguem dos filhos de pais pobres. Também por isso, o convívio democrático hierarquizado é a regra. Ainda bem.
O contraste é gritante com o que se passa nas nossas escolas. E a anarquia, quase geral em que vive o ensino secundário, tem horror ao Colégio Militar, obviamente. Aliás, a verdade é mais funda: a anarquia quase geral da nossa sociedade tem horror à instituição militar. Uma instituição organizada, como a militar, que cultiva os valores da honra, da camaradagem, da disciplina e do dever para com a pátria, não pode ser bem vista pela sociedade actual. A nossa vida colectiva -a civil- privilegia o oportunismo, habituou-se aos casos de corrupção (com ou sem fundamento), tem uma imprensa virada para o escândalo e uma televisão com novelas que são difusoras da falta valores e da ausência dos bons costumes.
O Colégio Militar poderá acabar mas as razões estão na nossa sociedade e não dentro dos muros do Colégio. O horror à decência é dos indecentes. Professor universitário
Público de 13-11-2009
quarta-feira, novembro 11, 2009
O FIM DOS COLÉGIOS MILITARES?
quinta-feira, novembro 05, 2009
Denúncia de mais um caso que se passou no Colégio Militar
sexta-feira, outubro 23, 2009
Carta escrita por uma mãe de um aluno do Colégio Militar a um deputado do Bloco de Esquerda
Sou mãe de um aluno que frequenta o Colégio Militar há 4 anos, para onde foi
depois de uma experiência de um ano numa escola pública em que era
maltratado fisica e psicologicamente por colegas e ignorado por professores,
tendo perdido o ano com cinco negativas e apoio psicológico. No ano
seguinte, já no Colégio Militar, ficou no quadro de honra com média de 14,5
e, decorridos 4 anos, adora o Colégio e está "de rastos" com o que tem sido
dito na comunicação social.
Assim, uma vez que ouvi as suas declarações na RTPN, não posso deixar de
manifestar a minha opinião sobre as mesmas.
Compreendo as motivações profissionais do Dr. Garcia Pereira no assunto, mas
confesso que tenho alguma dificuldade em perceber o empenho do BE em geral e
de V. Exa. em particular na condenação de um Colégio, que pode ter regras
que não são compatíveis com a V/ visão do ensino, pode ser criticado nalguns
aspectos, mas que não merece a campanha persecutória e sistemática que lhe
tem sido movida.
Não pretendo desculpabilizar actos que *só aos tribunais compete avaliar e,
se for o caso, condenar*.
Parece-me, porém, que não cabe a V. Exa., nem a qualquer partido
político, condenar uma instituição de ensino da forma exarcebada e
degradante como o têm feito e, com isso, rebaixar todos os alunos que a
frequentam e que ficam desestabilizados com todo o circo mediático que isso
gera. Especialmente quando V. Exas não têm conhecimento - nem procuram
conhecer - todos os lados da questão. Talvez devessem informar-se porque
razão os pais de 400 alunos defendem o Colégio e porque é que a mãe de dois
dos alunos queixosos, ao que soube, mantém os filhos no Colégio!
Como mãe e cidadâ não aceito uma tomada de posição desta força e dimensão
por parte de membros da Assembleia da República quando *não vi - nem vejo -
o mesmo empenho, igual indignação e o pedido de urgente condenação (como
hoje V. Exa tão veementemente manifestou) com os graves problemas com que o
Estado de Direito se debate e a vergonha que foi e continua ser o processo
de pedofilia da Casa Pia*. Talvez os meninos pobres e desprotegidos desta
instituição, cujo processo não mereceu da PGR a consideração de "violência
escolar" que justifica a celeridade do processo dos alunos do
CM, não constituam para V. Exas. uma causa com que se identifiquem por não
permitir o ataque a instituições da estrutura (militares ou outras).
Permita-me um conselho final: a próxima vez que V. Exa falar publicamente do
Colégio Militar será importante investigar antes sobre se não estarão em
causa eventuais interesses no fecho de um Colégio com 19 hectares no centro
da capital, que, a existirem, V/ Exa e o partido que
representa estarão inadvertimente a ajudar.
Com os melhores cumprimentos,
quinta-feira, outubro 22, 2009
Frase do dia!
terça-feira, outubro 20, 2009
A Honra Vale Mais que a Vida
sexta-feira, outubro 16, 2009
quarta-feira, setembro 23, 2009
quarta-feira, setembro 09, 2009
À terceira é de vez! - Queres Conhecer-Me-Te
- É obrigatória a presença em todas as sessões da Oficina. As sessões são as seguintes:
- 25/09 (sexta-feira) das 20h30 às 23h00
- 26/09 (sábado) das 10h30 às 18h00
- 27/09 (domingo) das 10h30 às 18h00
- Em vários momentos da Oficina iremos estar sentados no chão.
- É importante trazer roupa confortável.
