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sexta-feira, novembro 26, 2004

Sobre a "Democracia"

"Democracia" de Michael Frayn

Ontem fui ver "Democracia" no Teatro aberto, peça altamente recomendável: primeiro, porque tem uma encenação e uma cenografia muito bem conseguida do João Lourenço, algo que ouvi ser um lugar comum no Teatro Aberto; segundo pelas boas representações, que se acentuam pelo facto de a sala vermelha ser a mais intimista do teatro e os actores estarem particamente entre nós; terceiro porque Michael Frayn criou, à semelhança de "Copenhaga" (que não vi) um argumento histórico que nos impulsiona a correr para casa e investigar mais sobre aquela parte da história do SPD e das duas Alemanhas. Brilhante!

"Alemanha Ocidental, 1969. Willy Brandt inicia a sua carreira como chanceler da República Federal. Günter Guillaume é um dos seus assessores, mas também espião da Stasi, a polícia secreta da outra Alemanha, a República Democrática Alemã. A revelação da dupla identidade de Guillaume irá despoletar a demissão do chanceler em 1974. Em "Democracia", tanto Brandt como Guillaume surgem como homens divididos, abalados por profundas contradições, num restrato psicológico que reflecte as tensões que atravessavam o mundo antes da queda do muro de Berlim em 1989."

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