O ano de 2003 foi sem dúvida, entre muitas outras coisas, o ano dos blogs, e 2004 será, penso, um ano ainda de maior crescimento. Não bastou cada um de nós sentir a necessidade de ter um número de telemóvel próprio, uma caixa de e-mail ou várias, como agora cada uma de nós quer ter o seu espaço internético de livre expressão – o seu blog.
O blog, como as rádios pirata dos anos 80, nasce assim como mais um símbolo da democratização da opinião. Por quão estúpida ou inteligente que ela seja, cada um liberta o pseudo-Marcelo Rebelo de Sousa que tem dentro de si e diz que também pode sugerir um livro, pronunciar-se sobre um acontecimento ou expressar as suas motivações. E numa auto-estrada de abstinência participativa em que estamos a circular nada é mais inevitável do que os louvar e os respeitar.
Em média são criados 50 blogs portugueses por dia que se juntam aos mais de 11 milhões em todo o mundo, apenas 34% dos blogs resistem à inspiração e motivação inicial, mas os que resistem permitirão criar um fórum mundial de opiniões.
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